LULA PRECISA APRENDER O QUE É RESPEITO
Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
.
Comentar a festa de abertura dos Jogos Panamericanos num único post, em condições normais, talvez até fosse possível. Com um certo poder de síntese e recorrendo-se a muitos lugares-comuns o trabalho ficaria pronto rapidamente. Porém, nesta edição que se iniciou no Rio de Janeiro, é preciso separar duas etapas da festa de abertura: a festa propriamente dita e as vaias a Lula. Stanislaw Ponte Preta disse certa ocasião que o Maracanã vaiava até minuto de silêncio. É verdade, mas o que se viu no Rio e e especificamente em relação à Lula foi algo inédito não no Brasil, mas especialmente na biografia de Lula. Ele, acostumado a ter sempre à sua disposição uma claque para aplaudir e rir de suas asneiras contadas para demonstrar presença de espírito e bom humor, e esperando ser uma das estrelas da festa, teve que amargar inúmeras vezes vaias entoadas por um público de mais de 90 mil pessoas.
Lucia Hippolito, em seu blog, tentou desmerecer o acontecido, dando-lhe menor importância. Outros jornais destacaram as vaias e o constrangimento da abertura do Pan ser declarada não como mandava a tradição até aqui, que era o chefe de Estado do país sede. Visivelmente, ao longo da festa, foi notória a decepção e o mau humor de Lula. Mais visível sua decepção e irritação quando o presidente do COB, Artur Nuzman fez o papel que cabia a Lula desempenhar. Constrangimento total. Mas cá pra nós, Lula fez por merecer esta vaia toda. Primeiro, comparecendo a Vila Olímpica, chegou atrasado. E por conta disto, sem mais nenhuma explicação acabou não almoçando com os atletas como estava combinado. E depois, por chegar com mais de meia hora atrasado ao Maracanã, quando havia pessoas esperando pelo início da festa desde três horas da tarde. Ao chegar, e ter seu nome anunciado, foi logo vaiado, e a partir daí, sempre que aparecia sua imagem no telão ou tinha seu nome anunciado pelo cerimonial, ninguém lhe poupou.
Claro que não faltarão jornalistas, blogueiros e toda a legião de puxa-sacos militantes para afirmarão que o público presente não respeitou a figura do presidente Lula. Aliás, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, chegou a afirmar que a vaia foi “orquestrada”. Comento isto depois. Preciso, primeiro, deixar claro que desrespeito quem cometeu foi Luiz Ignácio, ao deixar as pessoas esperando pelo início da festa que precisou ser retardada por conta de seu atraso de mais de meia hora. Ele não um convidado qualquer, senão a pessoa cuja presença daria início ao evento além do ser o anfitrião maior de um acontecimento internacional. Ele, melhor do que qualquer ali presente, deveria saber seu papel e deixar ilustres convidados além dos milhares de anônimos esperando até que resolva dar o ar de sua graça, é no mínimo deselegante. Pediu, levou. Aliás, não é a primeira vez que Lula e comitiva têm o mau hábito de deixar as pessoas esperando e tendo que suportar seu atraso. A festa ali n/ao era dele, as estrelas eram os atletas e não ele, portanto, um mínimo de consideração deveria ter tido. Depois de levar a primeira vaia, passou o resto da solenidade com cara fechada e amarrada. Levou mais vaias ainda, até culminar no fiasco em que, primeiro renunciara ao anúncio da abertura, e de pois, querendo retroceder na deselegância, acabou se atrapalhando e permitindo que Nuzman fizesse o anúncio oficial da abertura dos jogos.
Lula não está acostumado à vaias. Não está acostumado a não ser o centro de atenções em um evento realizado no país. Sendo a festa transmitida para todas as Américas, ser vaiado por mais de 90 mil pessoas não é algo que ele vá digerir muito bem. Haverá claro algum discurso imbecil. Culpará a quem ? Que culpe a si mesmo. E que dê graças a Deus deste ter sido um fato isolado. Porque se ele representar o cansaço da população em relação ao governo ridículo que vem realizando, vai precisar de muita cera de ouvido. Claro que o Nordeste o endeusará por algum tempo. Mas diante de pessoas com um mínimo de formação, educação e informação, Lula já não consegue ser nada além de uma figura grotesca, grosseira e exótica algumas vezes. Que a vaia recebida repetidas vezes ontem no Maracanã o faça pensar no que afinal ele está errando. E se for sincero para consigo mesmo, sentirá de si mesmo vergonha do papelão que vem desempenhando como presidente do país.
Quanto a declaração do ministro dos Esportes, Orlando Silva de que a vaia foi orquestrada, não poderia ter sido mais tola do que foi. Primeiro, eram mais de 90 mil pessoas alai presentes. Segundo, não eram apenas cariocas, era gente vindo de todo o Brasil e alguns estrangeiros também. Não haveria tempo hábil para combinar com todos uma vaia especial para Lula. Terceiro, o motivo real era e foi o desrespeito de alguém que patrocinou uma festa para milhares e na hora de começar o evento, deixou todo mundo esperando para fazer seu charme ridículo e patético.E por último, Lula está acostumado a se atrasar em todas as ocasiões e acontecimentos de que participa. Em outras ocasiões, a claque contratada acaba aplaudindo porque ali está para cumprir este papel imbecil. Ontem, contudo, não foi o caso. Não basta ser presidente para aprender a ser educado. É preciso comportar-se com educação, mesmo que o cidadão seja um presidente da república. Aliás, esta é uma forte razão para que saiba respeitar os convidados. E isto, propositadamente ou não, Lula não soube fazer.
Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
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Comentar a festa de abertura dos Jogos Panamericanos num único post, em condições normais, talvez até fosse possível. Com um certo poder de síntese e recorrendo-se a muitos lugares-comuns o trabalho ficaria pronto rapidamente. Porém, nesta edição que se iniciou no Rio de Janeiro, é preciso separar duas etapas da festa de abertura: a festa propriamente dita e as vaias a Lula. Stanislaw Ponte Preta disse certa ocasião que o Maracanã vaiava até minuto de silêncio. É verdade, mas o que se viu no Rio e e especificamente em relação à Lula foi algo inédito não no Brasil, mas especialmente na biografia de Lula. Ele, acostumado a ter sempre à sua disposição uma claque para aplaudir e rir de suas asneiras contadas para demonstrar presença de espírito e bom humor, e esperando ser uma das estrelas da festa, teve que amargar inúmeras vezes vaias entoadas por um público de mais de 90 mil pessoas.
Lucia Hippolito, em seu blog, tentou desmerecer o acontecido, dando-lhe menor importância. Outros jornais destacaram as vaias e o constrangimento da abertura do Pan ser declarada não como mandava a tradição até aqui, que era o chefe de Estado do país sede. Visivelmente, ao longo da festa, foi notória a decepção e o mau humor de Lula. Mais visível sua decepção e irritação quando o presidente do COB, Artur Nuzman fez o papel que cabia a Lula desempenhar. Constrangimento total. Mas cá pra nós, Lula fez por merecer esta vaia toda. Primeiro, comparecendo a Vila Olímpica, chegou atrasado. E por conta disto, sem mais nenhuma explicação acabou não almoçando com os atletas como estava combinado. E depois, por chegar com mais de meia hora atrasado ao Maracanã, quando havia pessoas esperando pelo início da festa desde três horas da tarde. Ao chegar, e ter seu nome anunciado, foi logo vaiado, e a partir daí, sempre que aparecia sua imagem no telão ou tinha seu nome anunciado pelo cerimonial, ninguém lhe poupou.
Claro que não faltarão jornalistas, blogueiros e toda a legião de puxa-sacos militantes para afirmarão que o público presente não respeitou a figura do presidente Lula. Aliás, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, chegou a afirmar que a vaia foi “orquestrada”. Comento isto depois. Preciso, primeiro, deixar claro que desrespeito quem cometeu foi Luiz Ignácio, ao deixar as pessoas esperando pelo início da festa que precisou ser retardada por conta de seu atraso de mais de meia hora. Ele não um convidado qualquer, senão a pessoa cuja presença daria início ao evento além do ser o anfitrião maior de um acontecimento internacional. Ele, melhor do que qualquer ali presente, deveria saber seu papel e deixar ilustres convidados além dos milhares de anônimos esperando até que resolva dar o ar de sua graça, é no mínimo deselegante. Pediu, levou. Aliás, não é a primeira vez que Lula e comitiva têm o mau hábito de deixar as pessoas esperando e tendo que suportar seu atraso. A festa ali n/ao era dele, as estrelas eram os atletas e não ele, portanto, um mínimo de consideração deveria ter tido. Depois de levar a primeira vaia, passou o resto da solenidade com cara fechada e amarrada. Levou mais vaias ainda, até culminar no fiasco em que, primeiro renunciara ao anúncio da abertura, e de pois, querendo retroceder na deselegância, acabou se atrapalhando e permitindo que Nuzman fizesse o anúncio oficial da abertura dos jogos.
Lula não está acostumado à vaias. Não está acostumado a não ser o centro de atenções em um evento realizado no país. Sendo a festa transmitida para todas as Américas, ser vaiado por mais de 90 mil pessoas não é algo que ele vá digerir muito bem. Haverá claro algum discurso imbecil. Culpará a quem ? Que culpe a si mesmo. E que dê graças a Deus deste ter sido um fato isolado. Porque se ele representar o cansaço da população em relação ao governo ridículo que vem realizando, vai precisar de muita cera de ouvido. Claro que o Nordeste o endeusará por algum tempo. Mas diante de pessoas com um mínimo de formação, educação e informação, Lula já não consegue ser nada além de uma figura grotesca, grosseira e exótica algumas vezes. Que a vaia recebida repetidas vezes ontem no Maracanã o faça pensar no que afinal ele está errando. E se for sincero para consigo mesmo, sentirá de si mesmo vergonha do papelão que vem desempenhando como presidente do país.
Quanto a declaração do ministro dos Esportes, Orlando Silva de que a vaia foi orquestrada, não poderia ter sido mais tola do que foi. Primeiro, eram mais de 90 mil pessoas alai presentes. Segundo, não eram apenas cariocas, era gente vindo de todo o Brasil e alguns estrangeiros também. Não haveria tempo hábil para combinar com todos uma vaia especial para Lula. Terceiro, o motivo real era e foi o desrespeito de alguém que patrocinou uma festa para milhares e na hora de começar o evento, deixou todo mundo esperando para fazer seu charme ridículo e patético.E por último, Lula está acostumado a se atrasar em todas as ocasiões e acontecimentos de que participa. Em outras ocasiões, a claque contratada acaba aplaudindo porque ali está para cumprir este papel imbecil. Ontem, contudo, não foi o caso. Não basta ser presidente para aprender a ser educado. É preciso comportar-se com educação, mesmo que o cidadão seja um presidente da república. Aliás, esta é uma forte razão para que saiba respeitar os convidados. E isto, propositadamente ou não, Lula não soube fazer.