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João Pedro Caleiro
O Brasil está agora em segundo lugar mundial em juros reais de 4,30% atrás da Rússia com 4,57% e seguido por Turquia com 3,63%.
(Thinkstock/Thinkstock)
Brasileiros x americanos
São Paulo – O Brasil perdeu a sua liderança entre os maiores juros reais (juros nominais menos inflação) do mundo.
O Copom promoveu hoje o segundo corte consecutivo de 1 ponto percentual na Selic, que foi de 11,25% para 10,25%.
A conclusão é de um estudo realizado a cada reunião pelo site MoneYou com a Infinity Asset Management, mas que acaba de mudar sua metodologia após discussões com o Banco Central.
O ranking passou a adotar a taxa de juros referencial do dia, como o Swap DI Pré de 1 Ano, por considerar que ela exprime melhor os juros de uma operação real de mercado do que o referencial das taxas nominais aplicadas pela Selic.
Além disso, o ranking abandonou o uso da inflação passada dos últimos 12 meses (ex post) e passou a usar a inflação projetada para os 12 meses seguintes (ex ante).
O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, vinha enfatizando que a medida ex-ante era mais adequada pois é a que mais influencia as decisões econômicas. A mudança no método favorece países onde a inflação está em queda livre.
No entanto, o Brasil seguia líder até pelo menos abril mesmo se fosse considerado esse tipo de cálculo: tinha 6,36%, seguido da Rússia com 5,12%.
Pela conta nova, o Brasil está agora em segundo lugar mundial em juros reais com 4,30% atrás da Rússia com 4,57% e seguido por Turquia com 3,63%.
Nos últimos lugares do ranking estão países com juros reais negativos como Espanha (2,29%), Reino Unido (-2,37%) e Bélgica (-2,48%).
A Venezuela foi excluída por falta de dados confiáveis e a Nova Zelândia foi incluída por sua importância regional.
