Cristiane Bonfanti
O Globo
Ministro afasta risco de desabastecimento e diz que situação dos reservatórios das usinas é melhor este ano do que em 2012
Givaldo Barbosa / Agência O Globo
Mais cara? Lobão garante estabilidade no preço da energia para o consumidor
BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta segunda-feira que não haverá impacto imediato do uso das térmicas nos preço da energia aos consumidores. Se houver algum impacto, ressaltou o ministro, será mínimo.
- O fato é que a repercussão não será imediata. E, se houver, será mínima - disse Lobão, após a cerimônia de posse dos novos ministros do governo Dilma Rousseff.
O ministro disse que o governo está acompanhando de perto a situação dos reservatórios e ressaltou que a situação é melhor que a do ano passado.
- Estamos com mais de 40% nos principais reservatórios - afirmou. - Não enxergamos nenhum risco de desabastecimento de energia - acrescentou.
O ministro explicou que o governo teve que despachar térmicas para garantir a segurança do abastecimento.
- Podíamos estar operando sem despachar térmicas e, com isso, comprometeríamos um pouco a segurança dos reservatórios.
Com o aumento no consumo de energia, houve um aumento também no despacho das térmicas. Mas essa situação pressiona o caixa das distribuidoras, que precisam comprar energia mais cara para atender o mercado consumidor. O ministro disse que o governo está estudando a forma de resolver esse problema.
- Encontraremos a melhor solução possível para preservar a situação do consumidor.
Questionado sobre uma nova elevação no preço da gasolina, o ministro preferiu não comentar o assunto. O jornal Financial Times publicou nesta segunda-feira, em seu site, uma reportagem apontando que, diante da alta dos preços dos combustíveis no mercado internacional, a política de subsídios pode prejudicar o desenvolvimento econômico dos países emergentes.
****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
É óbvio que alguém pagará esta conta. Adivinhem quem?
Para que a conta feche, ou os reajustes das tarifas acabarão absorvendo parte deste culto maior, o que o governo decididamente não permitirá, ou as companhias concessionárias bancarão a diferença, o que seria levar o caos para o sistema elétrico, ou o governo empurrará mais um esqueleto bilionário para Tesouro.
Como o Tesouro não gera riqueza, o abacaxi será colocado no colo do contribuinte que, por sinal, vem a ser consumidor de energia. Ou seja, ou no reajuste, ou nos impostos, é a população quem arcará com o prejuízo.
É diante destas circunstâncias que não espera redução da carga tributária tão cedo. É mais fácil ela continuar aumentando.
