***** Turismo é único ministério sem nota oficial sobre acidente da TAM
Carla Andrade, Agência JB
RIO - O trágico acidente com o avião da TAM, ocorrido na última terça-feira, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, levou o Palácio do Planalto, os ministérios da Saúde e da Defesa, além da Infraero, Anvisa e Anac a colocarem, através de notas oficiais, mensagens de solidariedade aos parentes e amigos das vítimas do avião da TAM em seus respectivos sites.
No entanto, o ministério do Turismo, pasta que tem ligação direta com o ocorrido, foi o único a ficar de fora e não sequer mencionar a tragédia em seu site. Questionada sobre a ausência de uma mensagem da ministra Marta Suplicy, a assessoria de comunicação respondeu, através de um e-mail:
- A manifestação do Governo Federal já se fez por meio do porta-voz do presidente da República. A ministra do Turismo, assim como todos os brasileiros, está de luto e entristecida com a tragédia. No momento em que soube do ocorrido, cancelou, imediatamente, a agenda que desenvolvia em Lisboa, relativa ao vôo inaugural da TAP de Lisboa para Brasília.
***** Acidente TAM: fumaça é vapor de água
O vídeo do pouso do avião da TAM, vôo JJ 3054, divulgado ontem pela Infraero, causou espanto pela cena chocante. O avião passa rapidamente pela pista e desaparece, só então vemos um clarão, no momento do impacto do avião com o prédio de carga da TAM. No vídeo também foi vista fumaça na turbina do Airbus A320, mas o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, afirmou que a fumaça é apenas vapor de água.
***** MP: Anac e Infraero são responsáveis pelo acidente
Agência Brasil
O procurador da República Márcio Schusterschitz afirmou nesta quinta-feira que o acidente com o vôo 3054 da TAM, independentemente das causas, foi uma tragédia típica do aeroporto de Congonhas. "Dentro desse contexto o Ministério Público atribui as responsabilidades do acidente a quem tem o aeroporto nas mãos, ou seja, a Anac e a Infraero".
Schusterschitz enviou ontem, junto com a procuradora da República Fernanda Taubemblatt, um pedido para o que a Justiça interdite Congonhas. Para ele, é necessário fechar o aeroporto porque o terminal tornou-se "uma aventura arriscada". Segundo ele, as causas do acidente ainda não foram determinadas e, por isso, ninguém pode predizer se elas voltarão a provocar acidentes ou não.
"Isso, dentro de um contexto muito perigoso, porque o aeroporto está localizado em uma zona urbana, que tem excesso de vôos e é vítima de falta de atitudes na resolução dos problemas que apresenta", disse.
Ele disse não poder avaliar se o acidente será um fator para que a Justiça acate o pedido do MPF e negou que o acidente seja usado pelo órgão como argumento para o pedido de fechamento do terminal.
***** TAM teve problemas no Paraguai
A notícia é do no jornal ABC, documentada com investigação da Diretoria de Aviação Ciivil (Dinac): a TAM teria sido responsável por incidentes graves no aeroporto internacional Guaraní, Alto Paraná. Outra acusação revela que dia 29 de junho um avião da companhia brasileira aterrissou e decolou sem autorização da torre de controle, quando o aeroporto estava fechado por falta de visibilidade. No primeiro incidente, um Cessna 206, prefixo ZP-TSS, que vinha de Assunção, foi autorizado a pousar no Guaraní. O avião da TAM Mercosul, que esperava para decolar, subiu sem autorização, segundo uma controladora de tráfego paraguaia, fazendo o Cessna balançar com a turbulência dos motores do Fokker 100, que não esperou o outro piloto passar para uma pista lateral. Os donos do Cessna, com sérios danos na estrutura, e o piloto, que quase perdeu o controle do aparelho, pediram reparação de danos à TAM, sem sucesso até agora, segundo o jornal. Em 29 de junho, no mesmo aeroporto, outro avião da TAM, que vinha de São Paulo, aterrissou sem autorização com " visibilidade zero no aeroporto", segundo um controlador. Os pilotos agiram irresponsavelmente, diz a Dinac.
***** Lula convoca reunião e deve anunciar medidas
Jeferson Ribeiro, Redação Terra
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou para o final do dia uma reunião com os ministros que compõem o Conselho de Aviação Civil (Conac) para avaliar quais medidas podem ser tomadas pelo governo após o acidente com o avião da TAM que matou pelo menos 191 pessoas. Foi o segundo acidente aéreo de grandes proporções no País em 10 meses. Em setembro do ano passado, um Boeing da Gol se chocou com um jato Legacy e caiu, matando 154 pessoas.
O Conselho se reúne amanhã, a partir das 15h. Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, há grandes possibilidades de o próprio presidente fazer o anúncio de medidas para o setor na sexta-feira.
