Adelson Elias Vasconcellos
O fato de alguém ser eleito para um mandato público qualquer não concede salvo conduto, a quem quer que seja, para atentar contra a democracia, suas instituições e estado de direito, mesmo que o eleito seja petista
Falar sobre as reações estúpidas e desbaratadas do PT em reação ao julgamento do mensalão, que resultou na condenação e prisão de alguns de seus cardeais, é colocar um tijolo a mais na desconstrução de um partido de farsantes, trambiqueiros e moleques. Eles próprios acabam por se revelar.
O PT, fosse na oposição ou agora no poder, jamais aceitou o país viver as alegrias de um regime democrático. Muitos dos seus mistificaram ao longo do tempo uma auréola de resistentes da ditadura militar, quando, no fundo, sempre desejaram (e muitos ainda alimentam o objetivo), substituírem uma ditadura de direita por outra de esquerda.
Esta subserviência que consagram ao regime cubano mantido pelos irmãos Castro, não é apenas uma coisinha a toa, miúda, de simpatia ou até de humanismo. Veem na ilha o regime que adorariam implementar no Brasil. Qualquer pessoa, com um mínimo de amor ao regime de liberdades e garantias individuais sequer aceitaria dialogar com os irmãos assassinos. Os petistas, contudo, não apenas concordam com todas as atrocidades por eles cometidas, mas as justificam. A ilha cubana, com seu regime autoritário e despótico, é o paraíso no qual adorariam transformar o Brasil.
Portanto, as molecagens e atitudes antidemocráticas de estenderem tendas em frente ao STF e convidar para um almoço o deputado João Paulo Cunha, já condenado e preso, ou o ato covarde de um dos membros da Mesa Diretora da Câmara, em exibir publicamente um gesto de afronta contra o presidente de outro poder da república, ajuntam-se as dezenas de afrontas do PT à Justiça Brasileira, à democracia, ao seu estado de direito, às suas instituições, à legalidade e legitimidade.
Certa vez sugeri aos petistas que tratassem de enterrar o caso. Quanto maior for sua reação, maior será a lembrança do julgamento e da prisão de seus membros. Há no povo brasileiro uma infinita sede de justiça contra os poderosos e contra os políticos em particular, que o julgamento do mensalão acabou por satisfazer.
Não foram negros, mestiços e pobres que foram presos. Não houve questão racial a alimentar a condenação dos petistas. Não se tratou de exclusão social que ensejou a sentença final. Foram membros da elite política que foram julgados em intermináveis sessões, alimentadas por testemunhos, documentos e provas periciais que os levaram à cadeia. Para o mesmo povo brasileiro sedento de justiça, este deveria ser o roteiro de todos os julgamentos abertos contra os políticos devassos e corruptos, que se alimentam do trabalho da sociedade que os elege para enriquecerem ilicitamente.
Porém, na medida em que resistem em se curvar à justiça, na medida em que se arvoram santificados e injustiçados, maior será a repulsa da própria sociedade contra si. A reação estúpida apenas corrobora aquilo que a crítica contra o PT e seus métodos sempre disse: são antidemocráticos acima de tudo, e se utilizam de mistificações para mostrarem uma pele de cordeiro cobrindo a face do lobo. São arruaceiros, moleques, trambiqueiros, farsantes e despidos de qualquer senso moral.
É claro que atitude do senhor André Vargas não é apenas simbólica de um partido que jamais respeitou as instituições democráticas do país. É representativo, na mesma medida, da mente degrada de gente que se recusa em ser punida, ou aos seus, pelos crimes que cometem. Tentam explicar e justificar seus crimes como um apelo indecoroso: tudo é feito pelo bem de todos. Fosse assim, não haveria tribunais, julgamentos, presídios, processos nem leis. Tudo seria permitido desde que o argumento fajuto pudesse ser aceito.
E, no entanto, a sociedade brasileira somente sairá da idade das trevas em que está sendo mergulhada, quando bandido for tratado como bandido, quando corrupto for tratado como corrupto, quando infratores e vândalos de qualquer natureza forem tratados na forma da lei.
A ninguém é dado delinquir as normas que a sociedade criou para si em busca da paz social. A escolha sempre será de cunho pessoal. Ninguém, a não ser a legítima defesa, pode ter direito de matar, roubar, sequestrar, corromper apenas por ser preto ou pobre, índio ou branco azedo. Esta cisão social que se tenta impor no país, cultivada no preconceito ou no racialismo é uma depravação medieval.
O povo brasileiro é um só, com todos os seus contrastes de cor, de peso, de altura, de gênero, de condição econômica, de opção religiosa. Eis aí, nesta miscigenação, a construção da nação brasileira. As tentativa de cindi-la, de dividi-la em castas, de fragmentá-la por regiões geográficas ou até por condição sócio-econômica é absurda.
Reside nesta tentativa de cisão e racialismo os métodos obscurantistas de uma gangue política avessa à modernidade, à liberdade de pensamento e de opinião, contrária a qualquer ordenamento jurídico construído em nome da harmonia social. São os profetas do quanto pior melhor.
