Adelson Elias Vasconcellos
Ricardo Kotscho escreveu um livro no ano passado descrevendo parte do dia-a-dia do Lula como presidente e parte das campanhas eleitorais. Ricardo, só para lembrar, foi um jornalista que passou muito tempo ao lado de Lula, e que um dia resolveu contar detalhes desta figura caricata que parte da mídia retrógrada nacional, adora endeusar. No fundo, Lula é uma espécie de figura bizarra que soube aproveitar suas características de pelego sindical com a habilidade de negociador chantagista, em um determinado momento da história brasileira, mas que teve a capacidade de se manter sob o fio da navalha da ditadura militar para fazer uma política populista, devotada ao discurso vazio movido a ranço ideológico.
Não que Lula seja um luminar de idéias. Ele é, sim, de fato, um aproveitador. Não é de hoje que digo ser esta figura uma miragem distante da que alguns admiram e se curvam. Observem, a começar, seus discursos: sempre se endereçam ao um público distinto. Não se identifica uma linha coerente de pensamento político. Sempre é feito para agradar especificamente aqueles que o ouvem, mesmo que contraditório, muitas vezes, do que ele próprio tenha dito em outros discursos para platéias diferentes.
Porém, saindo do discurso para a vida diária, o que se vê é um bufão arrogante, inculto totalmente para comandar pessoas mais bem preparadas e que, na falta de argumentos para convencer, vai no berro e no palavrão, impondo sua vontade. A arma não é o argumento sensato: é a chantagem emocional, pelo fato da mãe analfabeta, ser ex-metalúrgico, pobre, semi-letrado, e por aí vai.
E regra geral, decisões que Lula toma são sempre do agrado do “povão”, por mais que os prejudique. A propaganda, o marketing presidencial tem este efeito. Mas na verdade, analisadas sob a linha da prudência e da razão, suas decisões mais prejudicam do que ao contrário. Sobre este tema, inclusive, dedicaremos algum artigo específico. Aqui é importante destacar o presidente ser ou não um governante com capacidade de comando.
Já defendo a idéia há muito tempo para não ficar, apenas agora e de maneira oportunista, me alinhando aqueles que começam a perceber um detalhe curioso sobre esta personalidade bizarra investida de mandato presidencial: Lula, com o discurso fácil, assimilável para públicos distintos, portanto falsos, e muitas vezes aproveitando-se de certas fraquezas de grupos nos quais perambula, é apenas um aproveitador barato. Nada além disso. Discordo de quantos lhe atribuem o tal “carisma”, ou a capacidade de “liderar”.
Lula teve sua ambição de ser presidente do país em cima de propostas falsas promessas (que se sabia não serem possíveis de se cumprir), em cima de falsos mitos apregoados pelos esquerdopatas nacionais. Alcançado o objetivo, para ele ali terminou a escada de ascensão política, e começava a de construção do mito. Em nenhum destes momentos está o interesse do país. Tanto que as coisas que deram certo em seu primeiro mandato, não foi ele quem construiu. Tratou apenas de vender a idéia de que era construtor de uma obra que já recebera pronta.
Só não foi deposto por conta e culpa da incompetência dos partidos que lhe faziam oposição, e só se reelegeu a custa de intenso uso da máquina pública, e da negligência da Justiça Eleitoral que resolveu poupá-lo (ou teve medo de fazer cumprir a lei). Vivêssemos em um país sério, e por certo Lula teria naufragado diante da incompetência sim, mas também por conta da política de corrosão das instituições que patrocinou e ainda patrocina como meio de se manter no poder eternamente, tanto ele quanto seu partido, e a maneira corrupta como esta política é desenvolvida e implantada.
Por suas raízes sindicalistas, Lula nunca será do tipo de trabalhador construtor. Não ao menos de uma obra coletiva, de amplitude universalizada para o bem social. Sua “coletividade”, os companheiros sindicalistas, são tão ou mais vagabundos e preguiçosos do que ele, e gente deste tipo se interessa em agarrar-se a artimanhas que os sustente ao mínimo esforço. O petê foi, ao longo de sua trajetória, um partidão do não. Não ao trabalho, não aos projetos alheios, não a constituição atual que está aí, não às reformas, não a união nacional, não a um projeto sério de país, não a um esforço concentrado apartidário devotado a tornar um Brasil país de primeira linha. Durante muito tempo nunca aceitou coligar-se com quem quer que seja. Depois, convenceu-se que precisava ser um pouco mais maleável para poder chegar ao poder. E chegou. E uma vez instalado, tratou de privatizar o Estado para si mesmo. E sua ascensão junto aos mais pobres, se fez pelo combustível mais empregado: a greve. Fossem empresas públicas ou privadas, e atrás de cada greve lá estavam, sempre, PT, PC do B, CUT, mais juntando-se também o MST.
