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Decisão do Conselho Nacional de Justiça permite que os Tribunais de Justiça de S.Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Distrito Federal paguem a seus desembargadores salários acima do teto nacional de R$ 24.500 mensais. Furaram o teto, criaram o precedente, abriram a válvula para outras exceções.
No passado, o teto salarial para todo o funcionalismo público, sem exceção, era o salário do presidente da República. Aí, os juízes começaram a descobrir e criar artifícios para excluir do teto alguns tipos de adicionais e gratificações.
No passado, o teto salarial para todo o funcionalismo público, sem exceção, era o salário do presidente da República. Aí, os juízes começaram a descobrir e criar artifícios para excluir do teto alguns tipos de adicionais e gratificações.
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Passando uns, passaram outros, até que, em dado momento, os salários dos juízes, pelo Brasil afora, ultrapassavam de longe os vencimentos do presidente da República.
Passando uns, passaram outros, até que, em dado momento, os salários dos juízes, pelo Brasil afora, ultrapassavam de longe os vencimentos do presidente da República.
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Prevaleceu a farra.
Para recolocar a ordem e a moralidade, fez-se nova lei. Para evitar problemas, tomou-se como teto o maior salário pago no Judiciário, o de juiz da Suprema Corte. E se definiu que, desta vez, teto era teto – ou seja, englobava tudo, todos os adicionais, extras e bicos.
Prevaleceu a farra.
Para recolocar a ordem e a moralidade, fez-se nova lei. Para evitar problemas, tomou-se como teto o maior salário pago no Judiciário, o de juiz da Suprema Corte. E se definiu que, desta vez, teto era teto – ou seja, englobava tudo, todos os adicionais, extras e bicos.
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Aí começou a reação dos magistrados e, logo, dos procuradores e promotores. Uma tentativa aqui, outra ali, o próprio CNJ, encarregado de fiscalizar o Judiciário, tentou furar o teto para seus próprios conselheiros. Filigrana daqui e dali, saiu o primeiro fura-teto, para os desembargadores daqueles quatro estados.Aberto o precedente, pode apostar que os outros tribunais, procuradores, promotores e depois outros funcionários vão conseguir também desmoralizar o teto.Mas isso só vale para os funcionários bem posicionados, da elite nacional, aqueles que conseguem usar a lei para seus próprios interesses. Os demais funcionários, aqueles que trabalham para o público – médicos nos postos de saúde, professores nas salas de aula, policiais nas ruas – esses continuam no piso, furando para baixo.
Aí começou a reação dos magistrados e, logo, dos procuradores e promotores. Uma tentativa aqui, outra ali, o próprio CNJ, encarregado de fiscalizar o Judiciário, tentou furar o teto para seus próprios conselheiros. Filigrana daqui e dali, saiu o primeiro fura-teto, para os desembargadores daqueles quatro estados.Aberto o precedente, pode apostar que os outros tribunais, procuradores, promotores e depois outros funcionários vão conseguir também desmoralizar o teto.Mas isso só vale para os funcionários bem posicionados, da elite nacional, aqueles que conseguem usar a lei para seus próprios interesses. Os demais funcionários, aqueles que trabalham para o público – médicos nos postos de saúde, professores nas salas de aula, policiais nas ruas – esses continuam no piso, furando para baixo.
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É deprimente que os juízes e promotores e procuradores gastem tanta energia e tanta sabedoria para defender seus privilégios, como o de receber salários só pagos a menos de 1% dos trabalhadores brasileiros e que equivalem a mais de 30 vezes o PIB per capita do país.
É deprimente que os juízes e promotores e procuradores gastem tanta energia e tanta sabedoria para defender seus privilégios, como o de receber salários só pagos a menos de 1% dos trabalhadores brasileiros e que equivalem a mais de 30 vezes o PIB per capita do país.
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Com o meu, o seu, o nosso dinheiro.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Enquanto todo o funcionalismo público, em todos os níveis dos três poderes, juízes inclusive, se comportarem de forma indecente em relação a salários, tentando sempre furar o bloqueio para um certo padrão que limita e impede os excessos, agindo de forma descarada no assalto aos bolsos dos contribuintes, sugando as energias da nação apenas para seu próprio benefício e privilégio, acreditem, não haverá solução alguma que nos faça sair do atraso e sub-desenvolvimento. A classe política representada por todos os níveis, em todas as esferas da administração pública, e nos três poderes, representam o que de há pior para o encaminhamento do país rumo à civilização. Estes gigolôs são a coisa mais pérfida que nasce todo o santo dia no país. São o ranço impatriótico e funesto que afunda o país no berço da miséria, da pobreza.
Portanto, ou estes vampiros se ajustam e criam juízo, agindo com respeito ao dinheiro público, e param de explorar o povo brasileiro, ou teremos não haverá nada que evite o caos em que já nos encontramos. Há exatos dez anos atrás, apenas para citar um exemplo para a reflexão de todos nós, eram isentos de imposto de renda na fonte, aqueles que recebiam menos de 8 salários mínimos. Façam as contas e vejam o quanto o governo, neste tempo todo avançou sobre a população, sugando-lhe tudo o que pode apenas para manter-se. E, em contrapartida, o que ganhamos em troca nas áreas da saúde, dos transportes, da educação, da segurança pública ?
Com o meu, o seu, o nosso dinheiro.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Enquanto todo o funcionalismo público, em todos os níveis dos três poderes, juízes inclusive, se comportarem de forma indecente em relação a salários, tentando sempre furar o bloqueio para um certo padrão que limita e impede os excessos, agindo de forma descarada no assalto aos bolsos dos contribuintes, sugando as energias da nação apenas para seu próprio benefício e privilégio, acreditem, não haverá solução alguma que nos faça sair do atraso e sub-desenvolvimento. A classe política representada por todos os níveis, em todas as esferas da administração pública, e nos três poderes, representam o que de há pior para o encaminhamento do país rumo à civilização. Estes gigolôs são a coisa mais pérfida que nasce todo o santo dia no país. São o ranço impatriótico e funesto que afunda o país no berço da miséria, da pobreza.
Portanto, ou estes vampiros se ajustam e criam juízo, agindo com respeito ao dinheiro público, e param de explorar o povo brasileiro, ou teremos não haverá nada que evite o caos em que já nos encontramos. Há exatos dez anos atrás, apenas para citar um exemplo para a reflexão de todos nós, eram isentos de imposto de renda na fonte, aqueles que recebiam menos de 8 salários mínimos. Façam as contas e vejam o quanto o governo, neste tempo todo avançou sobre a população, sugando-lhe tudo o que pode apenas para manter-se. E, em contrapartida, o que ganhamos em troca nas áreas da saúde, dos transportes, da educação, da segurança pública ?