Governo Lula e seu reencontro com a ditadura militar
Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
Dentre tanta coisa produzida no tempo da ditadura militar, três parecem ser admiradas por Lula: a primeira é a edição de pacotes. Havia pacotes para tudo. Na economia, na cultura, na educação, nos transportes. Lula adotou o critério, e até fez mais: adotou o pacotaço para embrulhar todos os outros juntos. De contrapeso, embrulhar a opinião pública.
O segundo é a cretina manipulação de estatísticas. Naquela época, como não havia o SIAFI, e somente o governo tinha acesso aos números oficiais, até que ficava fácil. Mas hoje, como ficou mais difícil enganar, assina-se um decreto estabelecendo que esta ou aquela informação são casos de segurança nacional, e pronto: os números ficam ocultos ao conhecimento do grande público, e se manobra livremente dentro da esperteza. Este é o caso dos cartões de crédito corporativos, tremenda caixa preta para embalsamar as vigarices com despesas feitas livremente, sem fiscalização e sem prestação de contas.
O terceiro é a censura. Ah como esta gente democrática adora uma censura. Tentaram a lei da mordaça no Ministério Público no primeiro mandato, mesmo período em que por duas vezes tentaram cercear a liberdade de imprensa. Na última então, a cretinice subiu ao teto. Sem diploma de jornalista, até chargista perderia o emprego, ele e mais umas vinte e tantas categorias de profissionais que trabalham nas redações. Uma aberração.
Para o segundo mandato, então, o cardápio de ações clonadas da ditadura militar ao que parece irá se reproduzir ao infinito. Dentro do campo da censura, se acena com políticas de “democratização” dos meios de comunicação. O governo como querendo ensinar missa ao padre, está já em pleno trabalho da montagem de uma TV pública, apesar das tantas já existentes no país. Mas o PT precisa de um canal aberto para propagar seu ranço do atraso e do autoritarismo.
Mas a coisa não fica por aí: havia no tempo dos presidentes-militares um órgão herdado da ditadura Vargas, chamado de DOPS. Era ali que toda a produção cultural do país passava pelo crivo prévio dos censores. Gente boa. Toda a insinuação de crítica ao governo era cortada. Até o que eles entendiam por crítica, os “sábios” tacavam a tesoura. E dane-se futebol clube. Era o governo quem escolhia o que o povo podia ou não assistir, ler e ouvir.
Lula agora faz a mesma coisa. Sem tirar nem por. Criou nos antros do tal Ministério que um dia foi de Justiça, agora sob o comando do rolando lero do Planalto, Tarso Genro, uma espécie de secretaria de censores, cuja missão “democrática” é a de dizer em que horário tal e qual programa deverá ser exibido pelas emissoras de tevê aberta. Ora se é aberta, prá quê a censura?
Num outro artigo que editamos na coluna TRAPOS E FARRAPOS..., já havíamos alertado para esta “coincidência” de Lula guiar seu governo aos moldes do regime militar. Coisa assim de síndrome de Estocolmo. Parece que aqueles trinta e poucos dias em que o prenderam, por conta dos quais ele recebe uma “insignificante” e vitalícia aposentadoria de R$ 4,2 mil por mês, enquanto os trabalhadores em pele e osso precisam dar um duro danado por pelo menos trinta e cinco anos para receberem um salário de gorjeta, fizeram de Lula um homem digamos, mais ... simpatizante com seus algozes do passado.
Sim, o sábio que nos desgoverna já elogiou publicamente o regime militar. Em palanque. Em cerimônia no Planalto, ele já confessou que naquele tempo isto, ou aquilo, que havia desenvolvimento, etc.
Nos posts que se seguirão, vamos reproduzir artigos da imprensa onde até um “especialista” colabora para a cumplicidade da censura prévia. Claro, nestas horas, sempre há um “especialista” para abonar a cretinice. Como se mais ninguém no país pudesse pensar diferente do canalha. Há a notícia da justiça ter suspendido os efeitos do decreto do Ministério de Censores, e, nem poderia ser diferente, há uma explicação do Genro e sua “preocupação” com a suspensão da medida editada em seus porões.
