terça-feira, fevereiro 06, 2007

ANAC serve prá quê, para anarquizar ?

COMENTANDO A NOTICIA:

Começamos o dia com a seguinte notícia:

Aeroportos de SP à beira do calapso
Por Mariana Barbosa, no Estadão:

Um estudo inédito do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), obtido pelo Estado, sobre as realidades e desafios do Sistema Aeroportuário de São Paulo mostra que, caso não sejam adotadas medidas para ampliar a capacidade operacional, o sistema Guarulhos/Congonhas entrará em colapso. “Existe uma demanda por transporte aéreo em São Paulo que a infra-estrutura instalada não suporta sem a redução do nível de serviço oferecido aos usuários”, diz o estudo, assinado pelos professores do ITA Cláudio Jorge Pinto Alves e German Alberto Barragán de los Rios. Tomando por base um levantamento de projeções de crescimento de demanda até 2015, o estudo do ITA mostra que seria preciso ampliar de 220% a 350% a capacidade do terminal de passageiros em Congonhas, considerando cenários otimista e pessimista. A capacidade das pistas precisaria aumentar em 50% a 130% e o pátio de aeronaves em 410% a 620% - o que é impossível diante das limitações físicas do aeroporto. Em Guarulhos, seria preciso ampliar de 40% a 100% a capacidade do terminal e do pátio, enquanto as pistas precisariam de um reforço de 20%. Isso para trabalhar no limite, com 100% de ocupação ao longo do dia, todos os dias do ano. Logo, em horários de pico, a capacidade já estaria aquém da demanda. “Parte da demanda terá de ser transferida para outro aeroporto ou, simplesmente, terá de optar por outro meio de transporte”, diz o estudo do ITA. Considerando que o setor aéreo tem exibido ganhos de eficiência e, nos últimos três anos, cresceu a taxas recordes - 3 a 4 vezes superior à expansão do Produto Interno Bruto (PIB) - cenários mais otimistas não podem ser descartados. Para este ano, a previsão é de um crescimento acima de 10%, ante 12,3% em 2006 e 19,4% em 2005.

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À tarde, nova surpresa. No Alerta Total, (link ao lado), fomos surpreendidos com a leitura da seguinte pérola:

A importância do Karaokê para a aviação
Pelo menos 60.800 aparelhos de DVD com karaokê são fundamentais para o bom desempenho de nossa aviação, que vive uma gravíssima crise.

Se isso não for verdade, como justificar que a Agência Nacional de Aviação Civil tenha adquirido os aparelhos.

No orçamento de 2006, a Anac também investiu R$ 10,5 milhões em passagens e diárias e R$ 1,9 milhão em móveis.

Este orçamento da Anac dobrou, mas a previsão é de que os R$ 150 milhões e 400 mil serão tão mal aplicados agora quanto foi pessimamente usada a verba do ano passado.
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Como desgraça pouca é bobagem, à noite, eis nova surpresa:
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Congonhas: proibida operação de Fokker e Boeings
Jeferson Ribeiro, Redação Terra
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A Justiça Federal de São Paulo determinou, no início da noite desta segunda-feira, que, a partir da 0h do dia 8 de fevereiro, ficam proibidas as operações dos aviões Fokker 100 e dos Boeing 737-800 e 737-700 no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O juiz Ronald de Carvalho Filho, da 22ª Vara Cível Federal, negou o pedido do Ministério Público Federal (MPF) de fechar a pista principal do aeroporto por causa do risco de derrapagens em dias de chuva, mas determinou a suspensão da operação das aeronaves para evitar novos acidentes. As assessorias das empresas aéreas não foram encontradas para falar sobre a decisão.

O juiz pediu ainda informações adicionais sobre o funcionamento dos Boeing 737-400 e pode também determinar o cancelamento de suas operações no maior aeroporto do País.

A decisão de proibir as operações das aeronaves surpreendeu o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, que não entendeu o porquê do cancelamento da operação dos Fokker 100, por exemplo. Segundo ele, são aviões leves e que pousam em pistas com piores condições que a de Congonhas, nos aeroportos do interior do País. Ele já esperava, por exemplo, o cancelamento das operações dos Boeings 737-800, que pesam 40 toneladas e correriam mais riscos ao operar na pista danificada do aeroporto paulista, mas não pensava que outros Boeings, de menor porte, e Fokkers fossem impedidos de voar em Congonhas.

"Isso significa um caos. Estou preocupado com a imagem que a aviação brasileira terá lá fora. Não tenho idéia de porque o juiz tomou essa decisão, pois os documentos não estão na minha mão. Mas os advogados da empresa me informaram do conteúdo delas. Os detalhes vou saber amanhã (terça-feira)", disse Pereira.
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O brigadeiro disse ainda que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Infraero só recorrerão da decisão depois de se reunirem com o ministro da Defesa, Valdir Pires. Segundo ele, pelo menos uma empresa pode ter suas operações completamente afetadas pela decisão.

"A Ocean Air vai ser duramente afetada. Pode até sair do mercado, porque ela só opera com Fokker 100 e a maior parte de seu vôos está concentrada em Congonhas", afirmou.

Nenhum dos aviões de maior porte da TAM, os Airbus, foram afetados pela medida, apesar de serem de porte semelhante ao dos aviões proibidos.
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A maior parte das operações da empresa Gol é baseada nos aviões Boeing 737-800 e 737-700. No ano passado, a aérea ampliou sua frota para 65 aeronaves, a maioria desses modelos. No balanço de 2006, divulgado recentemente, a empresa informa que ampliou seu contrato com a Boeing para aquisição de 121 aeronaves do modelo 737-800 e diz ainda que os aviões estão sendo preparados, a pedido da companhia, para que sejam desenhados para pousar em pistas curtas.

Se o magistrado ampliar a proibição para os modelos 737-400, irá prejudicar ainda mais as operações da Gol e também afetará os serviços prestados pela Varig e pela BRA, que usam esse tipo de aeronave.

A assessoria de imprensa da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que o órgão regulador vai recorrer da decisão. Para a Anac, a medida prejudica o interesse dos passageiros.

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Então, fica a pergunta: prá quê ANAC ? Para anarquizar ainda mais o caos que ela ajudou a instalar na aviação comercial, no descalabro dos aeroportos e no descontrole do tráfego aéreo do país ? Se alguém acha que estamos sendo muito “rigorosos” com esta agência imprestável e inútil que o governo Lula inventou de criar, leiam a matéria que publicamos em 13 de novembro de 2006, sobre os gastos curiosos desta brava gente brasileira! (
Texto completo aqui) .

Antes de Lula, a aviação comercial brasileira vivia um período já conturbado fruto dos “pacotes” econômicos ao tempo dos governos de Sarney e Collor. Porém, o controle de tráfego aéreo nunca tivera problemas, e os aeroportos, salvo atrasos por conta de condições climáticas adversas, jamais tiveram problema algum. A partir do governo Lulla, tudo ficou de cabeça para baixo. Parece que esta gente só o que sabe fazer é gastar em inutilidades, basta ver o comentário que fizemos há pouco sobre os tais cartões corporativos e na matéria de novembro passado!
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Insisto em dizer que a bagunça no ar, começa com a bagunça no chão. Quanto mais áreas técnicas, de alta exigência e competência profissional, forem ocupadas por gente desqualificada e desclassificada, o resultado que se terá é a bagunça generalizada que o governo Lulla está transformando o país. Resultado ? A anarquia anda correndo solta, com ANAC e tudo.