Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA - Márcio Thomaz Bastos, ministro da Justiça, deixou escapar ontem que será substituído na pasta por Tarso Genro. Procurado pelo vice-governador de Santa Catarina, Leonel Pavan, para obtenção de recursos a projetos de segurança no estado, Bastos admitiu que está deixando o ministério e prometeu encaminhar o assunto a seu sucessor: Tarso Genro.
O ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, também cometeu um deslize ontem. Ele deixou escapar, em entrevista, que o Palácio do Planalto não está preocupado em aprovar as reformas política e tributária. "O governo Lula não precisa da reforma política para governar nem da reforma tributária", afirmou.
Após a declaração ele fez uma série de ponderações, na tentativa de mostrar que o governo defende com unhas e dentes as reformas. Tarso Genro lembrou que o assunto esteve na pauta de discussões do governo e do Conselho Econômico e Social por longo tempo.
Ele informou que, depois da disputa pelas presidências da Câmara e do Senado, o palácio enviará ao Congresso as propostas de reforma elaboradas pelo conselho, pela Ordem dos Advogados do Brasil e pelo Ministério da Justiça. A meta é tentar avançar nas negociações das reformas ainda no primeiro semestre deste ano. "O governo não pretende protagonizá-las, ser um coordenador desse processo", afirmou.
Durante a entrevista, o ministro explicou que, embora "o governo Lula não precise das reformas", o Executivo considera uma "obrigação moral, política e institucional" defendê-las. "O presidente Lula entende que a reforma política e a tributária são importantes para o País, por isso quer realizá-las", ressaltou.
O temor do governo, segundo ele, é que o empenho na defesa das propostas de reforma não seja bem recebido pela opinião pública e pelo Congresso. "Temos uma obrigação de realizar as reformas, mas isso não pode parecer uma chantagem em relação ao Congresso", completou.
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COMENTANDO A NOTICIA: Isto é bem demonstrativo do quanto este governo se desinteressa de verdade pelo País. Alguém aí acredita ser possível acelerar o crescimento sem reforma tributária? Pois é, só as mentes sábias da idiotia governante são capazes de fazer uma afirmação estúpida destas. Aliás, seria bom que Tarso se desse conta que Lula deve é governar o País, e não apenas seu próprio umbigo. Quem precisa das reformas é o país, são milhões os brasileiros desempregados. E se não houver crescimento, não haverá empregos para esta gente toda. Com o que é de se perguntar, ao senhor Tarso: então pra que o tal PAC, para que afinal Lula quer mais quatro anos de governo ? E quanto a reforma política senhor Tarso, antes de sua irresponsável afirmação, melhor seria conversar com seu chefe para ouvir-lhe o pensamento sobre o assunto.
BRASÍLIA - Márcio Thomaz Bastos, ministro da Justiça, deixou escapar ontem que será substituído na pasta por Tarso Genro. Procurado pelo vice-governador de Santa Catarina, Leonel Pavan, para obtenção de recursos a projetos de segurança no estado, Bastos admitiu que está deixando o ministério e prometeu encaminhar o assunto a seu sucessor: Tarso Genro.
O ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, também cometeu um deslize ontem. Ele deixou escapar, em entrevista, que o Palácio do Planalto não está preocupado em aprovar as reformas política e tributária. "O governo Lula não precisa da reforma política para governar nem da reforma tributária", afirmou.
Após a declaração ele fez uma série de ponderações, na tentativa de mostrar que o governo defende com unhas e dentes as reformas. Tarso Genro lembrou que o assunto esteve na pauta de discussões do governo e do Conselho Econômico e Social por longo tempo.
Ele informou que, depois da disputa pelas presidências da Câmara e do Senado, o palácio enviará ao Congresso as propostas de reforma elaboradas pelo conselho, pela Ordem dos Advogados do Brasil e pelo Ministério da Justiça. A meta é tentar avançar nas negociações das reformas ainda no primeiro semestre deste ano. "O governo não pretende protagonizá-las, ser um coordenador desse processo", afirmou.
Durante a entrevista, o ministro explicou que, embora "o governo Lula não precise das reformas", o Executivo considera uma "obrigação moral, política e institucional" defendê-las. "O presidente Lula entende que a reforma política e a tributária são importantes para o País, por isso quer realizá-las", ressaltou.
O temor do governo, segundo ele, é que o empenho na defesa das propostas de reforma não seja bem recebido pela opinião pública e pelo Congresso. "Temos uma obrigação de realizar as reformas, mas isso não pode parecer uma chantagem em relação ao Congresso", completou.
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COMENTANDO A NOTICIA: Isto é bem demonstrativo do quanto este governo se desinteressa de verdade pelo País. Alguém aí acredita ser possível acelerar o crescimento sem reforma tributária? Pois é, só as mentes sábias da idiotia governante são capazes de fazer uma afirmação estúpida destas. Aliás, seria bom que Tarso se desse conta que Lula deve é governar o País, e não apenas seu próprio umbigo. Quem precisa das reformas é o país, são milhões os brasileiros desempregados. E se não houver crescimento, não haverá empregos para esta gente toda. Com o que é de se perguntar, ao senhor Tarso: então pra que o tal PAC, para que afinal Lula quer mais quatro anos de governo ? E quanto a reforma política senhor Tarso, antes de sua irresponsável afirmação, melhor seria conversar com seu chefe para ouvir-lhe o pensamento sobre o assunto.