quarta-feira, dezembro 26, 2012

Se os políticos mais velhos decepcionam os eleitores, os políticos mais jovens são piores ainda.


Carlos Newton
Tribuna da Imprensa

Estamos nas mãos desses dois…

Alguém pode achar que o título dessa matéria é exagerado, mas representa uma dura realidade (com as honrosas e raras exceções de sempre). No Rio de Janeiro, por exemplo, jamais se viu uma incompetência tão gritante e um conluio tão escabroso como a parceira entre o governador (?) Sergio Cabral e o prefeito (?) Eduardo Paes.

 Conforme Helio Fernandes denunciou repetidas vezes aqui no Blog da Tribuna, o acordo de Cabral com os traficantes, para implantação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), liberou o tráfico de dólares e desempregou os soldados dos traficantes, que desceram às ruas e estão fazendo disparar os índices de criminalidade nos bairros mais nobres do Rio de Janeiro, conforme as últimas estatísticas do Instituto de Segurança Pública. E se os bairros mais nobres estão assim, imaginem os outros…

Quanto às “terceirizadas” UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) serviram mais para as negociatas do governador milionário e do secretário de Saúde Sergio Cortes, também milionário, do que propriamente para atender à população.

UM VIADUTO QUE CAI
Já o prefeito Eduardo Paes seguiu o mau exemplo de Cabral e descobriu o caminho para as Índias, digo, para a corrupção. Ao invés de cuidar da cidade verdadeira, cheia de problemas, preferiu construir uma cidade de brinquedo, no antigo Cais do Porto, para “valorizar” aquele bairro, se é que vocês me entendem, como dizia o genial jornalista Maneco Müller.

Vai gastar bilhões de reais para demolir um viaduto que hoje escoa a maior parte do tráfego na entrada do Centro do Rio de Janeiro, e diz não ter dinheiro para recuperar o Elevado do Joá, que hoje é uma das principais vias da cidade. O máximo que conseguiu fazer é retirar os caminhões. Genial!

É um louco desvairado, um irresponsável, mas foi reeleito. Devia ser recolhido a uma camisa-de-força, antes que cumpra uma outra promessa, o fechamento da Avenida Rio Branco, e acabe de vez com a outrora Cidade Maravilhosa.

DUAS EXCEÇÕES
É claro que há exceções. No Congresso, dois jovens deputados fazem carreira e nos transmitem uma tênue esperança de dias melhores na política – Antonio Reguffe (PDT-DF) e Carlos Sampaio (PSDB-SP).  Os dois nada têm a ver com os respectivos comandos partidários.  Destacam-se na Câmara pelo comportamento intransigente em defesa da ética e do interesse público. Que Deus os proteja, no meio daqueles lobos…