domingo, janeiro 27, 2013

Programa de Investimento financiará infraestrutura


Exame.com
Com Agência Reuters

O PSI era destinado apenas à bens de capital e inovação, mas com a mudança poderá viabilizar projetos do "Programa de Investimentos em Logística: Rodovias e Ferrovias"

Marcos Santos/USP Imagens
Em dezembro de 2012, o governo anunciou a prorrogação do PSI,
 que seria encerrado em 31 de dezembro, para todo o ano de 2013

São Paulo - O Programa de Sustentação do Investimento (PSI) poderá financiar projetos de infraestrutura logística, segundo informou o Ministério da Fazenda, nesta sexta-feira.

A mudança constará de medida provisória a ser editada na segunda-feira. O PSI era destinado apenas à bens de capital e inovação, mas com a mudança poderá viabilizar projetos do "Programa de Investimentos em Logística: Rodovias e Ferrovias".

Os recursos virão da parcela de 15 bilhões de reais de recursos próprios do sistema bancário, decorrentes da liberação de depósitos compulsórios sobre depósitos, que já estão disponíveis desde o fim do ano passado, mas era limitado à bens de capital.

O montante total do PSI em 2013 permanece sendo de 100 bilhões de reais.

As operações contratadas no primeiro semestre deste ano terão juros de 3 por cento ao ano, enquanto aquelas feitas na segunda metade de 2013 terão juros de 3,5 por cento. O prazo será de 20 anos com carência de até 36 meses.

Em dezembro de 2012, o governo anunciou a prorrogação do PSI, que seria encerrado em 31 de dezembro, para todo o ano de 2013. Na ocasião, foi informado que 85 bilhões de reais dos recursos do programa viriam do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e os 15 bilhões de reais restantes viriam do sistema bancário.

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Parece que dona Dilma, a soberana do Planalto, não se deu conta, ou não lhe avisaram, que a questão crucial não é falta de linhas de financiamento. Nem precisa colocar o BNDES nesta roda. Há enorme volume de dinheiro rondando o mundo em busca de oportunidades ótimas para ser investido.

A questão nevrálgica é a regulação e, mais especificamente, a enorme confusão que os governos petistas fazem entre “fiscalizar” e “intervir”. Para eles, tudo é a mesma coisa. E não é. Fiscalizar significa observar o cumprimento das regras estabelecidas e das metas fixadas. Intervenção é a mania de mudar estas regras a todo instante por conveniências ou interesses politiqueiros, gerando enorme insegurança jurídica.

Acrescente-se a esta confusão, o enorme preconceito que as esquerdas nutrem em relação ao capital privado. Eles não admitem o lucro como remuneração do próprio investimento. Acham que dinheiro cai do céu. Como eles metem a mão faceiros naquilo que não produzem esforço algum para arrecadar, acham que dinheiro brota em árvores.   

Assim, podem criar as linhas de crédito que quiserem, até com juros z-e-r-o que, enquanto as regras não forem bem definidas e ficar claro para o investidor que contratos não serão rasgados e  que estas mesmas regras serão mantidas enquanto estes mesmos contratos perdurarem, garantindo retorno justo para seus investimentos, ninguém será maluco em jogar dinheiro bom em negócios ruins, ou colocá-los em mãos de governantes irresponsáveis.