segunda-feira, dezembro 31, 2012

Dilma defende queda de impostos para um Brasil competitivo. E por que não toma a iniciativa?


Exame.com
Com Agência EFE

Em entrevista coletiva, Dilma afirmou que o Brasil "precisa reduzir impostos. Quando diminui a carga de juros, possibilita reduzir impostos"

REUTERS/Ueslei Marcelino
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff: 
"Brasil precisa de uma estrutura tributária mais racional", disse a presidente

Brasília - A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta quinta-feira a redução dos impostos, além de mudanças na legislação tributária para que a economia do país ganhe em competitividade.

Em entrevista coletiva, Dilma afirmou que o Brasil "precisa reduzir impostos. Quando diminui a carga de juros, possibilita reduzir impostos", lembrando a queda da taxa de juros oficial que chegou até 7,25%.

"O Brasil precisa de uma mudança na sua estrutura tributária. Não falo em reforma, porque é mais fácil criar um mosaico do que fazê-la abruptamente. O Brasil precisa de uma estrutura tributária mais racional", completou a presidente.

A carga tributária no país subiu a 35,31% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo dados da Receita Federal.

A presidente mostrou otimismo quanto a recuperação da economia mundial em 2013 e afirmou que o ambiente "também vai ser propício ao Brasil". Segundo cálculos mais recentes do mercado financeiro, o país deve ter no próximo ano, crescimento em torno de 1%.

"O Brasil tem que ter crescimento sustentável e contínuo, com grau de sustentação muito alto. Este foi o ano de buscar a competitividade. É algo que teremos que fazer permanentemente a partir de agora, mas a partida foi dada neste ano", acrescentou.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Uma coisa é defender, a outra é fazer. Passa da hora do Brasil praticar uma reforma tributária digna do nome. A pergunta que se faz: cadê o interesse político em levá-la avante? 

Dilma Rousseff conta com uma base de apoio político capaz de implementar qualquer reforma, inclusive a tributária. Mas cadê a iniciativa, cadê o interesse? Vimos recentemente diante da Medida Provisória que cria novo marco legal no campo da energia elétrica que, apesar da ação truculenta da presidente em forçar queda no preço das tarifas, o poder público é o que menos irá colaborar para que a redução se efetive, muito embora seja responsável por 50% em impostos incidentes sobre o valor pago pelo consumidor.

Dilma precisa transformar em ações efetivas o discurso palanqueiro.  Poderia, por exemplo tornar mais simples, menos burocrática, a vida do contribuinte. Basta querer fazer.