Ramona Ordoñez
O Globo
Operador garante que no momento não há necessidade de reduzir o consumo
Ferdinando Ramos/Frame/Folhapress / 11/02/2014
O reservatório da Usina Marimbondo, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais
RIO - O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou, em nota divulgada nesta terça-feira, que poderá propor “medidas adicionais” às autoridades do setor para garantir o fornecimento de energia elétrica no país, se no período de maio a novembro as condições hidrológicas se agravarem, ou seja, se chover menos do que o esperado. O ONS desmente notícias de que teria sugerido ao governo fazer cortes de energia. O órgão garantiu que a situação atual não indica a necessidade de se realizar cortes no fornecimento de energia.
“Os estudos técnicos realizados de acordo com os critérios vigentes, com base na atual situação dos reservatórios e nas condições hidrológicas previstas, não indicam a necessidade de adoção de cortes de energia”, diz o comunicado.
Em abril termina o período de chuva e os reservatórios das hidrelétricas estão a níveis baixos, próximos aos de 2001, quando foi feito racionamento. Nesta segunda-feira (dia 28), o nível dos reservatórios das Regiões Sudeste e Centro-oeste estavam em 38,6%, enquanto que no Nordeste estavam em 43,6%, bem baixos, considerando que em maio se inicia o chamado período seco.
O ONS alerta na nota que se o período seco for maior do que o previsto, algumas medidas terão que ser tomadas:
“No entanto, caso ocorra um agravamento das condições hidrológicas no período de maio a novembro, diferentemente do que é atualmente esperado, o ONS poderá propor medidas adicionais às autoridades setoriais, de forma que fique garantido o fornecimento de energia elétrica para a sociedade”.
O ONS é um órgão técnico responsável pela coordenação e controle da operação das unidades de geração e transmissão de energia elétrica que fazem parte no Sistema Interligado Nacional (SIN). É o ONS que determina que potência cada usina deve gerar, aproximadamente, buscando uma otimização com a operação interligada. O ONS não tem poder de determinar cortes no fornecimento de energia, mas pode propor tais medidas ao governo federal a quem caberá a decisão, que é política.