As acusações levantadas por Romeu Tuma Junior contra Lula e o PT, em relação ao estado policial que implementaram no país, não pode ficar sem resposta. Em seu livro, fica claro que a gangue petista não passa de um bando de moleques, arruaceiros, farsantes que não se furtam em atentar contra o país e seu regime democrático.
Em qualquer país civilizado o gesto do moleque petista na Câmara seria passível, no mínimo, de auto censura por parte de seus pares. E, contudo, sequer será advertido por uma comissão de ética pública. Impressionante fica ainda o gesto moleque de André Vargas quando se sabe que o mesmo responde a processo aberto no STF, no final do ano passado, para investigar denúncia de que ele teria omitido da sua prestação de contas à Justiça Eleitoral a contratação de cabos eleitorais. “O inquérito é para apurar o artigo 350 do Código Eleitoral, o popular caixa dois”, confirmou o advogado de Vargas, Michel Saliba Oliveira. O artigo diz que é proibido “omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais.”
E, de molecagem em molecagem, de arruaça em arruaça, de afronta em afronta, vemos a instituição representativa da sociedade vergar o manto da desfaçatez e da desonra. Quem afronta, da forma como fez André Vargas, uma das instituições da República, afronta à própria democracia brasileira que, mesmo que imatura, merece a servidão e a submissão de todos.
São por atitudes imbecis como esta que o Brasil se tornou, num curto espaço de tempo, um dos países mais inseguros do mundo. O fato de alguém ser eleito para um mandato público qualquer não concede salvo conduto, a quem quer que seja, para atentar contra a democracia, suas instituições e estado de direito, mesmo que o eleito seja petista. Podem continuar mentindo e mistificando o quanto puderem, mas não enganarão a todos, e esta farsa não será eterna. Cedo ou tarde a máscara cai e o lobo acaba exibindo toda a sua natureza pérfida.
Exemplo de irresponsabilidade
Dilma, como presidente, não é apenas medíocre, mas também irresponsável. Enquanto seu governo abre as torneiras do Tesouro Nacional para enviar bilhões para Cuba, uma ditadura com 50 anos de vida e milhares de mortes nas costas, segundo informa Diário do Poder, resolveu “economizar” recursos públicos ao preço do descaso.
Segue a informação tal qual foi publicada:
“A presidenta Dilma, que jamais escondeu sua aversão ao Itamaraty, agora atormenta representações diplomáticas no exterior cortando-lhes recursos para manutenção. Todas estão a pão e água, e algumas nem isso: a embaixada do Brasil em Londres já recebeu aviso de corte de água. Ao Itamaraty não resta alternativa senão aguardar, mas o governo garantiu que até sexta-feira (7) vai “regularizar a situação”.
Várias embaixadas e consulados, principalmente as maiores, ficaram sem recursos para contas essenciais como água, luz e aquecimento.
A manutenção tem sido rateada pelos servidores. No duro inverno do hemisfério norte, impossível trabalhar (e até viver) sem aquecimento”.
É inacreditável a que ponto vergonhoso chegou o desgoverno da senhora Rousseff!
Médica cubana se cansou da escravidão de Cuba
Ramona Matos Rodrigues, cubana, médica, 51 anos, cansou de ser escrava dos irmãos Castro. Buscou refúgio na liderança do DEM, sendo acolhida pelo deputado Ronaldo Caiado. O caso é de estarrecer mesmo. Não se entende porque, até hoje, a Justiça do Trabalho não declarou ilegal o contrato entre o governo brasileiro e os ditadores cubanos.
Um resumo bem apanhado foi feito pelo jornalista Reinaldo Azevedo:
(...) Pois bem. No caso de Ramona, ela disse receber o correspondente a apenas US$ 400 (mais ou menos R$ 968). Outros US$ 600 (R$ 1.452) seriam depositados em Cuba e só poderiam ser sacados no seu retorno ao país. O restante — R$ 7.580 — engordam o caixa dos tiranos (e pode não ser só isso…). Devem atuar hoje no Brasil 4 mil cubanos. Mantida essa proporção, a ilha lucra por mês, depois de pagar os médicos, R$ 30,320 milhões —ou R$ 363,840 milhões por ano. Como o governo Dilma pretende ter 6 mil cubanos no país, essa conta salta para R$ 545,760 milhões por ano — ou US$ 225,520 milhões. Convenham: não é qualquer país que amealha tudo isso traficando gente. (...)
Ramona tentou retornar à ilha. Queria desistir do contrato. Segundo informou, passou a ser perseguida pela polícia política da senhora Rousseff e teve seu telefone grampeado.
Ramona não é bandida, estava no Brasil a trabalho, tentando ganhar a vida honestamente numa terra estranha.Nenhum trabalhador merece sofrer tamanha humilhação e exploração, quanto mais um que trabalha para salvar vidas. Todas as críticas feitas sobre o tal programa “Mais Médicos”, quase que se resumem no relato acima. Ainda voltarei ao assunto. Há muito mais para ser dito e revisto.