quinta-feira, julho 03, 2014

Conflito no Iraque já deixou 1,2 milhão de refugiados no país, aponta ONU

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Com informações Agências EFE e France-Presse

Em seu pronunciamento semanal, primeiro-ministro iraquiano afirmou estar disposto a 'perdoar' os civis sunitas que se juntaram aos terroristas

Reuters 
Forças de segurança iraquianas destroem a bandeira do grupo militante
 sunita pertencente ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), 
durante uma patrulha na cidade de Dalli Abbas; O líder da Al Qaeda 
pediu aos muçulmanos de todo o mundo para pegarem em armas
 e migram para o Estado declarado em solo sírio e iraquiano 

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou nesta quarta-feira que 1,2 milhão de iraquianos tiveram de abandonar seus lares desde o início dos conflitos provocados pelo avanço dos jihadistas sunitas, em 10 de junho. Em comunicado, a secretária-geral adjunta para Assuntos Humanitários, Valerie Amos, se mostrou “extremamente preocupada pelo destino dos deslocados”, tendo em vista que a situação segue se deteriorando no país.

Devido à falta de estrutura, Valerie também alertou sobre o risco de surtos de doenças infecciosas. “As famílias necessitam urgentemente de água, comida, alojamento, saúde, saneamento e proteção contra violência. As crianças são especialmente vulneráveis à aparição de doenças e à desnutrição”, alertou. A secretária-geral adjunta para Assuntos Humanitários agradeceu a contribuição saudita de 500 milhões de dólares (1,1 bilhão de reais) para fazer frente às necessidades humanitárias dos iraquianos e mostrou sua confiança na possibilidade de outras doações similares.

Reuters 
Crianças iraquianas que fugiram de Mosul carregam água 
em um dos acampamentos montados nos arredores de Arbil, na região do Curdistão 

Perdão aos sunitas – O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al Maliki, disse nesta quarta estar disposto a perdoar os combatentes sunitas civis que se rebelaram contra o governo, mas não os terroristas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) que lideram a ofensiva. Em sua entrevista coletiva semanal, Maliki deu as “boas-vindas a todos os clãs sunitas que pegaram em armas” que mostrarem arrependimento. Além disso, o primeiro-ministro interino assegurou que o anúncio do califado islâmico feito pelo chefe do EIIL, Abu Bakr al Baghdadi, é uma ameaça para os países da região, não apenas ao Iraque e à Síria – nações onde o grupo terrorista é mais forte.