Guilherme Fiúza, Política & Cia., NoMínimo
O presidente da Câmara dos Deputados ameaçou processar Arnaldo Jabor. O comentarista disse que os deputados deveriam ser presos porque suas verbas para gasolina dariam para duzentas voltas ao mundo.
Talvez o deputado Arlindo Chinaglia tenha razão. É o caso até de se examinar a proibição de certos tipos de ironia contra autoridades. Não porque sejam ofensivos – simplesmente porque não funcionam mais.
Nesse meio tempo, por exemplo, o deputado Miro Teixeira “denunciou” o grupo Casseta e Planeta por comparar os parlamentares às prostitutas. O problema é que o tal programa tinha ido ao ar seis anos antes. Mas a distração de Miro teve a sua utilidade. Serviu para mostrar que a comparação entre deputados e prostitutas não tem mais a menor graça.
A nova lei de imprensa poderia determinar o seguinte: estão expressamente proibidas a indignação velha, a piada pronta e a ironia de segunda mão.
Qualquer maledicência supostamente ácida contra “os políticos”, “o Bush”, “a Xuxa”, “os deputados” etc seria sumariamente punida com perda de mandato do comentarista, articulista ou humorista. O infrator seria condenado ainda a passar uma semana ouvindo as teses econômicas do professor Mangabeira Unger – para sentir na pele como é trágico perder a graça.
Arlindo Chinaglia tem toda razão. Num momento em que a Câmara dos Deputados está totalmente vendida ao Palácio do Planalto, essas farpas sobre verbas de gasolina são realmente um absurdo.
O presidente da Câmara dos Deputados ameaçou processar Arnaldo Jabor. O comentarista disse que os deputados deveriam ser presos porque suas verbas para gasolina dariam para duzentas voltas ao mundo.
Talvez o deputado Arlindo Chinaglia tenha razão. É o caso até de se examinar a proibição de certos tipos de ironia contra autoridades. Não porque sejam ofensivos – simplesmente porque não funcionam mais.
Nesse meio tempo, por exemplo, o deputado Miro Teixeira “denunciou” o grupo Casseta e Planeta por comparar os parlamentares às prostitutas. O problema é que o tal programa tinha ido ao ar seis anos antes. Mas a distração de Miro teve a sua utilidade. Serviu para mostrar que a comparação entre deputados e prostitutas não tem mais a menor graça.
A nova lei de imprensa poderia determinar o seguinte: estão expressamente proibidas a indignação velha, a piada pronta e a ironia de segunda mão.
Qualquer maledicência supostamente ácida contra “os políticos”, “o Bush”, “a Xuxa”, “os deputados” etc seria sumariamente punida com perda de mandato do comentarista, articulista ou humorista. O infrator seria condenado ainda a passar uma semana ouvindo as teses econômicas do professor Mangabeira Unger – para sentir na pele como é trágico perder a graça.
Arlindo Chinaglia tem toda razão. Num momento em que a Câmara dos Deputados está totalmente vendida ao Palácio do Planalto, essas farpas sobre verbas de gasolina são realmente um absurdo.