domingo, dezembro 08, 2013

Presunção sem limites

Adelson Elias Vasconcellos

Se há uma coisa que enoja é pessoa oportunista, sem senso de realidade e que se encosta na fama alheia para valorizar a si mesmo.

Mais uma vez, e infelizmente, este é o caso do ex-presidente, senhor Luiz Inácio Lula da Silva, e sua descabida presunção de querer comparar-se, e pior, igualar-se a Nelson Mandela, morto nesta quinta feira, aos 95 anos, na África do Sul.

Em absolutamente nada os dois personagens se igualam. São em tudo e por tudo contrários um ao outro. 

A começar pelo fato de, após 27 anos de prisão, liberto, Mandela jamais requisitou a instalação de uma comissão da verdade para apurar os abusos de seus algozes e de seu povo. Ao contrário, pregou a reconciliação, a união, o perdão, o não revanchismo, a não vingança. Trabalhou desde a liberdade para a irmandade de seu povo. Lula, desde que surgiu para política, outra coisa não fez senão pregar a divisão do povo brasileiro.

Mandela jamais fez distinção entre pobres e ricos, entre pretos e brancos., entre norte/nordeste e sul/sudeste. Para ele, todo o ser humano, independe da cor, da cultura, da ideologia política, era apenas um ser humano com direitos a serem respeitados por todos os demais seres humanos.

Mesmo durante a campanha eleitoral que o levou a presidência de seu país,  Mandela jamais se valeu de ser negro para se impor perante os demais. Terminado o mandato, jamais se valeu de ser ex para se imiscuir  no mandato de seus sucessores fosse para palpitar, ou para formar o gabinete de um governo que não mais comandava. Não buscou a reeleição, retirou-se da política e foi lutar por uma campanha humanitária anti-aids, flagelo que assola todo o continente africano.

Quando moço, Mandela saiu de sua cidade natal, foi trabalhar duro e estudar, formando-se em Direito, mesmo diante de toda a miséria e dificuldade que precisou enfrentar. Lula pode acaso exibir o mesmo currículo? Mesmo tendo capacidade, resolveu aposentar-se pela falta de um dedo mínimo. Antes de ser eleito, condenou a reeleição, na presidência quis gozar do benefício. E não se cansa de glamourizar sua ignorância

Jamais Lula poderá ombrear sua biografia à do grande líder sul-africano. Seria um insulto à memória do homem que enfrentou toda a sorte de preconceito e venceu pregando a paz. Mandela jamais correu o mundo pleiteando favores, ou praticando lobby em favor dos empresários de seu país. 

Mandela jamais semeou ódio contra os loiros de olhos azuis do outro lado do Atlântico, jamais vociferou ataques às elites de seu país. Pelo contrário: subjugou-as e uniu, pretos e brancos, sob uma só bandeira, sob um só hino pátrio, sempre conduzido pelo signo da paz entre todos. 

Lula querer igualar sua biografia à de Mandela é um atentado à história; os preconceitos que o líder sul-africano enfrentou foram infinitamente superiores, em violência, aos de Lula. Jamais aquele pregou a destruição de seus adversários políticos, como também, fora do poder, jamais conspirou contra eles ou tentou sabotar seus governos. 

Lutou pela liberdade, pregando a paz. Pregou a união de todos, sem distinguir quem quer que fosse. Jamais se valeu enquanto esteve no poder, para acolher amigos e agasalhar “companheiros” a se refugiar na dolce vita da elite política. 

De Mandela jamais se ouviu uma palavra que fosse para criticar a “mídia”. Como, também, quando na presidência, jamais encaminhou algum projeto pedindo sua “democratização”. 

Sim, é abissal as diferenças que separam Lula de Mandela. Lula deveria louvar os feitos do homem, pobre e simples, que lutou contra o apartheid, e não querer se encostar na fama daquele para se aproveitar em causa própria. Porque, até nisso, ambos estão distantes um do outro como a Terra está para o Sol. É lamentável o comportamento oportunista e demagógico do ex presidente brasileiro. Chegar a ser vexatório. 

Vida bandida do submundo petista
Reportagem da Veja desta semana traz revelações que a muitos podem até parecer surpreendentes, mas que para os que conhecem um pouco a alma petista e acompanham os fatos com olhos de ver, são apenas constatações. Tuma Junior, filho do falecido Romeu Tuma, escreveu e acaba de lançar o livro “Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado”, publicado pela Editora Topbooks (557 págs.). Para quem se interessa em conhecer parte do que se faz nos bastidores do poder, trata-se de leitura obrigatória.

Os fatos ali relatados são estarrecedores. Provam as inúmeras vezes a que nos referimos sobre a atuação do PT, partido que transformou seu governo em estado policial e que usa de maneira desbragada as instituições e órgãos de Estado para praticar verdadeiro assalto e sabotagem ao estado de direito.

E traz, ainda, outra revelação que vai dar o que falar, que sempre se comentou entre poucas bocas da República mas que, agora, são divulgadas de forma indiscutível. Lula, a exemplo de outros petistas graduados, foi, sim, colaborador prestimoso da ditadura militar. Não são apenas acusações, há farta documentações probatória das inúmeras imputações que são feitas, dentre elas a saber.

a: o caso do cartel de trens em São Paulo:
b: o dossiê para incriminar Perillo;
c: o dossiê para incriminar Tasso Jereissati (com pressão de Aloizio Mercadante);
d: a armação para manchar a reputação de Ruth Cardozo;
e: o assassinato do petista Celso Daniel, prefeito de Santo André;
f: o grampo no STF (todos os ministros foram grampeados, diz Tuma Junior);
g: a conta do mensalão nas Ilhas Cayman…

Por tudo isso,  o livro não poderia ter melhor título. E comprova, de forma definitiva, que o PT tem um muito bem organizado, desde sempre, bunker criminoso para a montagem de dossiês mentirosos para desqualificar e destruir seus adversários. 

Sem dúvida, o livro de Tuma Junior é uma obra de valor inestimável para todos quanto desejam ver o país passado a limpo. Não era sem tempo. Há muito que se fazia necessária desmistificar o petismo e mostrar seu verdadeiro lado fascista.