domingo, dezembro 22, 2013

Coreia do Norte retoma ameaças e diz que atacará Seul 'sem piedade'

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Após mandar executar o tio, o ditador Kim Jong-un retoma a retórica belicista. Coreia do Sul se diz pronta para retaliar qualquer investida de Pyongyang

(Kim Hong-Ji/Reuters) 
Manifestantes queimaram fotos de Kim Jong-un 
e bandeiras da Coreia do Norte em Seul 

Uma semana depois de mandar matar o tio e mentor, o ditador Kim Jong-un retomou a retórica belicista ao enviar um fax a Seul ameaçando “atacar sem piedade nem aviso prévio” o vizinho do sul. O ataque, alega, seria uma resposta aos recentes protestos da população sul-coreana contra o regime norte-coreano. A mensagem diz que Pyongyang atacará "se a provocação contra nossa soberana dignidade se repetir em Seul", informou a rede CNN. 

Nesta semana, enquanto o ditador norte-coreano presidia uma grande cerimônia em memória de seu pai e antecessor, Kim Jong-il, sul-coreanos saíram às ruas para protestar contra Pyongyang e queimaram bandeiras norte-coreanas. Manifestações dessa natureza ao sul da fronteira são comuns nas datas comemorativas do regime comunista, segundo a CNN.

KCNA/Reuters
Imagem divulgada pelo governo da Coreia do Norte, juntamente com um comunicado,
 informa que os soldados estão preparados para o combate contra a Coreia do Sul e Estados Unidos  

O porta-voz do Ministério da Defesa Nacional da Coreia do Sul, Kim Min-seok, afirmou que o país está preparado para retaliar qualquer ofensiva militar perpetrada por Pyongyang. “Nossa resposta foi enviada por meio de uma mensagem eletrônica e fax. Nós alertamos que se a Coreia do Norte seguir em frente com qualquer provocação, nós vamos retaliar com firmeza”, disse. O ministério acrescentou que nenhuma movimentação militar significativa foi detectada no território norte-coreano.

No início deste ano, a tensão entre as duas Coreias aumentou consideravelmente depois que Pyongyang realizou o terceiro teste nuclear da história do país, em fevereiro. Muitas ameaças também foram feitas contra os Estados Unidos. Kim Jong-un disse que iria destruir a Casa Branca, posicionou mísseis na direção da Coreia do Sul e do Japão e fechou o complexo industrial de Kaesong.

Dennis Rodman – 
O tom baixou no segundo semestre, mas a execução de Jang Song-thaek, tido como um dos homens mais influentes do regime, reacendeu preocupações. O secretário de Estado americano John Kerry destacou a necessidade de China, Rússia, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos se unirem para impedir qualquer avanço no programa nuclear norte-coreano. “Uma bomba atômica nas mãos de alguém como Kim Jong-un se torna algo cada vez menos aceitável”. 

O ex-jogador de basquete Dennis Rodman fuma um charuto 
enquanto assiste a um treino da seleção norte-coreana

Enquanto o Ocidente mantém a Coreia do Norte no radar, o ex-astro da NBA Dennis Rodman voltou à Coreia do Norte nesta semana para se encontrar com Kim Jong-un, de quem si diz amigo, e treinar a seleção de basquete do país. Rodman pretende organizar um jogo improvável reunindo estrelas aposentadas da liga americana e norte-coreanos.