Da Agência do Senado. Volto em seguida:
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O 2º vice-presidente da Mesa do Senado, senador Álvaro Dias (PSDB-PR), na presidência dos trabalhos nesta quinta-feira (15), leu o requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito das Organizações não-Governamentais e Organizações da Sociedade Civil, denominada CPI das ONGs. A partir de agora, os líderes dos partidos devem fazer a indicação dos parlamentares que irão compor a comissão. O requerimento conta com 77 assinaturas, número superior ao requerido para a criação de uma CPI, que é de 27 assinaturas.A comissão, conforme consta do requerimento lido por Álvaro Dias, irá investigar a utilização dos recursos destinados a essas entidades pelo governo federal, tanto no Brasil como no exterior, entre o início de 2003 e dezembro de 2006. A CPI contará com R$ 100 mil para a realização dos seus trabalhos.Em seguida, o senador Heráclito Fortes (PFL-PI), autor do requerimento, agradeceu ao presidente da Casa, Renan Calheiros, e aos demais parlamentares pela manifestação do desejo de fiscalizar as organizações não governamentais (ONGs) e organizações da sociedade civil (Ocips), tendo em vista o interesse público. “A CPI não tem interesse marcado. É para produzir um efeito altamente benéfico ao país e para separar o joio do trigo”, disse o senador, numa referência às instituições que não prestam, como se supõe, serviços de interesse público ao país. O senador informou que a base governista pretende estender o período de investigação da comissão, incluindo os repasses feitos às ONGs a partir de 1999. Heráclito disse que concorda com essa mudança: “Faço esse registro na esperança de que os partidos cumpram os acordos e façam as indicações para a instalação da CPI “, ponderou o senador.
O 2º vice-presidente da Mesa do Senado, senador Álvaro Dias (PSDB-PR), na presidência dos trabalhos nesta quinta-feira (15), leu o requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito das Organizações não-Governamentais e Organizações da Sociedade Civil, denominada CPI das ONGs. A partir de agora, os líderes dos partidos devem fazer a indicação dos parlamentares que irão compor a comissão. O requerimento conta com 77 assinaturas, número superior ao requerido para a criação de uma CPI, que é de 27 assinaturas.A comissão, conforme consta do requerimento lido por Álvaro Dias, irá investigar a utilização dos recursos destinados a essas entidades pelo governo federal, tanto no Brasil como no exterior, entre o início de 2003 e dezembro de 2006. A CPI contará com R$ 100 mil para a realização dos seus trabalhos.Em seguida, o senador Heráclito Fortes (PFL-PI), autor do requerimento, agradeceu ao presidente da Casa, Renan Calheiros, e aos demais parlamentares pela manifestação do desejo de fiscalizar as organizações não governamentais (ONGs) e organizações da sociedade civil (Ocips), tendo em vista o interesse público. “A CPI não tem interesse marcado. É para produzir um efeito altamente benéfico ao país e para separar o joio do trigo”, disse o senador, numa referência às instituições que não prestam, como se supõe, serviços de interesse público ao país. O senador informou que a base governista pretende estender o período de investigação da comissão, incluindo os repasses feitos às ONGs a partir de 1999. Heráclito disse que concorda com essa mudança: “Faço esse registro na esperança de que os partidos cumpram os acordos e façam as indicações para a instalação da CPI “, ponderou o senador.
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Voltei
Se Bento 16 recorresse ao latim para se referir às ONGs, não diria que elas são uma “plaga”. Não, ONG não é uma chaga. Talvez dissesse “calamitas”, uma praga, uma desgraça, uma calamidade. Certamente com exceções, claro, claro..., tornaram-se um meio de vida, um emprego, uma forma de enriquecer alguns espertalhões, bem mais caridosos do que nós com o próprio bolso e o próprio futuro.
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Ora, qual o sentido original do chamado Terceiro Setor? Não ser nem estatal nem privado, mas um organismo que busca fazer seu trabalho com recursos obtidos na sociedade. Digam-me: uma ONG que consegue dinheiro de renúncia fiscal é “não-governamental”? Voltamos, de certo modo, ao tema da TV Pública. Os bacanas querem o dinheiro que iria para os impostos, que pertence ao conjunto dos brasileiros, para uma gestão privada — a única diferença é que podem argumentar que não buscam lucro. E daí? Muda o quê? Uma ONG que recebe na veia recursos do governo para seu “trabalho social” é não-governamental? Desde quando? É claro que o truque permite que o dinheiro público seja usado fora do alcance dos mecanismos de gestão e controle.O requerimento da CPI falava de ONGs entre 2003 e 2006, período do governo Lula. Os governistas dizem que querem recuar a investigação a 1999. Que seja. Que voltem a 1995, se o objetivo é compreender todo o governo FHC. Mas o escândalo da Unitrabalho aconteceu foi no governo petista. É aquela ONG de que o “aloprado” (segundo Lula) Jorge Lorenzetti (um dos homens do dossiê) era diretor e que recebeu nada menos de R$ 18,5 milhões entre o início do governo Lula e setembro de 2006. Do total, R$ 4,1 milhões foram repassados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) no dia 15 de setembro, um dia antes da prisão de Gedimar Passos e Valdebran Padilha.
Ora, qual o sentido original do chamado Terceiro Setor? Não ser nem estatal nem privado, mas um organismo que busca fazer seu trabalho com recursos obtidos na sociedade. Digam-me: uma ONG que consegue dinheiro de renúncia fiscal é “não-governamental”? Voltamos, de certo modo, ao tema da TV Pública. Os bacanas querem o dinheiro que iria para os impostos, que pertence ao conjunto dos brasileiros, para uma gestão privada — a única diferença é que podem argumentar que não buscam lucro. E daí? Muda o quê? Uma ONG que recebe na veia recursos do governo para seu “trabalho social” é não-governamental? Desde quando? É claro que o truque permite que o dinheiro público seja usado fora do alcance dos mecanismos de gestão e controle.O requerimento da CPI falava de ONGs entre 2003 e 2006, período do governo Lula. Os governistas dizem que querem recuar a investigação a 1999. Que seja. Que voltem a 1995, se o objetivo é compreender todo o governo FHC. Mas o escândalo da Unitrabalho aconteceu foi no governo petista. É aquela ONG de que o “aloprado” (segundo Lula) Jorge Lorenzetti (um dos homens do dossiê) era diretor e que recebeu nada menos de R$ 18,5 milhões entre o início do governo Lula e setembro de 2006. Do total, R$ 4,1 milhões foram repassados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) no dia 15 de setembro, um dia antes da prisão de Gedimar Passos e Valdebran Padilha.
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Petistas e ongueiros vivem num verdadeiro condomínio. É só escarafunchar que se vai achar facilmente os dutos que ligam uma coisa à outra.
Petistas e ongueiros vivem num verdadeiro condomínio. É só escarafunchar que se vai achar facilmente os dutos que ligam uma coisa à outra.