Adelson Elias Vasconcellos
Se é Dilma quem diz “xô pessimismo”, e o pessimismo é fruto de seu governo medíocre, então está na hora do Brasil dizer-lhe “Xô Dilma”.
No post anterior, tratamos de desmontar o discurso repulsivo e farsante de Tereza Campello sobre “programas sociais”.
Então, está na hora de tratarmos das mentiras e terrorismo cafajeste que Dilma e os petistas vêm espalhando no país com vistas a se perpetuarem no poder.
No mesmo dia em que, ironicamente, desceu a bodurna no governo FHC, que teve oito anos para mudar o país (e mudou), além da oposição feroz desferida pelo PT comandado por Lula contra o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal, apenas para ficar em dois exemplos, saíram dois novos números sobre o comportamento da economia brasileira. De um lado, a produção industrial, em queda vertiginosa ao longo do governo Dilma. Aliás, esta senhora teve a petulância de afirmar, com todas as letras, ter criado em seu governo um verdadeiro “programa industrial”. Só se foi um programa para quebrar a indústria brasileira como um todo. Desafio a senhora Rousseff a exibir os números deste programa como aumento de investimentos, geração de emprego e renda, elevação da renda média dos trabalhadores, maior participação no produto interno bruto, aumento no volume de exportações de manufaturados e semimanufaturados, aumento de produção, elevação da produtividade nacional e participação dos produtos fabricados aqui em relação aos importados nas prateleiras do comércio interno... Até a produção de veículos, tratada com requintes de nobreza pelos governos petistas, tem caído nos últimos meses.
Não, o governo da senhora Dilma não criou um programa industrial, criou foi privilégios para alguns ramos que podem contar com poderoso lobby junto ao seu governo. Todos os indicadores acima referidos estão em vertiginosa queda. Apenas no número de empregos, passam de 1 milhão o número de postos de trabalho fechados na indústria nos últimos anos.
Outro, ou melhor, outros indicadores que surgiram nesta semana para desmentir o discurso vigarista da senhora Rousseff sobre seu governo, mostram a deterioração de TODOS os indicadores que façam referência a atual situação das contas públicas.
Num evento promovido pela CUT, Dilma afirmou “... Não podemos voltar para trás e permitir que voltem aqueles que deixaram o Brasil três vezes de joelhos, em 1999, em 2001 e 2002, diante do FMI. Eles deixaram o Brasil devendo os olhos da cara, coisa de US$ 37,8 bilhões, e hoje temos US$ 380 bilhões — disse Dilma, sendo ovacionada pelos cutistas e petistas”. Bonitinho, não? Pena que não seja verdade.
Dilma fala de coisas com a desinformação característica das pessoas imbuídas de completa má fé.
Então vamos destrinchar esta paranoia. Primeiro, os tais US $ 37,8 bi é falso. Eram pouco mais de US $ 20 bi, fruto de um empréstimo junto ao FMI no final de 2002, e com pleno conhecimento e consentimento de Lula, então já eleito. Pois bem, o que fez o PT? Emitiu títulos do Tesouro, a juros de aproximadamente 20%, para poder quitar a tal dívida cujo custo financeiro não passava de 4%. Pode-se dizer que gênio matemático algum aprovaria esta mágica. Isto é, pagar uma dívida barata comprometendo-se com outra dívida, mas de custo cinco vezes maior.
Falar que o país tem reservas em torno US $ 380 bi pode provocar alarido na turma da CUT, braço sindical do PT, onde a verdade está proibida de entrar. Na verdade, estas estupendas reservas são insuficientes para quitar a monstruosa dívida pública contraída por doze anos de PT no Planalto. A dívida externa, hoje, soma mais de US $ 485 bi e, a externa, já passou de R$ 2,200 trilhões. Sem dúvida, um recorde histórico. Apenas para que o leitor tenha uma ideia do desastre plantado pelo PT, até 14 de maio deste ano, o serviço da dívida, que é apenas o pagamento dos juros desta monstruosidade, consumiu aproximadamente R$ 460 bilhões ou, cerca de 54% do gasto federal. Ou seja, apenas com a dívida construída por Lula e Dilma juntos, o Brasil consome mais da metade de sua arrecadação total de impostos. Isto apenas para pagar os juros, sem amortizações do principal. Não é de se estranhar que faltem recursos para educação, saúde, segurança, saneamento, infraestrutura. Como o governo continua gastando muito mais do que arrecada, e não economiza o suficiente para quitar ao menos os juros devidos, a tendência é que esta dívida continue aumentando.
