BBC Brasil
Suspeito pelo ataque fugiu do local e, segundo a polícia, está usando um uniforme militar
Pelo menos 13 pessoas morreram e quatro ficaram feridas nesta segunda-feira em Washington, quando um atirador invadiu uma instalação da Marinha, que fica a apenas algumas quadras de distância do Congresso americano.
Segundo o FBI (a polícia federal americana), o atirador morreu em uma troca de tiros com a polícia. Ele era Aaron Alexis, um texano de 34 anos que serviu na Marinha entre 2007 e 2011. Ele teria deixado a Marinha por falhas de comportamento e prestava serviços na instalação modernizando computadores.
O órgão disse ainda que Alexis tinha um passe que lhe dava autorização para entrar no complexo sem ser revistado.
Mais cedo, a polícia chegou a cogitar a participação de mais suspeitos no ataque, mas no fim da noite de segunda-feira disse que não procurava mais outros envolvidos - embora a investigação continue em andamento.
A motivação do ataque à base Washington Navy Yard é desconhecida. O prefeito da cidade, Vincent Gray, disse que não há motivos para considerar o ataque um ato terrorista.
Os tiros foram disparados por volta das 8h20 da manhã (horário local, 9h20 em Brasília) e dezenas de policiais tomaram o local.
O atirador morto Aaron Alexis,
um texano de 34 anos que serviu na Marinha entre 2007 e 2011
O comandante da Marinha Tim Juris disse à BBC que estava no quarto andar do complexo quando ouviu os tiros.
"O som era de uma arma de brinquedo, e não de uma arma real", contou.
Violência inimaginável
Para Obama, vítimas não esperavam encontrar
essa 'violência inimaginável' em solo americano
O presidente dos EUA, Barack Obama, confirmou em pronunciamento que o país está diante de mais um ataque a tiros, que dessa vez tirou a vida de patriotas americanos e afirmou que uma investigação do caso já está em curso.
"Seja quem for que cometeu esse ato covarde responderá por isso", disse.
"Eram homens e mulheres indo trabalhar, cumprir seus deveres. Eles sabem dos perigos de se servir no exterior, mas hoje enfrentaram uma violência inimaginável, que eles jamais esperavam encontrar em solo americano."
Cerca de 3 mil pessoas trabalham no Navy Yard, no qual engenheiros compram, constroem e reformam navios e submarinos para a Marinha.
Inaugurado no início do século 19, o local é a instalação costeira mais antiga da Marinha americana.


