Adelson Elias Vasconcellos
O jornalista Ilimar Franco, do jornal O Globo, publicou a seguinte nota. Comentaremos em seguida:
A presidente Dilma controla tanto os atos de governo que até discursos dos ministros passam pelo seu crivo. Na véspera de eventos oficiais, os textos são mandados para o Planalto e devolvidos com correções e assuntos excluídos.
O sujeito que aceita este tipo de submissão tem que ser muito porcaria. Num país em que se diz vigorar plena democracia pela qual se garante a qualquer cidadão a livre manifestação do pensamento, um ministro não pode se ajoelhar diante de tamanha falta de respeito até ao servidor público que procura dar o melhor de si mesmo para o seu país, estamos diante de suprema humilhação e até diria, ingratidão, muito além do limite humano.
O grande problema de certas chefias, e isto é comum no mundo corporativo, não apenas na vida pública, é justamente a falta de sinceridade de muitos colaboradores não porque não queiram se comportar assim, mas muito por conta de que muitos patrões e chefias detestam ouvir a verdade, preferem a cantilena florida , mas desonesta, da puxação de saco. Acabam repetindo-se nos erros justamente por impedir que seus colaboradores mais diretos usem a verdade como instrumento de correção de rumos e redução de danos.
O governo Dilma vem se notabilizando pela obviedade de instrumentos ultrapassados, pela falta de um bom plano de ação, de um rumo definido. E os resultados estão todos aí bem expostos: redução de investimentos, crescimento ridículo pelas potencialidades do próprio país, inflação galopando insistente e reduzindo ganhos reais de salários, contas públicas no vermelho, sem falar na cretina manipulação de uma tal contabilidade criativa, artifício empregado para mascarar a realidade ruim de um governo desastroso.
Eu próprio precisei amargar períodos de desemprego em minha vida profissional por ser teimoso em expressar minha opinião sobre determinadas decisões. E não me arrependo. Se qualquer empresário, ou mesmo superior, me pedisse para calar, ou tentasse me censurar, na hora não vacilaria em mandá-lo à merda.Qualquer profissional tem o dever em prestar o melhor serviço que puder em favor da empresa, em benefício até da própria sobrevivência da organização. Isto até admite contrariar decisões superiores. O mesmo se dá na vida pública. A nenhum presidente é dado o dom da infalibilidade. Se tem a seu lado um profissional reconhecido, deve respeitar suas opiniões mesmo que elas contrariem o pensamento do governante. Pode não acatá-las e discordar, não pode, porém, faltar-lhe com o respeito devido tampouco tentar cassar-lhe o direto de se manifestar.
Um governo com a estrutura ministerial montada por Dilma Rousseff jamais conseguirá falar uma mesma linguagem, e se manter em sintonia perfeita com a presidente. Há um jogo baixo de interesses da politicagem nefasta que se pratica no Brasil. Além disto, com praticamente 40 ministérios, sequer se consegue reunir esta turma seguidamente, com o propósito até de afinar o discurso. A menos que me engane, há ministros que, após dois anos, sequer conseguiram ter audiências com Dilma Rousseff para tratara de assuntos relativos à sua pasta.
Fica claro que esta estúpida imposição de censura até nos discursos dos ministros, é a deformação de uma péssima estrutura de governo, do qual o resultado ridículo acaba sendo consequência perfeitamente natural.
Aliás, censura é uma palavra que faz parte do repertório cretino de ações de governo da cartilha do PT. Ainda no governo Lula, muitas foram as tentativas de se amordaçar o Ministério Público e de ressuscitar a censura à imprensa. E acreditem, apesar do discurso de Dilma, este objetivo não está afastado dos sonhos petistas.
Neste particular, lá fora, já se percebe aquilo que aqui dentro já vem ocorrendo com frequência cada vez maior. Nossa liberdade de imprensa, um dos princípios basilares para qualquer regime democrático, mesmo um meio torto como o nosso, cada dia corre mais riscos. E não se diga que este risco parte apenas de ações do Executivo. Também nosso Judiciário adora por mordaças em jornalistas, órgãos de imprensa, blogs, numa tentativa canalha de calar a voz da verdade que poderiam desmascarar políticos asquerosos e canalhas que gravitam em torno do poder em favor apenas de seus exclusivos interesses pessoais. A verdade nestes casos versa sobre ações criminosas cometidas por agentes públicos.
Neste sentido, segundo informa a agência AFP, recente pesquisa concluiu que liberdade de imprensa corre perigo em nosso país. O Brasil, ao lado do Equador, faz parte de uma reduzida lista de dez países do mundo, elaborada pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ, em inglês), onde a liberdade de imprensa corre perigo. O CPJ divulgou nesta quinta-feira (14) em Nova York seu relatório anual "Ataques à Imprensa" no qual denuncia "um aumento sem precedentes no número de jornalistas assassinados e presos no último ano" e uma "legislação restritiva e censura estatal" que colocam em risco o jornalismo independente. Quanto à lista de "Países em Risco", que identifica os dez Estados do mundo onde a liberdade de imprensa enfrentou maiores perigos em 2012, o Comitê incluiu Equador, Brasil, Síria, Somália, Irã, Vietnã, Etiópia, Turquia, Paquistão e Rússia. Para produzir a lista, o CPJ examinou mortes, prisões, legislação restritiva, censura estatal, impunidade nos ataques contra a imprensa e quantidade de jornalistas exilados. No caso do Brasil, o Comitê denunciou os "altos índices de assassinatos e impunidade" arraigados no país, assim como um "padrão de censura judicial". O relatório destaca ainda a cadeia de comunicação que funciona no Brasil. "Os obstáculos no Brasil são, em particular, alarmantes, dada a sua condição de líder regional e sede de uma vasta e diversa rede de meios de comunicação", diz o relatório.
