segunda-feira, maio 14, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Maluf usa Congresso para se proteger
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"O deputado federal Paulo Maluf (PP) iniciou uma batalha jurídica e política dentro do governo para tentar anular o pedido de prisão provisória expedido pela Justiça de Nova York, que o torna um procurado pela polícia em 184 países. O ex-prefeito de São Paulo alega que como representante do Congresso Nacional não pode ter seu direito de ir e vir impedido pelos EUA.

Maluf foi indiciado no início de março pela Promotoria Distrital de Nova York por lavagem de dinheiro. Ele foi acusado pela movimentação ilegal de US$ 11,6 milhões (equivalente a R$ 24 milhões) em uma conta do Safra National Bank, de Nova York, para legalizar recursos que teriam sido desviados das obras da Avenida Água Espraiada e do túnel Ayrton Senna - realizadas em seu governo".

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O DEM (ex-PFL) pode desaparecer, segundo Alcenir
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"A movimentação do PSDB nos últimos dias deixou claro o isolamento do DEM como oposição radical ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas o deputado Alceni Guerra (PR), que tem assento na direção partidária, diz que o problema do DEM é bem mais grave e não está no PSDB, e sim no Palácio do Planalto.

Alceni está convencido de que a nova ''grande performance'' do presidente Lula, que vem ensaiando fechar uma parceria com os Estados Unidos no setor do agronegócio, pode liquidar a base ruralista do DEM. E aí, pessimista, o deputado prevê: ''O partido, que não tem eleitorado urbano nem vocação para o lado social da política, não ficará apenas encurralado. O DEM pode desaparecer.''

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Sai Meirelles. Entra Marina no papel de vilã
De Ana Paula Scinocca em O Estado de S. Paulo

"Com menos de seis meses após a nova posse, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já tem como marca deste segundo mandato o fato de a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, ter virado uma espécie de Henrique Meirelles. Explica-se: as reclamações contra os juros e a equipe do presidente do Banco Central, apontados no primeiro mandato como supostos entraves ao ''espetáculo do crescimento'', foram substituídas pela queixa contra a ministra Marina, a equipe do Meio Ambiente e as licenças ambientais. No balanço da semana que passou, coube a eles o papel de vilões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Especialistas e políticos ouvidos pelo Estado - inclusive os da base aliada - temem que o governo na verdade enfrente problemas de gestão, mas prefira vender a idéia de que não se importa em fazer obras rifando o respeito ao ambiente".

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Minas vai ter mar

Minas Gerais não tem mar, mas ganhará um porto. Graças à amizade entre o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e o de Minas, Aécio Neves (PSDB) e ao apoio do governo federal os mineiros vão realizar um antigo sonho. Minas Gerais vai adquirir um pedacinho do litoral fluminense por módicos R$ 120 milhões. O preço, na verdade, nem vai voltar integralmente para os cofres do governo do Estado do Rio. O montante será usado para a restauração ambiental do terreno - que há anos abriga uma montanha de dejetos químicos - e para pagar passivos trabalhistas da Ingá Mercantil, empresa falida que atuava no local.

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Trabalho escravo em carvoarias
De Fellipe Awi em O Globo

"As carvoarias têm ganhado espaço na lista suja de trabalho escravo divulgada pelo Ministério do Trabalho. Na relação das que tiveram trabalhadores libertados pelo grupo móvel do ministério desde 2006, constam empresas como Carvoaria do Claudir (Goianésia), Carvoaria do Osvaldino (Goianésia) e Carvoaria do Carlinhos (Nova Ipixuna), nomes que dão mais um exemplo da informalidade do setor.

O Ministério Público do Trabalho de Marabá (PA) investiga cerca de 30 carvoarias acusadas de manter trabalhadores em condições análogas à escravidão. O número é considerado $representativo. Segundo os procuradores, os grupos móveis têm dificuldade de localizar as produtoras de carvão e seus responsáveis.

— Assim como ocorre em fazendas, o trabalho escravo nas carvoarias também é caracterizado pelas condições degradantes a que as pessoas são expostas. Eles bebem a água dos animais, não têm privacidade, comem comida estragada e moram debaixo de lonas — afirma um dos procuradores do Trabalho de Marabá, Adolfo Jacob".

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Chefe do Ministério público deve ser mantido no cargo
De Jailton de Carvalho em O Globo

"A dois meses do fim do mandato, o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, deve ser reconduzido ao cargo para mais dois anos à frente do Ministério Público Federal. Mesmo sendo o autor da denúncia do mensalão, tem a simpatia de Lula e do ministro da Justiça, Tarso Genro. O diretor da Polícia Federal, Paulo Lacerda, que chegou a ser convidado para presidir o Ibama, também deve permanecer no cargo por, pelo menos, mais um ano.

A denúncia do mensalão, elaborada a partir de investigações da Polícia Federal, atingiu petistas influentes no primeiro mandado do presidente Lula, entre eles o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu e o hoje deputado José Genoino (PT-SP). Isso não abalou o prestígio de Antonio Fernando no Planalto.

— Não há antipatia, nem reserva em relação a ele. Minha opinião pessoal é de que o trabalho dele foi digno e republicano — diz Tarso".

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Sem confiança na Justiça
Lauro Jardim, Radar da VEJA

"Uma pesquisa telefônica ainda inédita do Ibope mediu como anda a opinião dos brasileiros em relação à Justiça. O levantamento foi feito na semana passada, depois da Operação Hurricane. O julgamento é implacável: 54% dos entrevistados dizem não confiar no Judiciário e apenas 10% "confiam muito". Não é a maioria, mas deve ser motivo de reflexão do Judiciário quando 35% dos brasileiros consideram que "boa parte dos juízes é corrupta" (entre os jovens de 16 a 24 anos, esse descrédito é maior: 46% dizem o mesmo). Ainda não é uma sentença definitiva, mas a imagem do Judiciário está no fundo do poço".

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Cai o número de beneficiados pelo Bolsa Família
De Marta Salomon na Folha de S. Paulo

"O número de famílias que recebem Bolsa Família ficou pela primeira vez abaixo de 11 milhões desde que o governo Luiz Inácio Lula da Silva alcançou a meta de pagar o benefício a 11,1 milhões de famílias.

Em maio, o Bolsa Família pagará entre R$ 15 e R$ 95 a 10,8 milhões de famílias, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social. Três meses antes do primeiro turno das eleições, o governo cadastrou 1,8 milhão de famílias e bateu o recorde de 11,2 milhões de cartões.

A queda no volume de pagamentos em maio deve-se ao bloqueio do pagamento a 330.682 famílias que supostamente recebem mais do que R$ 120 mensais por pessoa - limite de renda admitida no principal programa de transferência de renda do governo federal".