Ah, sim, existe uma constituição no País que simplesmente mandou para o espaço a censura à livre manifestação. Como ainda Lula, se quiser, também pode mudar a constituição, maioria para isso ele tem, no sentido de dar legalidade à sua ilegalidade. É interessante ver que estes “lutadores” contra o regime militar, ao chegarem no poder, não param de tentar copiar o mesmo autoritarismo e tirania contra os quais se rebelaram.
Na verdade, como a história contemporânea brasileira é contada com diferentes versões, poucos sabem que havia naquela época três movimentos bastante distintos. Um, o próprio regime ditatorial. Este, por sua conta e com financiamento americano, lutava para impedir o comunismo se expandir e se instalar no país. Contrariamente, havia os comunistas de carteirinha que pretendiam, sob orientação da antiga URSS e Cuba de Fidel Castro, instalar uma ditadura socialista. A maioria de seus militantes ainda permanece solta por aí. Sua antiga utopia não morreu, permanece viva. Mudaram-se os métodos de se perseguir aquele caminho, para chegarem à realização de seu sonho. E, contra qualquer ditadura, havia um terceiro movimento, a maioria de estudantes e professores universitários. Estes queriam democracia, liberdade a qualquer preço. Sua grande maioria foi presa e exilada. Outros torturados, outros mortos no cárcere.
Lula e seus companheiros, que mais tarde fundariam o PT, pertenciam à segunda turma. Sua luta não foi pelas liberdades democráticas. Entrou na caravana por puro oportunismo, uma vez que o movimento de liberdade era um anseio maior e que atingia toda a nação. Porém, não houvesse ditadura militar nenhuma para ser combatida e derrubada, os companheiros e camaradas não depositariam armas para continuar sua vida normalmente. Para eles, havia um desejo maior: comiam e dormiam com comunismo. Mais tarde, com a queda do muro de Berlim e o esfacelamento da URSS, mudaram a máscara, mas o ideal permaneceu o mesmo. Assumiram-se como socialistas. Hoje, este é o grupo que está no poder. Impossível acreditá-los como rendidos à democracia. E quando este ranço “socialista” aflora em ações de governo, acabam deixando à mostra o cheiro que exala de sua ideologia que jamais enterraram.
A tentativa de ressuscitar a censura prévia no país, assim como todas as demais ações que vão na mesma direção, é sintomático de uma doença da qual permanecem portadores: neles dormita inconsolável o sentimento de tirania socialista. A mesma que já vitimou pelo mundo mais de cem milhões de pessoas em nome de sua utopia. Claro, sempre há defensores para mascarar (ou tentar ao menos) toda a ópera bufa na qual se encena um paraíso. Abertas as portas da gamela, o que se vê é o próprio inferno, Lula trajando Mefistófeles.
Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
Dentre tanta coisa produzida no tempo da ditadura militar, três parecem ser admiradas por Lula: a primeira é a edição de pacotes. Havia pacotes para tudo. Na economia, na cultura, na educação, nos transportes. Lula adotou o critério, e até fez mais: adotou o pacotaço para embrulhar todos os outros juntos. De contrapeso, embrulhar a opinião pública.
O segundo é a cretina manipulação de estatísticas. Naquela época, como não havia o SIAFI, e somente o governo tinha acesso aos números oficiais, até que ficava fácil. Mas hoje, como ficou mais difícil enganar, assina-se um decreto estabelecendo que esta ou aquela informação são casos de segurança nacional, e pronto: os números ficam ocultos ao conhecimento do grande público, e se manobra livremente dentro da esperteza. Este é o caso dos cartões de crédito corporativos, tremenda caixa preta para embalsamar as vigarices com despesas feitas livremente, sem fiscalização e sem prestação de contas.