Foram convocados os ministros do Turismo, Marta Suplicy, do Desenvolvimento, Miguel Jorge, da Fazenda, Guido Mantega, das Relações Exteriores, Celso Amorim, da Casa Civil, Dilma Rousseff, e da Defesa, Waldir Pires, além do comando da Aeronáutica. Os representantes da Infraero e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também podem participar da reunião, mas isso ainda não foi definido.
O Conselho é um órgão consultivo que assessora o presidente da República e indica a necessidade de adoção de novas políticas públicas para o setor aéreo. O Conac pode sugerir, por exemplo, a redução da malha aérea no País ou a diminuição de operações em Congonhas e, apesar de não ter papel deliberativo, terá força para indicar que rumos o governo deve tomar.
Além de representantes do governo, o Conac tem participação das empresas e da sociedade civil. Segundo o ministério da Defesa, a reunião servirá para dar continuidade às discussões sobre a política governamental para o setor aéreo. "Entre os itens a serem revistos, estão resoluções que tratam da infra-estrutura aeroportuária, do transporte internacional, da regulação econômica, dos fundos da aviação, entre outros", diz a nota.
***** Efeito retardado
Cláudio Humberto
Pipocam no Ministério Público do Trabalho denúncias de desvio de função de motoristas terceirizados, ganhando metade do piso salarial na hidrelétrica do São Francisco, Advocacia-Geral da União, Controladoria-Geral, Agência Nacional de Telecomunicações e Caixa Econômica Federal. A indenização será milionária e pagaremos a conta.
***** Dividido, governo Lula faz reuniões paralelas para discutir mesma crise
No olho do Furacão da crise aérea, o governo federal está "dividindo" as decisões sobre o que fará com o Aeroporto de Congonhas e sobre o caos na aviação nacional. Nesta quinta-feira, o presidente Lula convocou uma reunião com a participação de seis ministros. No entanto, o ministro da Defesa (pasta responsável pelo setor), Waldir Pires, ficou de fora. De acordo com o Palácio do Planalto, a ausência do ministro da Defesa é explicada por ele não fazer parte da coordenação de governo, formada por Tarso Genro (Justiça), Walfrido Mares Guia (Relações Institucionais), Franklin Martins (Comunicação Social), Guido Mantega (Fazenda), Dilma Rousseff (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Planejamento).
Carla Andrade, Agência JB
RIO - O trágico acidente com o avião da TAM, ocorrido na última terça-feira, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, levou o Palácio do Planalto, os ministérios da Saúde e da Defesa, além da Infraero, Anvisa e Anac a colocarem, através de notas oficiais, mensagens de solidariedade aos parentes e amigos das vítimas do avião da TAM em seus respectivos sites.
No entanto, o ministério do Turismo, pasta que tem ligação direta com o ocorrido, foi o único a ficar de fora e não sequer mencionar a tragédia em seu site. Questionada sobre a ausência de uma mensagem da ministra Marta Suplicy, a assessoria de comunicação respondeu, através de um e-mail:
- A manifestação do Governo Federal já se fez por meio do porta-voz do presidente da República. A ministra do Turismo, assim como todos os brasileiros, está de luto e entristecida com a tragédia. No momento em que soube do ocorrido, cancelou, imediatamente, a agenda que desenvolvia em Lisboa, relativa ao vôo inaugural da TAP de Lisboa para Brasília.
***** Acidente TAM: fumaça é vapor de água
O vídeo do pouso do avião da TAM, vôo JJ 3054, divulgado ontem pela Infraero, causou espanto pela cena chocante. O avião passa rapidamente pela pista e desaparece, só então vemos um clarão, no momento do impacto do avião com o prédio de carga da TAM. No vídeo também foi vista fumaça na turbina do Airbus A320, mas o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, afirmou que a fumaça é apenas vapor de água.
***** MP: Anac e Infraero são responsáveis pelo acidente
Agência Brasil
O procurador da República Márcio Schusterschitz afirmou nesta quinta-feira que o acidente com o vôo 3054 da TAM, independentemente das causas, foi uma tragédia típica do aeroporto de Congonhas. "Dentro desse contexto o Ministério Público atribui as responsabilidades do acidente a quem tem o aeroporto nas mãos, ou seja, a Anac e a Infraero".
Schusterschitz enviou ontem, junto com a procuradora da República Fernanda Taubemblatt, um pedido para o que a Justiça interdite Congonhas. Para ele, é necessário fechar o aeroporto porque o terminal tornou-se "uma aventura arriscada". Segundo ele, as causas do acidente ainda não foram determinadas e, por isso, ninguém pode predizer se elas voltarão a provocar acidentes ou não.
"Isso, dentro de um contexto muito perigoso, porque o aeroporto está localizado em uma zona urbana, que tem excesso de vôos e é vítima de falta de atitudes na resolução dos problemas que apresenta", disse.
Ele disse não poder avaliar se o acidente será um fator para que a Justiça acate o pedido do MPF e negou que o acidente seja usado pelo órgão como argumento para o pedido de fechamento do terminal.
