quarta-feira, dezembro 11, 2013

Tuma Junior abre o baú (1): As fotos provam que o autor do livro-bomba foi agente do Dops. A esgotosfera mentiu em coro

Augusto Nunes
Veja online

Num dos trechos da entrevista a VEJA, o repórter Robson Bonin lembra a Romeu Tuma Junior que, no livro Assassinato de Reputações, o delegado afirma que o ex-presidente Lula foi informante da ditadura. “É uma acusação muito grave”, ressalva o entrevistador. Segue-se a resposta:

Não considero uma acusação. Quero deixar isso bem claro. O que conto no livro é o que vivi no Dops. Eu era investigador subordinado ao meu pai e vivi tudo isso. Eu e o Lula vivemos juntos esse momento. Ninguém me contou. Eu vi o Lula dormir no sofá da sala do meu pai, Presenciei tudo. Conto esses fatos agora até para demonstrar que a confiança que o presidente tinha em mim no governo, quando me nomeou secretário nacional de Justiça, não vinha do nada. Era muito tempo. O Lula era informante do meu pai no Dops.

No minuto seguinte, blogueiros estatizados começaram a desmentir aos berros a declaração, garantindo que Tuma Junior não tinha idade para ser agente do Dops em 1980. Nesta segunda-feira, Reinaldo Azevedo informou que Tuminha nasceu em 1960, não em 1963. As fotos abaixo mostram quem mentiu. 

Com o presidente João Baptista Figueiredo na antiga Ala Oficial, 
hoje Pavilhão do Aeroporto de Congonhas – São Paulo, 1981


Na porta do Dops, acompanhando o casal Lula da Silva, a pedido de meu pai, 
como guarda-costas do mais ilustre hóspede que por ali passou – São Paulo, maio de 1980


Em operação do Dops, no início da década de 1980. 
Ao fundo, veem-se os dois agentes que, por ordem do Tumão, acompanharam Lula
em sua visita secreta à mãe, Dona Lindu: Armando está à esquerda 
e Oswaldo à direita (ambos com bigode)


O autor deste livro na mesma operação do Dops


No Dops paulista, comemorando o 47o aniversário do Tumão 
na sala em que Lula dormiria quando ficou “preso” – Outubro de 1978