O terceiro é a censura. Ah como esta gente democrática adora uma censura. Tentaram a lei da mordaça no Ministério Público no primeiro mandato, mesmo período em que por duas vezes tentaram cercear a liberdade de imprensa. Na última então, a cretinice subiu ao teto. Sem diploma de jornalista, até chargista perderia o emprego, ele e mais umas vinte e tantas categorias de profissionais que trabalham nas redações. Uma aberração.
Para o segundo mandato, então, o cardápio de ações clonadas da ditadura militar ao que parece irá se reproduzir ao infinito. Dentro do campo da censura, se acena com políticas de “democratização” dos meios de comunicação. O governo como querendo ensinar missa ao padre, está já em pleno trabalho da montagem de uma TV pública, apesar das tantas já existentes no país. Mas o PT precisa de um canal aberto para propagar seu ranço do atraso e do autoritarismo.
Mas a coisa não fica por aí: havia no tempo dos presidentes-militares um órgão herdado da ditadura Vargas, chamado de DOPS. Era ali que toda a produção cultural do país passava pelo crivo prévio dos censores. Gente boa. Toda a insinuação de crítica ao governo era cortada. Até o que eles entendiam por crítica, os “sábios” tacavam a tesoura. E dane-se futebol clube. Era o governo quem escolhia o que o povo podia ou não assistir, ler e ouvir.
Lula agora faz a mesma coisa. Sem tirar nem por. Criou nos antros do tal Ministério que um dia foi de Justiça, agora sob o comando do rolando lero do Planalto, Tarso Genro, uma espécie de secretaria de censores, cuja missão “democrática” é a de dizer em que horário tal e qual programa deverá ser exibido pelas emissoras de tevê aberta. Ora se é aberta, prá quê a censura?
Num outro artigo que editamos na coluna TRAPOS E FARRAPOS..., já havíamos alertado para esta “coincidência” de Lula guiar seu governo aos moldes do regime militar. Coisa assim de síndrome de Estocolmo. Parece que aqueles trinta e poucos dias em que o prenderam, por conta dos quais ele recebe uma “insignificante” e vitalícia aposentadoria de R$ 4,2 mil por mês, enquanto os trabalhadores em pele e osso precisam dar um duro danado por pelo menos trinta e cinco anos para receberem um salário de gorjeta, fizeram de Lula um homem digamos, mais ... simpatizante com seus algozes do passado.
Sim, o sábio que nos desgoverna já elogiou publicamente o regime militar. Em palanque. Em cerimônia no Planalto, ele já confessou que naquele tempo isto, ou aquilo, que havia desenvolvimento, etc.
Nos posts que se seguirão, vamos reproduzir artigos da imprensa onde até um “especialista” colabora para a cumplicidade da censura prévia. Claro, nestas horas, sempre há um “especialista” para abonar a cretinice. Como se mais ninguém no país pudesse pensar diferente do canalha. Há a notícia da justiça ter suspendido os efeitos do decreto do Ministério de Censores, e, nem poderia ser diferente, há uma explicação do Genro e sua “preocupação” com a suspensão da medida editada em seus porões.
Ah, sim, existe uma constituição no País que simplesmente mandou para o espaço a censura à livre manifestação. Como ainda Lula, se quiser, também pode mudar a constituição, maioria para isso ele tem, no sentido de dar legalidade à sua ilegalidade. É interessante ver que estes “lutadores” contra o regime militar, ao chegarem no poder, não param de tentar copiar o mesmo autoritarismo e tirania contra os quais se rebelaram.
