quinta-feira, abril 11, 2013

Eletrobras gastará R$ 1,4 bi com programa de desligamento


Exame.com
Anna Flavia Rochas, Reuters

Programa de Incentivo ao Desligamento (PID), deve envolver de 4 a 5 mil pessoas

Divulgação 

Eletrobras: cerca de 9,6 mil dos 28 mil empregados da estatal são elegíveis
 ao programa de desligamento. A redução de pessoal deverá ocorrer 
principalmente nos setores não operacionais. 

São Paulo - A estatal federal de energia Eletrobras prevê despesas de cerca de 1,4 bilhão de reais com seu Programa de Incentivo ao Desligamento (PID), que deve envolver de 4 a 5 mil pessoas, disse nesta terça-feira o presidente-executivo da companhia, José da Costa Carvalho Neto.

Segundo ele, o valor será provisionado no balanço da companhia deste segundo trimestre, se a aprovação ocorrer ainda em abril. Para o executivo, o programa, que deve ser lançado em abril, se tiver aprovação do Ministério do Planejamento, tem taxa de retorno superior a 60 por cento.

"O custo do PID vai cair todo em 2013 e a parte dos benefícios serão sentidos uma parte em 2013 e principalmente em 2014", disse Carvalho Neto a jornalistas.

Cerca de 9,6 mil dos 28 mil empregados da estatal são elegíveis ao programa de desligamento e a Eletrobras considera que o custo do PID se pague em pouco tempo. A redução de pessoal deverá ocorrer principalmente nos setores não operacionais. 

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Eis aí uma das perversidades do pacote elétrica de Dona Dilma. Conforme previa-se, ao optar por escolher o mais cruel dos caminhos para a redução das contas de energia elétrica, via rentabilidade das empresas (reduzindo assim sua capacidade de investimento) ao invés da pesada carga tributária, além de rasgar os contratos e regras vigentes, provocou um enorme prejuízo para as concessionárias que, para se reequilibrarem, precisarão cortar custos, dentre eles, as demissões de pessoal será inevitável.

E, apesar do lugar comum, não foi por falta de aviso. Ela foi muito bem alertada de que isso fatalmente iria acontecer e, mesmo assim, manteve sua teimosia burra porque mirava apenas seu interesse pessoal de se reeleger em 2014, pondo de lado qualquer outro interesse em benefício do país. 

Mas não serão apenas as demissões os danos que o pacote eleitoreiro deixará pelo caminho. O pior ainda está por vir.