A produção de bens de capital, com sinal positivo para os investimentos, foi o destaque dos resultados da indústria em fevereiro. O setor industrial registrou expansão de 0,3% em relação a janeiro e de 3% na comparação com fevereiro do ano passado, acumulando aumento de 3,8% no primeiro bimestre de 2007. "Talvez o mais relevante é que a produção de bens de capital para fins industriais mantém o ritmo de crescimento, isso significa uma expansão da capacidade da economia e da indústria", disse o coordenador de indústria do IBGE, Silvio Sales.
Para ele, os dados mostraram o otimismo dos empresários. "Há uma expectativa favorável do meio empresarial em relação à economia e, por isso, há mais encomendas de máquinas e equipamentos. As empresas estão criando capacidade de oferta, aumentando a capacidade produtiva", avaliou.
No primeiro bimestre deste ano os bens de capital apresentaram crescimento de 16%, com expansão em todos os segmentos que compõem essa categoria. Sales destacou que a produção desses bens cresce velozmente - a expansão bimestral não ocorria na magnitude atual desde o primeiro bimestre de 2001 - apesar do aumento das importações desses produtos que expandiram, em volume, 31% no acumulado dos dois primeiros meses deste ano ante igual período do ano passado.
O economista observou também que a produção de bens de capital cresceu 14,3% em fevereiro ante igual mês do ano passado, em desempenho bem superior ao da indústria em geral e a expansão foi espalhada em todos os segmentos dessa categoria: bens de capital para uso misto (inclui computadores, com 23,6%), para transporte (6,3%), para fins industriais (8,7%) e agrícolas (11 3%).
Os técnicos do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) avaliaram, em documento sobre os dados do IBGE, que há uma indicação segura de aceleração do investimento o que, segundo eles, contribuirá para um crescimento maior da economia, sem pressões inflacionárias, em 2007.
Ao contrário do bom desempenho de bens de capital, a única categoria entre as quatro pesquisadas pelo IBGE a registrar queda na produção em fevereiro ante igual mês do ano passado foi a de bens de consumo duráveis (-2,9%), prejudicada especialmente pelo câmbio.
Petróleo
A indústria de refino de petróleo, que havia puxado para baixo os resultados da produção em janeiro, representou o principal impacto de alta para a expansão do setor industrial em fevereiro ante mês anterior. Com crescimento de 4 1% nessa base de comparação - após uma queda de 4,6% em janeiro, provocada por paralisações técnicas - esse segmento ficou a frente da material elétrico, eletrônico e de comunicações (7,4%) o segundo principal impacto) e alimentos (1,8%) entre as maiores influências de alta na produção industrial em fevereiro ante janeiro.
Para ele, os dados mostraram o otimismo dos empresários. "Há uma expectativa favorável do meio empresarial em relação à economia e, por isso, há mais encomendas de máquinas e equipamentos. As empresas estão criando capacidade de oferta, aumentando a capacidade produtiva", avaliou.
No primeiro bimestre deste ano os bens de capital apresentaram crescimento de 16%, com expansão em todos os segmentos que compõem essa categoria. Sales destacou que a produção desses bens cresce velozmente - a expansão bimestral não ocorria na magnitude atual desde o primeiro bimestre de 2001 - apesar do aumento das importações desses produtos que expandiram, em volume, 31% no acumulado dos dois primeiros meses deste ano ante igual período do ano passado.
O economista observou também que a produção de bens de capital cresceu 14,3% em fevereiro ante igual mês do ano passado, em desempenho bem superior ao da indústria em geral e a expansão foi espalhada em todos os segmentos dessa categoria: bens de capital para uso misto (inclui computadores, com 23,6%), para transporte (6,3%), para fins industriais (8,7%) e agrícolas (11 3%).
Os técnicos do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) avaliaram, em documento sobre os dados do IBGE, que há uma indicação segura de aceleração do investimento o que, segundo eles, contribuirá para um crescimento maior da economia, sem pressões inflacionárias, em 2007.
Ao contrário do bom desempenho de bens de capital, a única categoria entre as quatro pesquisadas pelo IBGE a registrar queda na produção em fevereiro ante igual mês do ano passado foi a de bens de consumo duráveis (-2,9%), prejudicada especialmente pelo câmbio.
Petróleo
A indústria de refino de petróleo, que havia puxado para baixo os resultados da produção em janeiro, representou o principal impacto de alta para a expansão do setor industrial em fevereiro ante mês anterior. Com crescimento de 4 1% nessa base de comparação - após uma queda de 4,6% em janeiro, provocada por paralisações técnicas - esse segmento ficou a frente da material elétrico, eletrônico e de comunicações (7,4%) o segundo principal impacto) e alimentos (1,8%) entre as maiores influências de alta na produção industrial em fevereiro ante janeiro.