Comentando a Notícia
Sob o título de “O México é exemplo para nós?”, a revista EXAME que está nas bancas, publica excelente reportagem de Marcego Onaga, onde o objetivo é demonstrar que o grau de investimento para a economia pode não representar a panacéia que se imagina.
A reportagem procura enfatizar os pontos comuns e no que diferem as economias mexicana e brasileira, e mostrar assim que, o México, apesar de contar com grau de investimento desde março de 2000, isto não apresentou para o país o salto de qualidade que se esperava. E por uma razão que se assemelha ao caso brasileiro: não se implantaram por lá as reformas necessárias para oxigenar a economia mexicana de seus gargalos e, deste modo, atrair o capital estrangeiro necessários para permitir o salto de qualidade imaginado.
A seguir, transcreveremos alguns trechos a reportagem para que o leitor possa perceber os alertas que devemos atentar, no sentido de ficarmos ao modo mexicano, sentado em cima de uma conquista que é apenas um dos muitos sinais a caracterizar uma economia como atraente ao investimento.
Um dos pontos que por aqui muito se cobra da autoridade econômica é a questão dos juros. De fato, durante muito tempo nossos juros estiveram nas nuvens e, apesar do declínio, ainda é a maior do planeta, mas já em níveis mais suportáveis.
Mas os juros só não representa o entrave maior ao nossos crescimento. É o conjunto da obra: juros conjugados com falta de segurança jurídica, burocracia asfixiante, carga tributária elevadíssima, infra-estrutura sucateada e até o baixo nível de escolaridade do trabalhador médio brasileiro. Quando se olha para o PAC do governo federal, o que se percebe é que se está atacando apenas a questão da infra-estrutura. Mas e o resto ? Apesar da queda nos juros, a carga tributária permanece inalterada, a burocracia idem e a segurança jurídica sequer se sinaliza alguma mexida. Daí porque ser o caso mexicano muito oportuno de se olhar e analisar para que não tenhamos o mesmo sentimento de frustração. Claro que para o México sair da situação em que se encontrava em 1982, passando ainda por um período de autoritarismo e populismo capenga e imbecil, chegando ao nível atual, sem dúvida que já foi um passo gigantesco de melhorias. Mas percebe-se que sem as reformas que ainda se exige, tanto lá quanto por aqui, a tendência é um ritmo muito menor do que poderia avançar, e até para aproveitar a excelente fase de bonança vivida pela economia mundial.
A transcrição dos principais trechos segue no post seguinte. Ao final, link para acessar a matéria completa (assinantes).
Sob o título de “O México é exemplo para nós?”, a revista EXAME que está nas bancas, publica excelente reportagem de Marcego Onaga, onde o objetivo é demonstrar que o grau de investimento para a economia pode não representar a panacéia que se imagina.
A reportagem procura enfatizar os pontos comuns e no que diferem as economias mexicana e brasileira, e mostrar assim que, o México, apesar de contar com grau de investimento desde março de 2000, isto não apresentou para o país o salto de qualidade que se esperava. E por uma razão que se assemelha ao caso brasileiro: não se implantaram por lá as reformas necessárias para oxigenar a economia mexicana de seus gargalos e, deste modo, atrair o capital estrangeiro necessários para permitir o salto de qualidade imaginado.
A seguir, transcreveremos alguns trechos a reportagem para que o leitor possa perceber os alertas que devemos atentar, no sentido de ficarmos ao modo mexicano, sentado em cima de uma conquista que é apenas um dos muitos sinais a caracterizar uma economia como atraente ao investimento.
Um dos pontos que por aqui muito se cobra da autoridade econômica é a questão dos juros. De fato, durante muito tempo nossos juros estiveram nas nuvens e, apesar do declínio, ainda é a maior do planeta, mas já em níveis mais suportáveis.
Mas os juros só não representa o entrave maior ao nossos crescimento. É o conjunto da obra: juros conjugados com falta de segurança jurídica, burocracia asfixiante, carga tributária elevadíssima, infra-estrutura sucateada e até o baixo nível de escolaridade do trabalhador médio brasileiro. Quando se olha para o PAC do governo federal, o que se percebe é que se está atacando apenas a questão da infra-estrutura. Mas e o resto ? Apesar da queda nos juros, a carga tributária permanece inalterada, a burocracia idem e a segurança jurídica sequer se sinaliza alguma mexida. Daí porque ser o caso mexicano muito oportuno de se olhar e analisar para que não tenhamos o mesmo sentimento de frustração. Claro que para o México sair da situação em que se encontrava em 1982, passando ainda por um período de autoritarismo e populismo capenga e imbecil, chegando ao nível atual, sem dúvida que já foi um passo gigantesco de melhorias. Mas percebe-se que sem as reformas que ainda se exige, tanto lá quanto por aqui, a tendência é um ritmo muito menor do que poderia avançar, e até para aproveitar a excelente fase de bonança vivida pela economia mundial.
A transcrição dos principais trechos segue no post seguinte. Ao final, link para acessar a matéria completa (assinantes).