A crise do apagão é sintomático e bem característico do que seja um governo Lula. Observem que ninguém assume responsabilidade alguma. É um eterno empurra-empurra, marca do próprio Lula, que diante de crises e dificuldades trata de atribuir a culpa a terceiros, transferindo responsabilidades, que bem se sabe, são suas. A questão da segurança pública, a culpa é sempre da sociedade, das vítimas, nunca do governo. Apesar dos inúmeros planos lançados sob foguetório, o governo não cumpriu nenhum deles. A questão das estradas, foram quinhentos anos de abandono. Quando lançou um programa, o famoso tapa-buracos, sobrou buraco, e não faltou corrupção. A Aeronáutica desde 2004 adverte o governo da necessidade de urgentes providências para evitar a crise que ora atormenta o país. E nem assim se vê Lula tomado de coragem e humildade. Sempre se diz traído. Tal qual foi no mensalão, apesar de tantos o haverem advertido, e ele nunca ter esboçado um gesto para acabar com a lambança, até que ela estourou e ele candidamente (e descaradamente) declarar nada saber. E assim será sempre que o País precisar de um presidente com arrojo e competência: Lula nunca estará presente.
Portanto, tenho para mim, como muitas vezes já declarei, que Lula terá sido quando chegarmos a 2010 o maior anti-presidente que este país já pode ter. Seu governo é pífio e ridículo às últimas. Suas políticas “públicas”, se constituem muito mais em políticas de privatização petista do Estado brasileiro. Os méritos, ao final, e apesar do marketing vendê-lo como tal, terão sido as obras do Estado que recebeu pronto. E no que puder destruir, ele o fará.
A crise que Lula abriu com o comando da Aeronáutica, vocês identificam um modo de ação de tudo o que o petê, e aqui mais propriamente o próprio Lula, são capazes de realizar: um governo movido ao combustível dos aplausos. Não importa quão ridículo e nefasto o ato ou a decisão que se toma: o importante é agradar à torcida. Mesmo que a propaganda custe caro para vender a falsa idéia. Lula é incompetente como governante pela simples razão de que permanece no palanque e se comporta como um sindicalista pelego e retrógrado. Não tem comando, porque a ideologia de seu partido é o do desmanche. Não tem direção, porque o projeto do partido é o de poder, não de governo.
E seguimos andando contra a razão porque para o petê o caos é o estado natural para a implantação do socialismo burro e esquizofrênico, mas cujo resultado final agrada aos militantes: ocupação plena de todas as instâncias do Estado, no qual se locupletam à custa da miséria do restante do país. E não miséria econômica apenas: miséria moral, miséria intelectual, miséria profissional. Nação teleguiada para servir aos senhores donatários do Estado, e que para não morrerem de fome e faltar mão de obra escrava para manter o sustento dos vagabundos da Casa Grande, enchem as senzalas de bolsa miséria. E disto já falamos durante a campanha.
Sendo assim, Lula continua cavando um imenso fosso na qual pretende por a ferros a sociedade brasileira. Pelo menos aquela capaz de lhe opor resistência. O aparelhamento do Estado é bem sintomático. E em todas as direções o que se vê é falta de comando, é balbúrdia, é desorganização, é corrupção, é compra-venda de consciências, tudo tramado nas teias de um partido pervertido na sua própria essência, e na sua própria história. Não se pode acreditar que aqueles que sempre cruzaram os braços e se negaram em construir um país melhor, vão agora ter competência e energia para agirem de modo diferente. A ociosidade tornou-se o combustível móvel de sua ignorância.
E assim é o Brasil que vivemos. O pouco que consegue crescer é apenas na mudança da estatística. E se vende esta falsa imagem como a glória da patifaria disfarçada, quando no fundo o que se tem é uma mediocridade expandida, comandada pela bestialidade das almas que se vendem pelas luzes da propaganda enganosa.
Engane-se quem quiser. Não acredito em Lula e no petê desde que se fundaram. Quem se põem contra o progresso da sociedade, quem vende ilusões de paraísos construídos no “não” trabalho, não tem capacidade para ir muito longe em busca de país melhor. Muito do que se disse aqui durante a campanha, e para o qual não faltaram críticas e ofensas, pouco a pouco foi se consolidando e ainda está, como verdades cristalinas. E na questão do apagão, e mais especificamente na questão da contra-ordem que Lula deu quanto as decisões do comando da Aeronáutica, ele somente voltou atrás, por conta de ter se apercebido que colocara em cheque sua própria sobrevivência como presidente. Seu ato insano e inconstitucional, o levaria certamente a julgamento pelo STF, que se não acovardado novamente, e cioso de defender a constituição, o condenaria por crime de responsabilidade. Apenas esta foi a razão de Lula haver recuado. Não pense que ele se interessou em algum momento em beneficiar todos os agentes envolvidos no processo, passageiros inclusive.
