segunda-feira, março 12, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Telecom Itália: temor e tremor

O escândalo do dossiê ilegal da Telecom Itália, envolvendo a disputa pela Brasil Telecom, deve aportar em breve no Brasil. O caso anda célere na justiça italiana, com prisões anunciadas. Tem até "japonês" tremendo.

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Mandatos para toda a família
De Lúcio Vaz no Correio Braziliense:

"A nova Câmara continua sendo uma grande família. O mandato está apenas começando, mas os boletins administrativos dos 15 primeiros dias já registram dezenas de novas contratações e alterações de contratos de parentes de deputados. Somando os novos apadrinhados com aqueles que já estavam abrigados desde a legislatura passada, já há 61 parentes empregados nos gabinetes de 51 deputados como secretários parlamentares. São pelo menos 16 filhos e 12 mulheres de parlamentares, além de irmãos, cunhados, sobrinhos, primos, genros, noras e netos.

A prática do nepotismo segue livre no Legislativo e no Executivo. Na gestão do então presidente da Câmara Aldo Rebelo (PCdoB-SP) foi proibida a contratação de parentes para os cargos de natureza especial (CNEs), que servem as lideranças partidárias e os cargos da Mesa Diretora, mas a família ainda pode ser abrigada nos cerca de 10 mil cargos de secretário parlamentar — assessores que dão assistência direta ao deputado, no gabinete em Brasília ou no escritório instalado no seu estado de origem.

Os salários podem chegar a R$ 8 mil. Os maiores são reservados para as mulheres e filhos, servindo como uma complementação da renda familiar. Na divisão do nepotismo por partidos, destacam-se o PMDB, com dez parlamentares, o recém-formado Partido da República (PR) e o PFL, com nove cada um. Mas o nepotismo é praticado pela maioria dos partidos, incluindo o PSB, o PV e o PT. Há seis casos na bancada baiana, cinco entre os mineiros e quatro entre os cearenses".

"Na tentativa de esconder a prática do nepotismo, os parlamentares criaram há tempos o nepotismo cruzado: a troca de nomeações de parentes entre gabinetes. Nas legislaturas passadas, foram registrados vários casos de troca de mulheres. Um deputado contratava a mulher do outro, e vice-versa. Geralmente, com salários iguais. No mandato que se iniciou no dia 1º de fevereiro, novamente parentes de parlamentares foram abrigados em gabinetes dos colegas".

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Compra chocante de pistolas no STJ
Cláudio Humberto

Pesquisa rápida na internet mostra que duas sofisticadas pistola Taser, que dão choque, e que o Superior Tribunal de Justiça quer comprar por R$ 163 mil, como informou a coluna, não ultrapassam US$ 1,2 mil. Mais modestas, porém com o mesmo efeito 'chocante', são vendidas por US$ 20 no site de leilões e-Bay. Já foi moda há alguns anos nas bolsas femininas. Um especialista nesse tipo de armamento acha que alguém levou "choque" na licitação. Deveriam ser quarenta, e não duas pistolas, e até o preço do treinamento- R$46 mil - está errado.

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Calheiros diz que não se sente mais obrigado a apoiar Lula

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que se sente “liberado” do apoio que vinha dando ao governo Lula. Do ponto de vista de Lula, Calheiros é essencial para não fortalecer a oposição, que hoje tem 31 das 81 cadeiras da Casa. A maioria absoluta dos senadores do PMDB estava na chapa de Jobim, candidato de Calheiros à presidência do partido e que renunciou alegando interferência do Planalto.
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O Senador alagoano ligou para Lula protestando contra a aproximação do Planalto com o presidente do partido, Michel Temer: “O Jobim vai sair da disputa diante do que considera uma interferência do Planalto na disputa interna do PMDB. Diante disso, nós, senadores e governadores que sempre o apoiamos nos momentos mais difíceis, nos sentimos liberados", disse o presidente do Senado.
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Calheiros reuniu seu grupo em sua casa para avaliar a vantagem de Temer sobre Jobim. Constatou-se que o convite de Lula a Temer deveria ter uma boa resposta política. Aliados afirmaram que o Senador disse a Lula que a renúncia seria inevitável se o presidente não fizesse uma reaproximação com Jobim. O ex-candidato contava com apoio de Lula.

A renúncia do ex-candidato e ex-ministro descartou o que o presidente da república desejava: unificar o PMDB. Com a saída de Jobim da corrida, Calheiros e o ex-presidente José Sarney ficarão de fora do Diretório Nacional do partido.

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Tarso Genro nega interferência no PMDB

O ministro das Relações Institucionais do governo Lula, Tarso Genro, disse nesta terça-feira (06.03) que o Palácio do Planalto não interferiu em nada na disputa pelo comando do PMDB. Tarso também negou que o aliado de Michel Temer, deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), tenha sido convidado para ser o ministro da Integração Nacional.
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“Na conversa do presidente com o deputado Geddel não se tratou de nomes de ministros, mas da participação da bancada do PMDB na Câmara no governo”, disse Tarso, reiterando que são os deputados do PMDB que indicam os nomes do partido. Parlamentares do grupo de Jobim consideram que o ministro das Relações Institucionais seja o responsável por favorecer Temer.
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Com isso, Genro anunciou um novo adiamento da novela da reforma ministerial. O ministro disse faltam poucos detalhes para conclusão das altertações, e que o presidente deve anunciar o novo ministério na próxima semana.

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Assembléia chinesa decidirá reformas

"A sessão anual da Assembléia Nacional do Povo (o Parlamento chinês) tem início amanhã com uma atenção redobrada da comunidade internacional. Parte da instabilidade dos mercados mundiais registrada na semana passada foi atribuída às especulações sobre o que os 3 mil delegados iriam debater e aprovar durante os 12 dias de sessão. O maior temor é que a Assembléia Nacional adote medidas para desacelerar a economia chinesa - que cresceu 10,7% em 2006."

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Feliz é a lua
Eclipse do Lula não tem data para terminar. Até porque, antes, é preciso saber quem está fazendo sombra ao presidente.

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Voto aberto: Urgência, urgentíssima
Radar, Veja online

Em menos de uma hora, ontem, logo após o almoço, o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) conseguiu cerca de 100 assinaturas para o pedido de prioridade na votação do projeto que acaba com o voto secreto nos parlamentos brasileiros. São necessárias 51 assinaturas. A medida foi aprovada em setembro do ano passado e precisa passar por nova votação antes de ir para o Senado. Geralmente pedidos desse tipo são feitos pelas lideranças. Mas Valente acha que são justamente elas que não têm interesse algum em ver o projeto votado algum dia.