sexta-feira, novembro 30, 2012

Gastos com a Previdência Social atingirão 46% do PIB em 2030


Exame.com
Fernanda Cruz, Agência Brasil

A projeção aponta um crescimento de 27,4 pontos percentuais em relação ao patamar registrado em 2010, quando as despesas com a Previdência somaram 18,1% do PIB

ARQUIVO/WIKIMEDIA COMMONS
Agência do INSS: a pesquisa utilizou a previsão de que a quantidade
 de aposentados e assistidos no Brasil deve crescer 89,77% até 2030

São Paulo – Os gastos previdenciários e assistenciais do governo deverão chegar a 46,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2030, revelou estudo apresentado hoje (27), na capital paulista, pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess). A projeção aponta um crescimento de 27,4 pontos percentuais em relação ao patamar registrado em 2010, quando as despesas com a Previdência somaram 18,1% do PIB.

Para chegar esses valores, o Iess considerou um crescimento médio do PIB de 2% ao ano, entre 2010 e 2030, além da manutenção da regra do reajuste do salário mínimo. O estudo estimou também que, na hipótese de um cenário econômico mais otimista – crescimento anual de 4% da riqueza produzida pelo país - os gastos chegariam a 57,1% do PIB nacional.

A pesquisa utilizou a previsão de que a quantidade de aposentados e assistidos no Brasil deve crescer 89,77% até 2030. Assim, passará de 20,65 milhões em 2010 para 39,2 milhões, em um prazo de 20 anos. Segundo a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o total de idosos brasileiros, que em 2010 representavam 11% da população, deve subir para 19% em 2030.

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar é uma entidade sem fins lucrativos que tem o objetivo de promover e realizar estudos sobre saúde suplementar. O instituto é um braço acadêmico das principais operadoras de saúde do país. Suas mantenedoras são Golden Cross, Amil, Bradesco Saúde, Sulamérica, Intermédica e Odontoprev.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
A realidade pode parecer dura mas não deixa de menos verdade: ou o Brasil promove rapidamente uma  reforma na sua Previdência Social ou andaremos a passos largos rumo a situação em que se encontram hoje países como França, Espanha, Itália, Portugal, Grécia.

Não há equilíbrio fiscal que resista em bancar cerca de 46% do PIB do país apenas em previdência. Ou pagamos agora o preço desta reforma, ou o país ficará engessado logo mais, precisando mais além obrigar-se a mudanças drásticas, e portanto mais dolorosas. 

Esta farta distribuição de benefícios sem que o país tenha alcançado ainda nem um crescimento sustentável tampouco um grau de geração de riquezas capaz de sustentar estes tantos benefícios, tem um preço muito alto que o governo petista sequer tem se preocupado. Senhores, o futuro é logo ali  e não temos direito de delegar esta missão para as futuras gerações tendo hoje a oportunidade de realizá-la. Não podemos cometer nem esta insanidade nem a irresponsabilidade de delegar aos nossos filhos o trabalho que nos competia realizar e por preguiça - para dizer o mínimo - nos omitimos em  fazer.