quinta-feira, abril 11, 2013

Porto de Eike Batista pode afundar (literalmente), diz Veja


Márcio Juliboni
Exame.com

Porto de Açu, no Rio, precisa de obras emergenciais para evitar a ruína do porto; em nota, LLX nega qualquer problema

Gabriel Rinaldi/EXAME.com 

Eike Batista, dono do Porto de Açu: 
falta de estudo do solo e fundações sob risco

São Paulo – O empresário Eike Batista vive, realmente, um inferno astral. A nova dor-de-cabeça do bilionário é o Porto de Açu, em construção no Rio de Janeiro. O projeto corre o risco de afundar – literalmente. A informação é da coluna Holofote, da edição 2316 de Veja, que circula nesta semana.

Segundo a coluna, as obras foram realizadas sem um estudo do solo. Agora, o estaqueamento (um tipo de alicerce) do estaleiro começou a ruir. Em nota à imprensa, a LLX e a OSX, responsáveis pelo projeto, negam qualquer problema. As empresas classificaram a informação de "inverídica e infundada".

A revista informa que obras de emergência estão em andamento para evitar que o porto afunde. O porto está sendo tocado pela LLX, o braço de logística do Grupo EBX, fundado por Eike. As obras do porto começaram em outubro de 2007 e envolvem uma área total de 90 quilômetros quadrados.

Com profundidade inicial de 21 metros, prevê um píer de 17 quilômetros, capaz de receber 47 embarcações. Os investimentos previstos são de 4 bilhões de reais.Segundo o site da LLX, a previsão é que o porto comece a operar no segundo semestre deste ano.

Imagem ilustrativa do Porto do Açu: 
operação prevista para o segundo semestre de 2013

Veja, a seguir, a íntegra do posicionamento da LLX e da OSX:

"A LLX e a OSX esclarecem que é inverídica e infundada a informação divulgada pela coluna Holofote, da revista Veja desta semana. Nunca houve e nem há qualquer problema com as fundações ou edificações do estaleiro. As empresas informam que todas as obras realizadas no Superporto do Açu e no estaleiro da OSX no Açu são baseadas em rigorosos estudos, elaborados por renomadas empresas de engenharia no Brasil e exterior. 

Todo o processo de estaqueamento e fundações realizado no estaleiro da OSX, assim como os estudos geotécnicos e os projetos são desenvolvidos por empresas altamente qualificadas. Importante ressaltar que todas as empresas e profissionais envolvidos nos projetos e na execução registraram as respectivas responsabilidades técnicas no CREA através das ARTs.

As empresas reforçam que as obras do Superporto do Açu e do Estaleiro da OSX seguem em ritmo avançado, com operação prevista para este ano."