Sendo assim, e como nas demais crises que este governo armou ele próprio, continuo sem acreditar em final feliz. Não que anteveja algum golpe de estado. O que é perfeitamente identificável é que o país segue desgovernado ladeira abaixo. Apesar dos resultados econômicos, muito mais pelo foi feito antes de Lula chegar ao poder, e pelos ventos favoráveis da economia mundial, do que por ações e medidas tomadas a partir de 2003. O que se vê é uma total cisão social, ruptura perigosa para uma desagregação ampla por todo o país. E não se trata de uma visão conservadora, não. É uma visão de que movido pelo caos, o país só tende a agravar sua enorme distância que nos separa do mundo civilizado. É a barbárie mesmo. E não há no horizonte, perspectivas de que sob o governo Lula, venhamos a reverter este processo. A preocupação deve nos atormentar para o que virá pós Lula. E um pós com o petê na oposição, e estando espalhado em todos os escalões do Estado brasileiro. Portanto, precisamos rezar para a crise aérea se desvanecer rápido. Afinal, dentro de pouco tempo precisaremos de aeroportos desafogados. Porque ou bem você aceita a mediocridade e a barbárie instalada e trata de se virar com ela aderindo à moda antiga, talvez até por falta de alternativa, ou trata de embarcar no primeiro vôo, sem bilhete de volta. O que se lamenta é que para repor o que jogamos fora com Lula no poder, demandará pelos duas a três gerações sacrificadas e devotadas a varrer do cenário todo ranço que estes imbecis tenha deixado. Acreditem: não será fácil transferirmos para nossos filhos este país caótico que se está montando.
Aliás, isto nos faz lembrar do Barão de Rio Branco quando disse: “No Brasil só duas coisas são organizadas: a desordem e o carnaval”. Por mais paradoxal que possa parecer, acreditem, até a organização da nossa desordem o petê está conseguindo destruir. Haja competência !!!
Ricardo Kotscho escreveu um livro no ano passado descrevendo parte do dia-a-dia do Lula como presidente e parte das campanhas eleitorais. Ricardo, só para lembrar, foi um jornalista que passou muito tempo ao lado de Lula, e que um dia resolveu contar detalhes desta figura caricata que parte da mídia retrógrada nacional, adora endeusar. No fundo, Lula é uma espécie de figura bizarra que soube aproveitar suas características de pelego sindical com a habilidade de negociador chantagista, em um determinado momento da história brasileira, mas que teve a capacidade de se manter sob o fio da navalha da ditadura militar para fazer uma política populista, devotada ao discurso vazio movido a ranço ideológico.
Não que Lula seja um luminar de idéias. Ele é, sim, de fato, um aproveitador. Não é de hoje que digo ser esta figura uma miragem distante da que alguns admiram e se curvam. Observem, a começar, seus discursos: sempre se endereçam ao um público distinto. Não se identifica uma linha coerente de pensamento político. Sempre é feito para agradar especificamente aqueles que o ouvem, mesmo que contraditório, muitas vezes, do que ele próprio tenha dito em outros discursos para platéias diferentes.
Porém, saindo do discurso para a vida diária, o que se vê é um bufão arrogante, inculto totalmente para comandar pessoas mais bem preparadas e que, na falta de argumentos para convencer, vai no berro e no palavrão, impondo sua vontade. A arma não é o argumento sensato: é a chantagem emocional, pelo fato da mãe analfabeta, ser ex-metalúrgico, pobre, semi-letrado, e por aí vai.
E regra geral, decisões que Lula toma são sempre do agrado do “povão”, por mais que os prejudique. A propaganda, o marketing presidencial tem este efeito. Mas na verdade, analisadas sob a linha da prudência e da razão, suas decisões mais prejudicam do que ao contrário. Sobre este tema, inclusive, dedicaremos algum artigo específico. Aqui é importante destacar o presidente ser ou não um governante com capacidade de comando.
Já defendo a idéia há muito tempo para não ficar, apenas agora e de maneira oportunista, me alinhando aqueles que começam a perceber um detalhe curioso sobre esta personalidade bizarra investida de mandato presidencial: Lula, com o discurso fácil, assimilável para públicos distintos, portanto falsos, e muitas vezes aproveitando-se de certas fraquezas de grupos nos quais perambula, é apenas um aproveitador barato. Nada além disso. Discordo de quantos lhe atribuem o tal “carisma”, ou a capacidade de “liderar”.
