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Eduardo Tavares, Arena do Pavini
Papel preferencial da estatal caía 3,77% por volta das 15h, enquanto os ordinários recuavam 4,16%
Ricardo Moraes/Reuters
Preços de gasolina em um posto de combustível da Petrobras:
reajuste não deverá vir antes das eleições
São Paulo - As ações da Petrobras operam em forte queda na tarde de hoje, após o vice-presidente do Brasil, Michel Temer, afirmar que não haverá reajuste de preço dos combustíveis antes da eleição de outubro. O papel preferencial (PN, sem direito a voto) da estatal caía 3,77% por volta das 15h, enquanto os ordinários (ON, com voto) recuavam 4,16%. O Índice Bovespa recuava 1,04%.
Durante visita à sede da Agência Bloomberg, em Nova York, Temer concedeu entrevista e disse achar “que não há espaço para um reajuste antes da eleição”, embora tenha dito também que “não é algo totalmente definido”.
Temer disse aos jornalistas da Bloomberg que não tem informações suficientes sobre o assunto, mas que, apesar disso, não vê possibilidade de um reajuste.
Inflação
Uma das razões pelas quais o governo poderia segurar um reajuste de preços dos combustíveis é a preocupação com a pressão inflacionária, que ainda é forte. Segundo a última pesquisa Focus, do Banco Central, o mercado estima que a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará o ano em 6,35%, quase no limite tolerado pelo Banco Central, que é de 6,5% ao ano.
Aos jornalistas da Bloomberg, Temer afirmou que “é inevitável associar a inflação à popularidade da presidente”. Segundo ele, “se a inflação aumenta demais, não há dúvidas de que haverá repercussão negativa para o governo, inclusive no que diz respeito à eleição presidencial”.
****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Está mais do que visto que qualquer boato sobre provável aumento de combustíveis antes das eleições não passam de pura especulação. Aconteça o que acontecer, o governo vai segurar os preços até o fechamento das urnas. Do mesmo, qualquer possibilidade de racionamento de energia ou de sobrepeso no valor das tarifas de luz por conta do rombo provocado pelo uso das térmicas, não têm a menor possibilidade de acontecer antes das eleições. Depois, bem depois, entra em campo o estelionato eleitoral.