Na verdade, como a história contemporânea brasileira é contada com diferentes versões, poucos sabem que havia naquela época três movimentos bastante distintos. Um, o próprio regime ditatorial. Este, por sua conta e com financiamento americano, lutava para impedir o comunismo se expandir e se instalar no país. Contrariamente, havia os comunistas de carteirinha que pretendiam, sob orientação da antiga URSS e Cuba de Fidel Castro, instalar uma ditadura socialista. A maioria de seus militantes ainda permanece solta por aí. Sua antiga utopia não morreu, permanece viva. Mudaram-se os métodos de se perseguir aquele caminho, para chegarem à realização de seu sonho. E, contra qualquer ditadura, havia um terceiro movimento, a maioria de estudantes e professores universitários. Estes queriam democracia, liberdade a qualquer preço. Sua grande maioria foi presa e exilada. Outros torturados, outros mortos no cárcere.
Lula e seus companheiros, que mais tarde fundariam o PT, pertenciam à segunda turma. Sua luta não foi pelas liberdades democráticas. Entrou na caravana por puro oportunismo, uma vez que o movimento de liberdade era um anseio maior e que atingia toda a nação. Porém, não houvesse ditadura militar nenhuma para ser combatida e derrubada, os companheiros e camaradas não depositariam armas para continuar sua vida normalmente. Para eles, havia um desejo maior: comiam e dormiam com comunismo. Mais tarde, com a queda do muro de Berlim e o esfacelamento da URSS, mudaram a máscara, mas o ideal permaneceu o mesmo. Assumiram-se como socialistas. Hoje, este é o grupo que está no poder. Impossível acreditá-los como rendidos à democracia. E quando este ranço “socialista” aflora em ações de governo, acabam deixando à mostra o cheiro que exala de sua ideologia que jamais enterraram.
A tentativa de ressuscitar a censura prévia no país, assim como todas as demais ações que vão na mesma direção, é sintomático de uma doença da qual permanecem portadores: neles dormita inconsolável o sentimento de tirania socialista. A mesma que já vitimou pelo mundo mais de cem milhões de pessoas em nome de sua utopia. Claro, sempre há defensores para mascarar (ou tentar ao menos) toda a ópera bufa na qual se encena um paraíso. Abertas as portas da gamela, o que se vê é o próprio inferno, Lula trajando Mefistófeles.
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É bom que o país se mobilize contra esta praga: ela contamina o corpo social, anestesia as mentes dos “intelectuais”, aniquila os pensamentos dos contrários, e se espalha feito epidemia por toda a sociedade. O resultado que se tem ao final do processo, é uma sociedade sem capacidade de reação. Toda entregue à sanha louca destes “pais” do atraso.
Porém não se enganem: no caso da censura, seja aos órgãos de imprensa, como da livre manifestação de expressão, é apenas uma face deste poliedro: no fundo, este vírus segue um método multifacetado de impor seu pensamento medíocre em todas as direções. Não basta, portanto, combatê-lo apenas em um dos campos em que ele atua, é preciso ter uma gama ampliada de recursos para impedir sua propagação. E preparem-se: caso vitoriosa a tentativa do governo em relação à censura prévia na programação das tevês abertas, os próximos passos serão a grande imprensa do rádio e a escrita, além, é claro, da internet.
É bom que o país se mobilize contra esta praga: ela contamina o corpo social, anestesia as mentes dos “intelectuais”, aniquila os pensamentos dos contrários, e se espalha feito epidemia por toda a sociedade. O resultado que se tem ao final do processo, é uma sociedade sem capacidade de reação. Toda entregue à sanha louca destes “pais” do atraso.
Porém não se enganem: no caso da censura, seja aos órgãos de imprensa, como da livre manifestação de expressão, é apenas uma face deste poliedro: no fundo, este vírus segue um método multifacetado de impor seu pensamento medíocre em todas as direções. Não basta, portanto, combatê-lo apenas em um dos campos em que ele atua, é preciso ter uma gama ampliada de recursos para impedir sua propagação. E preparem-se: caso vitoriosa a tentativa do governo em relação à censura prévia na programação das tevês abertas, os próximos passos serão a grande imprensa do rádio e a escrita, além, é claro, da internet.