Lula teve sua ambição de ser presidente do país em cima de propostas falsas promessas (que se sabia não serem possíveis de se cumprir), em cima de falsos mitos apregoados pelos esquerdopatas nacionais. Alcançado o objetivo, para ele ali terminou a escada de ascensão política, e começava a de construção do mito. Em nenhum destes momentos está o interesse do país. Tanto que as coisas que deram certo em seu primeiro mandato, não foi ele quem construiu. Tratou apenas de vender a idéia de que era construtor de uma obra que já recebera pronta.
Só não foi deposto por conta e culpa da incompetência dos partidos que lhe faziam oposição, e só se reelegeu a custa de intenso uso da máquina pública, e da negligência da Justiça Eleitoral que resolveu poupá-lo (ou teve medo de fazer cumprir a lei). Vivêssemos em um país sério, e por certo Lula teria naufragado diante da incompetência sim, mas também por conta da política de corrosão das instituições que patrocinou e ainda patrocina como meio de se manter no poder eternamente, tanto ele quanto seu partido, e a maneira corrupta como esta política é desenvolvida e implantada.
Por suas raízes sindicalistas, Lula nunca será do tipo de trabalhador construtor. Não ao menos de uma obra coletiva, de amplitude universalizada para o bem social. Sua “coletividade”, os companheiros sindicalistas, são tão ou mais vagabundos e preguiçosos do que ele, e gente deste tipo se interessa em agarrar-se a artimanhas que os sustente ao mínimo esforço. O petê foi, ao longo de sua trajetória, um partidão do não. Não ao trabalho, não aos projetos alheios, não a constituição atual que está aí, não às reformas, não a união nacional, não a um projeto sério de país, não a um esforço concentrado apartidário devotado a tornar um Brasil país de primeira linha. Durante muito tempo nunca aceitou coligar-se com quem quer que seja. Depois, convenceu-se que precisava ser um pouco mais maleável para poder chegar ao poder. E chegou. E uma vez instalado, tratou de privatizar o Estado para si mesmo. E sua ascensão junto aos mais pobres, se fez pelo combustível mais empregado: a greve. Fossem empresas públicas ou privadas, e atrás de cada greve lá estavam, sempre, PT, PC do B, CUT, mais juntando-se também o MST.
A crise do apagão é sintomático e bem característico do que seja um governo Lula. Observem que ninguém assume responsabilidade alguma. É um eterno empurra-empurra, marca do próprio Lula, que diante de crises e dificuldades trata de atribuir a culpa a terceiros, transferindo responsabilidades, que bem se sabe, são suas. A questão da segurança pública, a culpa é sempre da sociedade, das vítimas, nunca do governo. Apesar dos inúmeros planos lançados sob foguetório, o governo não cumpriu nenhum deles. A questão das estradas, foram quinhentos anos de abandono. Quando lançou um programa, o famoso tapa-buracos, sobrou buraco, e não faltou corrupção. A Aeronáutica desde 2004 adverte o governo da necessidade de urgentes providências para evitar a crise que ora atormenta o país. E nem assim se vê Lula tomado de coragem e humildade. Sempre se diz traído. Tal qual foi no mensalão, apesar de tantos o haverem advertido, e ele nunca ter esboçado um gesto para acabar com a lambança, até que ela estourou e ele candidamente (e descaradamente) declarar nada saber. E assim será sempre que o País precisar de um presidente com arrojo e competência: Lula nunca estará presente.
Portanto, tenho para mim, como muitas vezes já declarei, que Lula terá sido quando chegarmos a 2010 o maior anti-presidente que este país já pode ter. Seu governo é pífio e ridículo às últimas. Suas políticas “públicas”, se constituem muito mais em políticas de privatização petista do Estado brasileiro. Os méritos, ao final, e apesar do marketing vendê-lo como tal, terão sido as obras do Estado que recebeu pronto. E no que puder destruir, ele o fará.
A crise que Lula abriu com o comando da Aeronáutica, vocês identificam um modo de ação de tudo o que o petê, e aqui mais propriamente o próprio Lula, são capazes de realizar: um governo movido ao combustível dos aplausos. Não importa quão ridículo e nefasto o ato ou a decisão que se toma: o importante é agradar à torcida. Mesmo que a propaganda custe caro para vender a falsa idéia. Lula é incompetente como governante pela simples razão de que permanece no palanque e se comporta como um sindicalista pelego e retrógrado. Não tem comando, porque a ideologia de seu partido é o do desmanche. Não tem direção, porque o projeto do partido é o de poder, não de governo.