***** TAM teve problemas no Paraguai
A notícia é do no jornal ABC, documentada com investigação da Diretoria de Aviação Ciivil (Dinac): a TAM teria sido responsável por incidentes graves no aeroporto internacional Guaraní, Alto Paraná. Outra acusação revela que dia 29 de junho um avião da companhia brasileira aterrissou e decolou sem autorização da torre de controle, quando o aeroporto estava fechado por falta de visibilidade. No primeiro incidente, um Cessna 206, prefixo ZP-TSS, que vinha de Assunção, foi autorizado a pousar no Guaraní. O avião da TAM Mercosul, que esperava para decolar, subiu sem autorização, segundo uma controladora de tráfego paraguaia, fazendo o Cessna balançar com a turbulência dos motores do Fokker 100, que não esperou o outro piloto passar para uma pista lateral. Os donos do Cessna, com sérios danos na estrutura, e o piloto, que quase perdeu o controle do aparelho, pediram reparação de danos à TAM, sem sucesso até agora, segundo o jornal. Em 29 de junho, no mesmo aeroporto, outro avião da TAM, que vinha de São Paulo, aterrissou sem autorização com " visibilidade zero no aeroporto", segundo um controlador. Os pilotos agiram irresponsavelmente, diz a Dinac.
***** Lula convoca reunião e deve anunciar medidas
Jeferson Ribeiro, Redação Terra
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou para o final do dia uma reunião com os ministros que compõem o Conselho de Aviação Civil (Conac) para avaliar quais medidas podem ser tomadas pelo governo após o acidente com o avião da TAM que matou pelo menos 191 pessoas. Foi o segundo acidente aéreo de grandes proporções no País em 10 meses. Em setembro do ano passado, um Boeing da Gol se chocou com um jato Legacy e caiu, matando 154 pessoas.
O Conselho se reúne amanhã, a partir das 15h. Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, há grandes possibilidades de o próprio presidente fazer o anúncio de medidas para o setor na sexta-feira.
Foram convocados os ministros do Turismo, Marta Suplicy, do Desenvolvimento, Miguel Jorge, da Fazenda, Guido Mantega, das Relações Exteriores, Celso Amorim, da Casa Civil, Dilma Rousseff, e da Defesa, Waldir Pires, além do comando da Aeronáutica. Os representantes da Infraero e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também podem participar da reunião, mas isso ainda não foi definido.
O Conselho é um órgão consultivo que assessora o presidente da República e indica a necessidade de adoção de novas políticas públicas para o setor aéreo. O Conac pode sugerir, por exemplo, a redução da malha aérea no País ou a diminuição de operações em Congonhas e, apesar de não ter papel deliberativo, terá força para indicar que rumos o governo deve tomar.
Além de representantes do governo, o Conac tem participação das empresas e da sociedade civil. Segundo o ministério da Defesa, a reunião servirá para dar continuidade às discussões sobre a política governamental para o setor aéreo. "Entre os itens a serem revistos, estão resoluções que tratam da infra-estrutura aeroportuária, do transporte internacional, da regulação econômica, dos fundos da aviação, entre outros", diz a nota.
***** Efeito retardado
Cláudio Humberto
Pipocam no Ministério Público do Trabalho denúncias de desvio de função de motoristas terceirizados, ganhando metade do piso salarial na hidrelétrica do São Francisco, Advocacia-Geral da União, Controladoria-Geral, Agência Nacional de Telecomunicações e Caixa Econômica Federal. A indenização será milionária e pagaremos a conta.
***** Dividido, governo Lula faz reuniões paralelas para discutir mesma crise
No olho do Furacão da crise aérea, o governo federal está "dividindo" as decisões sobre o que fará com o Aeroporto de Congonhas e sobre o caos na aviação nacional. Nesta quinta-feira, o presidente Lula convocou uma reunião com a participação de seis ministros. No entanto, o ministro da Defesa (pasta responsável pelo setor), Waldir Pires, ficou de fora. De acordo com o Palácio do Planalto, a ausência do ministro da Defesa é explicada por ele não fazer parte da coordenação de governo, formada por Tarso Genro (Justiça), Walfrido Mares Guia (Relações Institucionais), Franklin Martins (Comunicação Social), Guido Mantega (Fazenda), Dilma Rousseff (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Planejamento).
Pires, no entanto, também tenta encontrar explicações para o acidente. Ele convocou para esta sexta uma reunião do Conac (Conselho Nacional de Aviação Civil), cujo objetivo é discutir medidas para atacar a crise aérea, agravada pelo acidente do vôo 3054, da TAM, o maior da aviação civil brasileira. O Conac foi criado em 2003 para assessorar a Presidência da República nas questões relacionadas ao tráfego aéreo. O órgão é composto pelos ministros Celso Amorim (Relações Exteriores), Guido Mantega (Fazenda), Miguel Jorge (Desenvolvimento), Marta Suplicy (Turismo), Dilma Rousseff (Casa Civil) e pelo comandante da Aeronáutica.