Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
Todos os grandes movimentos de agitação popular, e marcantemente populares, daqueles que só se tinha a insatisfação com o poder e os poderosos, começaram praticamente do nada. Uma faixa aqui, outra ali, uma caminhada mais adiante, um apupo pequeno, um grito de “basta” meio envergonhado na garganta às vezes seca pelo temor de participar de um protesto gente que não profissional do protesto. As razões sempre são as mesmas: a indignação atingida em seu ponto máximo, de saturação mesmo.
De parte da sociedade as reações foram de descaso, de indiferença, até de uma certo deboche. “O que estes gatos pingados querem e o que pensam que são ?”. E assim, se fizeram as grandes agitações populares que tiveram o dom de transformar o mundo. O movimento CANSEI não foi o primeiro passo a frente no Brasil da era Lula. Mas tende a ser um divisor de águas na quase unanimidade com que o pomposo presidente tem se mantido até aqui, muito embora a vaia do Maracanã lotado, em cadeia internacional de televisão, tenha de fato marcado a vida de Lula para sempre. O carioca não aceitou pagar em prelo político, o apoio dado apenas n o terreno do esporte. Ao tentar misturar uma coisa com outra, o povo disse “Não” a Lula e o vaiou.
De certo forma, tenho evitado até tirar conclusões a respeito do Maracanã, e tenho me mantido mais observador no caso do movimento CANSEI. Mas jamais indiferente, jamais sem respeitar a voz que nasce no seio mesmo da sociedade, porque a sociedade brasileira, é bom que se diga, não é feita só de pé rapado, de pobres, de indigentes, de miseráveis, de bolsistas. A sociedade brasileira é feita sim de todas as cores, de cores as almas, de as condições, de todas as profissões, de todos os estados e seus folclores e regionalismos. O nordeste não é mais brasileiro do que o sul, nem este é mais do aquele. A maior herança recebida da colonização portuguesa é justamente essa, a de que somos um país miscigenado, mas de uma única alma, de um só coração. As diferenças ficam por conta das individualidades que cada um carrega desde o berço. Quem não entender este caráter, não conhecerá jamais a sintonia desta única alma verde-amarela, tupiniquim nos seus extremos, tropicalíssima no seu resplendor.
A história nos ensina que os grandes tiranos da humanidade sempre se divertiram em suas alucinações, dividindo a alma dos povos que dominaram. Dividir para vencer. Este o mote, o lema, o ideal de qualquer tirano. Quanto mais se divide um tecido social, quanto mais se degradam as instituições, mais facilmente se devassam a unidade do povo, mais docilmente se impõem a autocracia vagabunda.
Este sempre foi o grande apelo das esquerdas brasileiras. Primeira, tenta-se criar um avenida separando de um lado a elite, de outro, os pobres, junto destes a classe média empobrecida pelo poder, abandonada pelo estado, e sem uma instituição para defende-la das heresias federais. Para os ricos dá-se aquilo de que mais gostam: oportunidades para ganharem muito dinheiro. Devidamente abastecidos em sua ganância, por certo não incomodarão. Para os pobres a chance de receberem o auxilio, a esmola para se fartarem de menos pobreza. Depois, bastará alargar a avenida para que as duas correntes jamais se cruzem. E como se alarga a avenida? Joga um lado contra o outro. Repare nos discursos de Lula. Estratégicos, Sempre está empurrando um lado contra o outro.
Mas, como a classe média é resistente em todos os extremos, apesar de não ser sua característica mais forte o protesto profissional, ao contrário dos petistas, devidamente financiados nas ONGS e sindicatos pelas generosa doações do governo atual, patrocinados também pelas empresas estatais até através dos fundos de pensão que dominam e exercem seus dons de tirania extremada e ignorante, esta classe média que Lula em seu governo tenta a todo custo colocar os guizos do servilismo decadente, é o canal capaz de resistir e reaproximar um grupo do outro.
Quem não fizer esta leitura não apenas nada entende de povo, muito menos compreende com a grandeza necessária a alma brasileira, a verdadeira, não a quem tentam lhe impingir.
Daí porque estou observando atentamente os movimentos que começam a tomar corpo pelo Brasil afora. Não se tratam de ricos, de elites, de afortunados, até porque estes são os menos se importam com quem lhes proporciona tanta “chance” de serem mais afortunados. O movimento que está correndo é sim da classe média, a única com enormes razões para reclamar de Lula e seu governo, mas não só deles: eles tem enormes motivos de reprovação para tudo o que instalou no país a partir de Lula. E é bom ficarem atentos: dado o seu preparo, dada a honestidade de seus propósitos, é a única que conta com meios para enlouquecer o país.
São muitos os exemplos que a história nos oferece, mas fico lembrando particularmente de um deles, a da resistência francesa contra a ocupação alemã na Segunda Guerra Mundial. Leiam, pesquisem, e vocês vão identificar muitas coincidências entre aquela resistência, feita inicialmente por meia dúzia de gatos pingados que sequer sabiam pegar em armas.