E seguimos andando contra a razão porque para o petê o caos é o estado natural para a implantação do socialismo burro e esquizofrênico, mas cujo resultado final agrada aos militantes: ocupação plena de todas as instâncias do Estado, no qual se locupletam à custa da miséria do restante do país. E não miséria econômica apenas: miséria moral, miséria intelectual, miséria profissional. Nação teleguiada para servir aos senhores donatários do Estado, e que para não morrerem de fome e faltar mão de obra escrava para manter o sustento dos vagabundos da Casa Grande, enchem as senzalas de bolsa miséria. E disto já falamos durante a campanha.
Sendo assim, Lula continua cavando um imenso fosso na qual pretende por a ferros a sociedade brasileira. Pelo menos aquela capaz de lhe opor resistência. O aparelhamento do Estado é bem sintomático. E em todas as direções o que se vê é falta de comando, é balbúrdia, é desorganização, é corrupção, é compra-venda de consciências, tudo tramado nas teias de um partido pervertido na sua própria essência, e na sua própria história. Não se pode acreditar que aqueles que sempre cruzaram os braços e se negaram em construir um país melhor, vão agora ter competência e energia para agirem de modo diferente. A ociosidade tornou-se o combustível móvel de sua ignorância.
E assim é o Brasil que vivemos. O pouco que consegue crescer é apenas na mudança da estatística. E se vende esta falsa imagem como a glória da patifaria disfarçada, quando no fundo o que se tem é uma mediocridade expandida, comandada pela bestialidade das almas que se vendem pelas luzes da propaganda enganosa.
Engane-se quem quiser. Não acredito em Lula e no petê desde que se fundaram. Quem se põem contra o progresso da sociedade, quem vende ilusões de paraísos construídos no “não” trabalho, não tem capacidade para ir muito longe em busca de país melhor. Muito do que se disse aqui durante a campanha, e para o qual não faltaram críticas e ofensas, pouco a pouco foi se consolidando e ainda está, como verdades cristalinas. E na questão do apagão, e mais especificamente na questão da contra-ordem que Lula deu quanto as decisões do comando da Aeronáutica, ele somente voltou atrás, por conta de ter se apercebido que colocara em cheque sua própria sobrevivência como presidente. Seu ato insano e inconstitucional, o levaria certamente a julgamento pelo STF, que se não acovardado novamente, e cioso de defender a constituição, o condenaria por crime de responsabilidade. Apenas esta foi a razão de Lula haver recuado. Não pense que ele se interessou em algum momento em beneficiar todos os agentes envolvidos no processo, passageiros inclusive.
Sendo assim, e como nas demais crises que este governo armou ele próprio, continuo sem acreditar em final feliz. Não que anteveja algum golpe de estado. O que é perfeitamente identificável é que o país segue desgovernado ladeira abaixo. Apesar dos resultados econômicos, muito mais pelo foi feito antes de Lula chegar ao poder, e pelos ventos favoráveis da economia mundial, do que por ações e medidas tomadas a partir de 2003. O que se vê é uma total cisão social, ruptura perigosa para uma desagregação ampla por todo o país. E não se trata de uma visão conservadora, não. É uma visão de que movido pelo caos, o país só tende a agravar sua enorme distância que nos separa do mundo civilizado. É a barbárie mesmo. E não há no horizonte, perspectivas de que sob o governo Lula, venhamos a reverter este processo. A preocupação deve nos atormentar para o que virá pós Lula. E um pós com o petê na oposição, e estando espalhado em todos os escalões do Estado brasileiro. Portanto, precisamos rezar para a crise aérea se desvanecer rápido. Afinal, dentro de pouco tempo precisaremos de aeroportos desafogados. Porque ou bem você aceita a mediocridade e a barbárie instalada e trata de se virar com ela aderindo à moda antiga, talvez até por falta de alternativa, ou trata de embarcar no primeiro vôo, sem bilhete de volta. O que se lamenta é que para repor o que jogamos fora com Lula no poder, demandará pelos duas a três gerações sacrificadas e devotadas a varrer do cenário todo ranço que estes imbecis tenha deixado. Acreditem: não será fácil transferirmos para nossos filhos este país caótico que se está montando.
Aliás, isto nos faz lembrar do Barão de Rio Branco quando disse: “No Brasil só duas coisas são organizadas: a desordem e o carnaval”. Por mais paradoxal que possa parecer, acreditem, até a organização da nossa desordem o petê está conseguindo destruir. Haja competência !!!