Brasil pro brejo: inglês seduz endividados pecuaristas brasileiros a venderem gado no mercado futuro
Por Jorge Serrão, Alerta Total
Por Jorge Serrão, Alerta Total
Os executivos de uma poderosa transnacional australiana, controlada por investidores ingleses, assediam grandes pecuaristas brasileiros do Centro-Oeste-Sudeste para lhes propor um negócio irrecusável nestes tempos bicudos em que o agro-negócio brasileiro anda devendo mais de R$ 110 bilhões.
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A AWB Ltd, a maior empresa do mundo na área de produção de trigo, soja e alimentos em geral, prometem cobrir todos os custos da fazenda e da criação, adquirindo toda a produção definida previamente, a um preço pré-definido (no formato de mercado futuro). Tudo é pago adiantado, conforme promessa de Michael Wood Geld, negociador da AWB. O único risco para o criador é não conseguir entregar o gado com 17 arrobas a unidade, no final do ciclo produtivo contratado.Os ingleses querem dominar o potencial competitivo imbatível que o Brasil tem na produção de carne. Na pecuária extensiva, o Brasil é único. Como aqui é o “País do Sol”, nosso gado tem facilidade de se alimentar e crescer. A produção de carne brasileira não concorre com a cadeia alimentar do homem – ao contrário de outros países, que dependem de plantar ou importar grãos para alimentar o gado. Os pecuaristas brasileiros dominam todas as etapas da produção do gado.
A AWB Ltd, a maior empresa do mundo na área de produção de trigo, soja e alimentos em geral, prometem cobrir todos os custos da fazenda e da criação, adquirindo toda a produção definida previamente, a um preço pré-definido (no formato de mercado futuro). Tudo é pago adiantado, conforme promessa de Michael Wood Geld, negociador da AWB. O único risco para o criador é não conseguir entregar o gado com 17 arrobas a unidade, no final do ciclo produtivo contratado.Os ingleses querem dominar o potencial competitivo imbatível que o Brasil tem na produção de carne. Na pecuária extensiva, o Brasil é único. Como aqui é o “País do Sol”, nosso gado tem facilidade de se alimentar e crescer. A produção de carne brasileira não concorre com a cadeia alimentar do homem – ao contrário de outros países, que dependem de plantar ou importar grãos para alimentar o gado. Os pecuaristas brasileiros dominam todas as etapas da produção do gado.
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A intenção oculta dos anglo-australianos é deter, brevemente, o monopólio desta tecnologia, através do controle do processo econômico de comercialização do gado. Além disso, a AWB pretende controlar, futuramente, a cotação internacional da carne. A pecuária brasileira irá, estrategicamente, para o brejo. E o boi e a vaca vão para o controle da oligarquia financeira transnacional da City de Londres.
A intenção oculta dos anglo-australianos é deter, brevemente, o monopólio desta tecnologia, através do controle do processo econômico de comercialização do gado. Além disso, a AWB pretende controlar, futuramente, a cotação internacional da carne. A pecuária brasileira irá, estrategicamente, para o brejo. E o boi e a vaca vão para o controle da oligarquia financeira transnacional da City de Londres.
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A AWB ganhou notoriedade no noticiário internacional ao ser investigada pelas suspeitas de ter pagado subornos de mais de US$ 200 milhões ao regime de Saddam Hussein. A manobra era para que o Iraque garantisse a compra do cereal da empresa através do programa humanitário Petróleo em troca de alimentos, promovido pelo Governo Bush. Curiosamente, a empresa contribui com 3 mil Euros por ano para a Bush Children's Education Foundation of NSW. A fundação, que homenageia a família do atual presidente norte-americano e seu pai, ajuda a financiar o transporte de crianças das áreas mais remotas do campo a chegarem em escolas rurais.
A AWB ganhou notoriedade no noticiário internacional ao ser investigada pelas suspeitas de ter pagado subornos de mais de US$ 200 milhões ao regime de Saddam Hussein. A manobra era para que o Iraque garantisse a compra do cereal da empresa através do programa humanitário Petróleo em troca de alimentos, promovido pelo Governo Bush. Curiosamente, a empresa contribui com 3 mil Euros por ano para a Bush Children's Education Foundation of NSW. A fundação, que homenageia a família do atual presidente norte-americano e seu pai, ajuda a financiar o transporte de crianças das áreas mais remotas do campo a chegarem em escolas rurais.