segunda-feira, maio 04, 2015

Briga de entidades contra terceirização é por dinheiro

Redação
Diário do Poder

Eles são contra terceirização porque não querem perder receita

A proposta de emenda constitucional (PEC 4330) que regulamenta a terceirização, já aprovada na Câmara, sofre forte resistência de sindicatos porque essas entidades te "Parte domem perder a receita milionária das contribuição sindical, e não porque os trabalhadores terceirizados representem um risco a qualquer categoria profissional.

Essa avaliação, compartilhada por vários especialistas, é corroborada também pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB). Ele afirmou hoje em Uberaba (MG) que há muitas entidades favoráveis, "como a Força Sindical, a cujo ato fui ontem". Segundo ele, "os que são contra são os que querem manter a contribuição sindical. A briga é por dinheiro e aí essas pessoas estão politizando o assunto", declarou, em conversa com jornalistas da ExpoZebu 2015.

Segundo ele, a terceirização como está é a que precariza o trabalho. "Temos que ter uma regulamentação correta, justa. O projeto de lei que aprovamos é a que mantém os direitos e obrigações trabalhistas", disse. Ele reiterou sua opinião sobre a sinalização de que a presidente Dilma Rousseff (PT) é contra a lei. "Ela tem que ter cautela, não pode só levar em conta a pauta do PT, até porque o PT não tem número para aprovar pauta sozinho no Congresso. Ela tem que considerar todos os partidos", declarou.

Cunha, na palestra com pecuaristas, fornecedores e autoridades, comentou que a discussão atual sobre divisão do País em classes é retórica e não ajuda a sociedade. "Não existe trabalho sem capital e nem capital sem trabalho. Temos que integrar", declarou, admitindo que já recebeu "umas 50 ameaças de morte pelo Facebook e Twitter", onde a discussão está mais acalorada.

Sobre as conversas que o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB) teria com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cunha comentou que é normal. "É um comportamento de político. Nós sentamos para conversar com todos, para discutir, para consentir", afirmou.