sexta-feira, janeiro 19, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Licitações entram no pacote de crescimento
Valderez Caetano, Fernando Nakagawa e Daniel Pereira, Gazeta Mercantil
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Lei que facilita as compras oficiais vai para o PAC; governo também quer avanço na microeconomia. As tão esperadas mudanças na Lei das Licitações, de 1993, deverão ser parte do programa a ser anunciado para tentar destravar a economia. A idéia é tornar mais ágeis as compras governamentais e a contratação de obras com medidas, por exemplo, como a redução da possibilidade de apresentação de recursos contra resultados dos processos licitatórios. Será um passo importante para atacar a burocracia no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já manifestou insatisfação com a "indústria de recursos" que amarra investimentos.
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Além das medidas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o governo também espera avançar na agenda microeconômica. O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Júlio Gomes de Almeida, reconhece que é preciso avançar. "Se os temas não fossem tão polêmicos, mais medidas já estariam em vigor."
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A necessidade de reduzir amarras a investimentos é uma antiga bandeira da iniciativa privada que conseguiu, em 2006, ver aprovada a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas.
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No campo tributário, o governo não logrou aprovar no Congresso a unificação das 27 legislações estaduais do ICMS e a redução das mais de 40 alíquotas. Espera retomar a ofensiva ainda neste primeiro semestre, que fracassou no primeiro mandato de Lula devido à resistência de governadores.
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Outro ponto da agenda microeconômica considerado fundamental para dar fôlego à expansão do PIB, o cadastro positivo, também espera a ação do governo para entrar em vigor.
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Meia-boca não!
Postado por Roberto Jefferson
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A decisão do governo de não mais privatizar as estradas federais, que há anos esperam por novos investimentos, mas cobrar pedágio por conta própria, irritou não apenas as empreiteiras que teriam interesse nas licitações, como também as entidades de caminhoneiros e de transporte rodoviário de passageiros em todo o País. Elas temem que, com o governo cuidando do caixa arrecadado, a precariedade de obras meia-boca, como as da recente Operação Tapa-Buracos, passem a ser a praxe e não a exceção. Já se fala na opção, caso o governo insista em manter essa decisão, de começar a aumentar os fretes e as passagens por conta do previsível maior desgaste das frotas.
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GE Money quer entrar no crédito imobiliário
Gazeta Mercantil
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A GE Money, braço de financiamento ao consumo da General Electric, gigante multinacional norte-americana, quer entrar no mercado de crédito imobiliário no Brasil até o final deste ano. "É o negócio do momento", disse ontem a este jornal Ivan Svitek, presidente da GE Money no País. "Hoje, metade das operações de crédito no mundo é financiamento imobiliário", afirma Svitek.
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O executivo admite, contudo, que oferecer empréstimos para compra de imóveis sem ter agências bancárias nem contas correntes é praticamente impossível - portanto, a saída para a GE Money no Brasil (que aqui atua apenas como financeira) seria comprar um banco. Svitek evita falar em potenciais candidatos, e acredita que os preços aqui "estão muito altos". Mas o principal executivo de um banco médio, que preferiu não se identificar, garantiu que a instituição está sondando o mercado ativamente. Desde 2004, a GE vem comprando bancos em mercados emergentes para crescer.
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Sem considerar eventuais aquisições, a meta da GE Money é dobrar de tamanho no Brasil este ano. Isso significa aumentar para R$ 2 bilhões a carteira de crédito.
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Samba do americano doido
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A Associação dos Militares Auxiliares e Especialistas protestou na OEA, embaixada dos EUA e justiça federal contra episódio, dia 30, do seriado “Unit” da Fox, em que crianças com camisa da Seleção aceitam suborno de agentes gringos na Rocinha, invadida por PMs de jipe, matando a esmo. Não há um take da paisagem do Rio, onde cariocas usam chapéu, a comida na favela é do governo americano e o traficante se chama Gimenez.
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Lula: conversa de pescador
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Freqüentador do luxuoso condomínio Iporanga, no Guarujá (SP), é testemunha: Lula não pescava no domingo (7), quando não recebeu o irmão mais novo no forte militar onde passa férias. Foi à casa do ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) no condomínio, aonde vai quase todos os dias em uma lancha da Marinha. No condomínio, repórter não entra.
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Governadores discutiram cobrança de royalties sobre produção de álcool
Gazeta Mercantil
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Segundo notícia que circulou na internet no início da noite de ontem, creditada ao prefeito da capital fluminense, César Maia (PFL-RJ), o Estado de São Paulo pode começar a cobrar royalties sobre a produção de álcool. "Se isto realmente se confirmar, trata-se de um absurdo. Não é idéia de quem parece entender do assunto", comentou Luiz Gustavo Junqueira Figueiredo, diretor comercial da Usina Alta Mogiana, de São Joaquim da Barra, no interior do Estado. A usina faz parte de um grupo com quatro unidades produtoras de açúcar e álcool, sendo três em São Paulo e uma no Paraná.
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Segundo a nota veiculada na internet, "a idéia, ainda embrionária, teria sido comentada anteontem pelo governador José Serra (PSDB) em reunião no Rio com os outros três governadores da região Sudeste, Sérgio Cabral (PMDB-RJ), Paulo Hartung (PMDB-ES) e Aécio Neves (PSDB-MG)." O assunto também não chegou a ser tratado durante a entrevista coletiva concedida pelos governadores, que se restringiu ao tema segurança.
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A notícia só teria vindo à tona ontem à tarde por meio do blog do prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL), também presente à reunião dos governadores. Mas Maia encerrou seu blog, embora divulgue notícias em seu site. No início da noite de ontem, no entanto, a notícia não constava do site do prefeito do Rio.
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Para César Maia, Serra teria afirmado que vai propor a discussão sobre a criação de royalties sobre o álcool, já que a expansão do plantio de cana estaria produzindo efeitos devastadores na economia paulista. "Se o governador realmente disso isto, ele não entende do assunto", disse outro usineiro paulista.
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Cesar Maia teria comentado, ainda, que outro ponto de vista citado por Serra foi o social, que também estaria sendo prejudicado pela cultura da cana. Por meio da assessoria de imprensa, o secretário da Agricultura do estado de São Paulo, João Sampaio, informou ontem que desconhece a informação dada pelo prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (PFL), da suposta intenção de Serra de cobrar royalties sobre o álcool produzido no Estado.