Assim, não é de se estranhar esta atuação personalista, autoritária e arbitrária da senhora Dilma Rousseff para governar o pensamento de seus ministros e auxiliares diretos. É sintoma de um modelo de poder que não admite o contraditório, que não admite oposição, e que não aceita sequer a crítica. Trata-se de um sistema que só permite dizer sim, que só concede a palavra a quem expressar elogios, que só se satisfaz coma bajulação sórdida e rasteira.
Diz-se que a imprensa independente, aquela que não se ajoelha ao poder, é a verdadeira força de oposição ao governo petista. Até parece!!! Será que o PT esqueceu, de quando era oposição, o comportamento da imprensa? Ou será que as críticas duras feitas ao governos FHC, Itamar, Collor ou Sarney também não foram instrumentos de oposição utilizados pelo próprio PT?
Ora, a imprensa independente não participa do poder, não é partido político e não divide com políticos os cargos, os milhares de cargos inúteis que o governante de plantão distribui aos seus pares e cúmplices. A imprensa independente apenas noticia, informa e até critica ou elogia quando acha que uma situação ou outra são pertinentes.
No caso de Dilma, a soberana, não podendo dar seguimento ao ideal de censurar a imprensa imaginado e sonhado pelos companheiros petistas, tenta calar as fontes de informações que poderiam abrir caminho às críticas. Mas este comportamento não se prende apenas a atitude dissimulada de ocultar da opinião pública determinados acontecimentos desagradáveis de seu governo. Isto vem incluso no pacote de seu gênio arrogante e grosseiro. Esta senhora desconhece completamente o significado da palavra educação que só vem à tona, de forma hipócrita e demagógica, quando desfila em palanques eleitoreiro com promessas falsas e vazias.
Mesmo que a censura não esteja prevista em nossa Constituição, há nos critério da CPJ um item que poderia se encaixar perfeitamente no caso brasileiro: a censura estatal. Para tanto, aqui se empregam recursos públicos para comprar e cooptar alguns jornais e periódicos regionais para que os mesmos pratiquem uma espécie de imprensa chapa branca. Como tais meios sempre correm atrás de patrocínios para se manterem em pé, é neste momento que a publicidade de estatais e do próprio governo entra com a oferta do é dando que recebe. Também conta as tentativas de se impedir a publicidade de determinados produtos, sob falsas alegações do “interesse público”, o que prejudicaria os grandes veículos independentes. Neste caso, registro que não me refiro a publicidade de cigarros e bebidas alcoólicas.
As atitudes grotescas de Dilma Rousseff em relação às falas de seus ministros, além de constrangedoras, indica bem um dos meios de que se vale para impor a lei do silêncio, é a censura estatal planando em sua força máxima. Um presidente pode ser popular sem resvalar no baixo ventre do populismo rombudo e ignorante. Vai levar, ainda, um enorme tempo para que o brasileiro saiba fazer esta distinção. Até lá, os inescrupulosos farão muita festa, e censura, mesmo que dissimulada, ainda permanecerá muito viva entre nós.
Foragido da Justiça, Vaccari é assíduo em Itaipu
Réu na Justiça de São Paulo por formação de quadrilha, estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, o ex- tesoureiro da falida Cooperativa Habitacional dos Bancários João Vaccari Neto, tido como em “lugar incerto e não sabido”, pode ser encontrado no escritório da Itaipu Binacional em Brasília, onde bate ponto no conselho da empresa, ganhando R$ 16 mil mensais. Itaipu garante que ele é assíduo.
A assessoria de Itaipu não informou a última reunião do conselho com a presença de João Vaccari Neto e quanto ele embolsa.
O advogado de Vaccari informou que o ex-secretário de Finanças do PT, “sumido” há dois anos, responderá no prazo.
O ex-tesoureiro da campanha de Dilma e o ministro Celso Amorim (Defesa) engordam os contra-cheques como conselheiros de Furnas.
Aceita pela Justiça, a denúncia do Ministério Público contra a Bancoop envolve empresas como a Caso, do aloprado segurança Freud Godoy.
ANAC prá quê? GOL dá prejuízo e ainda desrespeita cadeirante
Nota do Cláudio Humberto em sua página:
O desrespeito das empresas aéreas à clientela atinge níveis absurdos. Há 67 dias, Janaína Aguilera, 23, fez o vôo Belém-Brasília-Curitiba e, no destino, soube que a empresa havia quebrado sua cadeira de rodas. Ela e o pai, Paulo Gonzáles Aquilera, tenta desde então resolver o problema, receber a cadeira de volta. Em vão. Só ontem, interpelada pela coluna, a GOL prometeu devolvê-la “na próximos semana”.
A GOL danificou a cadeira de rodas de Janaína em 2 de dezembro, e alega que mais de dois meses depois ainda não obteve as peças.
Sem cadeira, Janaína Aguilera, atleta de esgrima, está impossibilitada de atender à convocação do Comitê Paraolímpico Brasileiro.
Ao receber a queixa de Janaína contra a GOL, a Agência Nacional de Aviação Civil lavou as mãos quando recebe, mostrando a quem serve.