Lula diz que imprensa não deve mostrar o mostrar o país violento
O presidente Lula afirmou nesta quarta-feira que não quer que a imprensa mostre a violência que acontece no país. Segundo o presidente, isso desestimula os brasileiros a viajarem para outros estados.
O presidente Lula afirmou nesta quarta-feira que não quer que a imprensa mostre a violência que acontece no país. Segundo o presidente, isso desestimula os brasileiros a viajarem para outros estados.
“O que a gente vê de bonito na imprensa brasileira? Não tem. Se fala de Pernambuco, é morte. Se fala do Ceará, é morte. Se fala da Bahia, é morte. Daí, ou seja, ele fala (o turista), espera aí eu não vou sair daqui. Vou ficar dentro de casa e ainda olha se tem uma fresta para não vir uma bala perdida. Essa é uma parte histórica do País, mas há outra parte que nos motiva a viajar”, declarou Lula.
Lula disse ainda que os governadores gastam mal com publicidade em turismo. “Os Estados brasileiros têm de colocar propaganda em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais. Não basta ficar falando do Acre dentro do Acre. Os acreanos já sabem. Agora, se fizer isso vão dizer que estão gastando dinheiro. Aí vem o Ministério Público fazer um protesto, já vai um deputado de oposição criticar, já vão fazer um monte de coisa”, concluiu.
Tomado de euforia, Lula afirmou que "turista não gosta de favela e quando tiver turismo ideológico eu levo a desgraça para outros verem".
*****************
Caso Renan: jeito de novela
Cláudio Humberto
O Conselho de Ética do Senado corre o risco de virar novela mexicana. Senadores já falam em convocar para depor a filha de um parlamentar que é amiga e vizinha da jornalista Mônica Veloso. A idéia surgiu depois que eles tiveram acesso ao processo (que corre em segredo de justiça) sobre o pagamento de pensão do senador Renan Calheiros a sua filha de três anos.
*****************
Renan e o PT
Correio Braziliense
O PT nunca defendeu tanto os seus como faz agora com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Quem acompanha a movimentação vê uma artimanha política nas evoluções petistas: o objetivo é deixar Renan tão agradecido ao partido que, se o PT quiser lançar alguém à Presidência do Senado, ele apóie.
No caso, a idéia de alguns petistas é propor a troca de posições, ou seja, o PT ficaria com a Presidência do Senado e o PMDB com a Presidência da Câmara. Quem acompanha tudo de perto percebe que essas juras de amor do PT a Renan são o primeiro passo. Falta combinar com os “russos”, no caso o PT da Câmara e os outros senadores do PMDB.
Do jeito que esse caso Renan evolui, como nas últimas notícias divulgadas ontem no Jornal Nacional, já tem senador dizendo que o PT terá ainda muito tempo para adular Renan. A impressão geral é a de que a pressa em terminar hoje com o assunto no Conselho de Ética será a inimiga da perfeição. E Renan, mesmo que liquide esse processo, ainda estará no redemoinho, precisando contar ainda mais com a ajuda do PT.
*****************
"A Polícia Federal não está isenta de ter cometido erros"
De O Estado de S.Paulo
"Ele não entende de lambari nem de cardume de pintados, mas já aprendeu a conviver com as metáforas usadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e está acostumado ao fogo amigo desde que presidiu o PT, em 2005. Com essas credenciais e há apenas três meses no cargo, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirma que a Polícia Federal não é infalível e enfrenta disputa de concepções. “A PF não está isenta de ter cometido erros”, diz ele sobre as operações de combate ao crime.
Dias depois de Lula condenar “abusos” nas investigações que chegaram a seu irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, o ministro prega mudanças no sistema de grampos, alegando que é preciso conciliar tecnologia e preservação de direitos. Para ele, a duração das escutas telefônicas - atualmente fixada em 15 dias, prorrogáveis por mais 15 - tem sido interpretada pelo Judiciário “de forma extensiva”, com a prorrogação por tempo indefinido.
Tarso diz não ver necessidade de autorização do Ministério Público para as escutas. Na tentativa de controlar os vazamentos, há uma nova proposta para identificar CDs e disquetes. “A Procuradoria-Geral da República, o Ministério da Justiça e a PF vão verificar o que precisa ser adicionado no sistema legal, administrativo e técnico para que se reduzam os erros e ilegalidades a margem próxima de zero”, garante.
Para ele, Vavá não é lobista. “Mas evidentemente provocou dano político ao presidente”, admite. O ministro é contra a autonomia financeira da PF, idéia que ganhou apoio da corporação. “É absolutamente inaceitável. Seria o primeiro degrau para um Estado não de Direito, mas de Polícia.”
*****************
Cargos em comissão: Salário aumenta em até 137%
Congelado desde o fim do governo Fernando Henrique, o salário dos 15 mil ocupantes de cargos em comissão de Direção e Assessoramento Superior (DAS) dos níveis 1 a 3 (R$ 1.100,00 a R$ 1.600,00) da administração federal será reajustado em até 137%, segundo Medida Provisória assinada por Lula na última quinta-feira.
Para os cinco mil ocupantes de cargos DAS 4, 5 e 6 (R$ 4.900,00 a R$ 6,5 mil), o reajuste será de 28%. Esses foram contemplados com aumento no meio do primeiro governo Lula. A Medida Provisória deverá ser publicada amanhã no Diário Oficial.
*****************
Deputados retiram assinaturas do requerimento da CPI da Navalha
O movimento de retirada de assinaturas para instalação da CPI da Navalha já iniciou. Lindomar Garçom (PV-RO) e Edmar Moreira (DEM-MG) apresentaram requerimento pedindo a retirada de seus respectivos nomes.
Também há problemas com algumas assinaturas. O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), assinou como “Paulinho da Força Sindical”. Ele já avisou que vai retificar seu nome no requerimento.
Se não houverem 171 assinaturas de deputados e de 27 senadores, a CPI não sai do papel.
*****************
Wagner-Tur
O deputado João Carlos Bacelar (PR-BA) está impressionado: em cinco meses, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), fez cinco viagens ao exterior. Inclusive uma ao Japão, misteriosa, que durou uma semana.
*****************
Lula volta a pedir para que não falem mal do Brasil
Pedindo votos para eleição do Cristo Redentor como uma das novas maravilhas do mundo, o presidente Lula criticou os brasileiros que ficam falando mal do país quando vão ao exterior.
“Os brasileiros viajam lá para fora e falam mal do Brasil. Os brasileiros adoram falar mal do Brasil. Temos que cuidar da imagem aqui e lá fora”, afirmou Lula.
Acompanhavam o presidente, Aécio Neves, José Serra, Sérgio Cabral, Tarso Genro, Marta Suplicy, Gilberto Gil e Orlando Silva (ministro dos Esportes).
*****************