Ora, se o país não cresce como vimos em reportagem da Exame.com, ao final da edição de ontem, atingindo média inferior a dos últimos 20 anos, incluindo-se aí até o período FHC, que recebeu o país, em 1995, em frangalhos e com a economia estagnada havia 25 anos e as finanças públicas transformada numa baderna completa, ou o governo aumenta impostos para manter seu nível de arrecadação, ou vai ter de reduzir ainda mais os investimentos públicos para não deixar esta dívida perder-se de vista. Com crescimento baixo, como nos níveis atuais, a tendência é o governo sofrer seguidas quedas na arrecadação, já atropelada pelas tais desonerações que a senhora Dilma entende ser política industrial. Aliás, ela precisa voltar urgente aos bancos escolares para aprender a fazer contas.
Em seus últimos discursos, inclusive de muitos de seus ministros, a senhora Rousseff insiste no velho chavão de que o crescimento é baixo e os investimentos despencam por conta do “pessimismo”, como se o pessimismo fosse a causa, e não a consequência do mau governo atual.
Afirma também que não tomará medidas impopulares, não reduzirá direitos, e que está tudo bem na casa de ninguém, e que erros, se houver, a culpada é a crise lá fora, nunca o seu governo. Para começo de conversa, tanto todos os emergentes, quanto alguns dos países que mergulharam na crise de 2009,. Hoje crescem mais que o Brasil. As exceções, para não variar, são Argentina e Venezuela.
Crise lá fora? Infelizmente, isto não condiz com a realidade. Primeiro, governante que afirma que não tomará “medidas impopulares”, é governante afeito ao populismo vagabundo. Nem tudo que, à primeira vista parece impopular, é desastre ou prejudicial à população. E governante que tem medo de agir, que se guia pelo populismo, em detrimento do real interesse público, que só sabe jogar para torcida enquanto o time perde em campo, não tem competência para dirigir um país como o Brasil. Segundo, exclusão de direitos significa o que propriamente, na mente desnorteada da governante? Onde ela ouviu que os candidatos da oposição estão propondo redução de direitos?
O que se ouve é que os programas como Bolsa Família e o Mais médicos, para ficar nestes dois, serão mantidos, contudo aprimorados. Só uma mente perturbada, mau caráter, pode supor que “aprimorar o que existe” é extermínio. Mas, claro, os petistas, e especialmente a senhora Rousseff, precisam de um discurso terrorista contra os adversários. Esquece que sua rejeição elevada é dada pelo povo e não pelos candidatos da oposição. É o povo que está cansado de promessas não cumpridas, de mentiras oficiais, de desculpas esfarrapadas, de contabilidade criativa para enganar os ingênuos, de modelos falidos de gestão econômica, enquanto se aprofunda, ano após ano, o confisco salarial via imposto na fonte, inclusive de pessoas de baixa renda. De que vale este palavrório todo sobre os aumentos reais do salário mínimo – que, aliás, e a bem da verdade, começaram com FHC – se depois, o próprio governo retira o ganho do trabalhador com uma incidência tributária maior sobre os salários?
Também nesta semana veio a público relatório do TCU sobre o Minha Casa Minha Vida. E qual a surpresa? Todas as obras estão irregulares, são mal feitas, com defeitos de construção. Mais: em outro relatório, TODOS OS PROGRAMAS DO GOVERNO POPULAR apresentam irregularidades. Acham pouco? E o que dizer do rombo bilionário, que já ultrapassa a casa dos R$ 60 bilhões, fruto da intervenção desastrosa da presidente no setor elétrico, cujo preço será bancado por todos os brasileiros? E que tal o prejuízo estúpido, de mais de US $ 700 milhões, causado à Petrobrás, na compra da refinaria Pasadena? Ou, ainda, a interferência incompetente na política de preços da companhia, que a fez perder mais de US $ 200 bilhões em valor de mercado? Haja herança maldita, dona Dilma!!!
Assim, não é apenas o crescimento do país que está sendo condenado, mas também sua construção e seu próprio futuro.
Não há uma única razão para concedermos voto de confiança num governo medíocre em toda a sua extensão. Quando Dilma fala das “virtudes” e “feitos” de seu governo, com certeza, não está a se referir ao Brasil. Como afirmei recentemente, mediocridade não merece reprise. Se o clima de pessimismo invadiu o Brasil em todos os setores, ele é consequência do mau governo comandado por Dilma Rousseff.
E vou repetir: o Brasil só mudará, conforme deseja maciçamente seu povo, se mudar seus governantes. Esta que aí está, afora promessas e mentiras, nada tem de bom para nos oferecer. E os resultados estão em todos os indicadores. O país vem perdendo competência em todos os rankings mundiais que medem a eficiência de governos, inclusive na América Latina.
Não mudar, insistir em mais do mesmo e com os mesmos que estão aí, é condenar o país a ter um futuro pior do que o seu presente. É roubar dos brasileiros a chance que uma eleição lhes oferece de mudar o país para melhor. Se é Dilma quem diz “xô pessimismo”, e o pessimismo é fruto de seu governo medíocre, então está na hora do Brasil dizer-lhe: “XÔ DILMA”. Chega de o país ficar refém das promessas vazias e da incompetência.