Outro exemplo, mais nosso e mais atual: o movimento das diretas-já. Ninguém do regime lhe deu a devida importância. E mesmo que Lula e suas quadrilhas de sindicalistas e ongueiros, devidamente financiados pelas verbas públicas, venha para as ruas tentar fazer barulho em defesa de líder cretino, não evitarão a onda que vai tomando forma e se espalhando por todo o país. Primeiro, porque eles não acreditam. Segundo, porque insistirão em se utilizar dos velhos canais de propagando intimidatória, depois os jornalistas alinhados para escreverem qualquer coisa para desqualificar o movimento e depois para endeusar sua excelência, depois colocarão seus soldadinhos de chumbo nas ruas para uma demonstração de força, tudo seguindo o mesmo script de movimentos outros.
Mas atenção: façam o que fizerem, o movimento de resistência já está nas ruas. Detê-lo só vai fazer aumentar sua força. Porque gostem ou não, acreditem ou não, de uma coisa Lula e seus capangas podem ficar convencidos: uma grande parte da sociedade cansou tanto de suas mentiras quanto de seu governo vazio e vagabundo. Não concorda em financiar tanta incompetência e irresponsabilidade, e é ela quem mais banca com impostos esta promiscuidade instalada por Lula. Em resumo: esta importante parcela da sociedade brasileira cansou, definitivamente. Da resposta que Lula vier a dar dependerá, acreditem, o futuro de seu governo e de sua biografia.
Todos os grandes movimentos de agitação popular, e marcantemente populares, daqueles que só se tinha a insatisfação com o poder e os poderosos, começaram praticamente do nada. Uma faixa aqui, outra ali, uma caminhada mais adiante, um apupo pequeno, um grito de “basta” meio envergonhado na garganta às vezes seca pelo temor de participar de um protesto gente que não profissional do protesto. As razões sempre são as mesmas: a indignação atingida em seu ponto máximo, de saturação mesmo.
De parte da sociedade as reações foram de descaso, de indiferença, até de uma certo deboche. “O que estes gatos pingados querem e o que pensam que são ?”. E assim, se fizeram as grandes agitações populares que tiveram o dom de transformar o mundo. O movimento CANSEI não foi o primeiro passo a frente no Brasil da era Lula. Mas tende a ser um divisor de águas na quase unanimidade com que o pomposo presidente tem se mantido até aqui, muito embora a vaia do Maracanã lotado, em cadeia internacional de televisão, tenha de fato marcado a vida de Lula para sempre. O carioca não aceitou pagar em prelo político, o apoio dado apenas n o terreno do esporte. Ao tentar misturar uma coisa com outra, o povo disse “Não” a Lula e o vaiou.
De certo forma, tenho evitado até tirar conclusões a respeito do Maracanã, e tenho me mantido mais observador no caso do movimento CANSEI. Mas jamais indiferente, jamais sem respeitar a voz que nasce no seio mesmo da sociedade, porque a sociedade brasileira, é bom que se diga, não é feita só de pé rapado, de pobres, de indigentes, de miseráveis, de bolsistas. A sociedade brasileira é feita sim de todas as cores, de cores as almas, de as condições, de todas as profissões, de todos os estados e seus folclores e regionalismos. O nordeste não é mais brasileiro do que o sul, nem este é mais do aquele. A maior herança recebida da colonização portuguesa é justamente essa, a de que somos um país miscigenado, mas de uma única alma, de um só coração. As diferenças ficam por conta das individualidades que cada um carrega desde o berço. Quem não entender este caráter, não conhecerá jamais a sintonia desta única alma verde-amarela, tupiniquim nos seus extremos, tropicalíssima no seu resplendor.
A história nos ensina que os grandes tiranos da humanidade sempre se divertiram em suas alucinações, dividindo a alma dos povos que dominaram. Dividir para vencer. Este o mote, o lema, o ideal de qualquer tirano. Quanto mais se divide um tecido social, quanto mais se degradam as instituições, mais facilmente se devassam a unidade do povo, mais docilmente se impõem a autocracia vagabunda.
Este sempre foi o grande apelo das esquerdas brasileiras. Primeira, tenta-se criar um avenida separando de um lado a elite, de outro, os pobres, junto destes a classe média empobrecida pelo poder, abandonada pelo estado, e sem uma instituição para defende-la das heresias federais. Para os ricos dá-se aquilo de que mais gostam: oportunidades para ganharem muito dinheiro. Devidamente abastecidos em sua ganância, por certo não incomodarão. Para os pobres a chance de receberem o auxilio, a esmola para se fartarem de menos pobreza. Depois, bastará alargar a avenida para que as duas correntes jamais se cruzem. E como se alarga a avenida? Joga um lado contra o outro. Repare nos discursos de Lula. Estratégicos, Sempre está empurrando um lado contra o outro.
Mas, como a classe média é resistente em todos os extremos, apesar de não ser sua característica mais forte o protesto profissional, ao contrário dos petistas, devidamente financiados nas ONGS e sindicatos pelas generosa doações do governo atual, patrocinados também pelas empresas estatais até através dos fundos de pensão que dominam e exercem seus dons de tirania extremada e ignorante, esta classe média que Lula em seu governo tenta a todo custo colocar os guizos do servilismo decadente, é o canal capaz de resistir e reaproximar um grupo do outro.
Quem não fizer esta leitura não apenas nada entende de povo, muito menos compreende com a grandeza necessária a alma brasileira, a verdadeira, não a quem tentam lhe impingir.
Daí porque estou observando atentamente os movimentos que começam a tomar corpo pelo Brasil afora. Não se tratam de ricos, de elites, de afortunados, até porque estes são os menos se importam com quem lhes proporciona tanta “chance” de serem mais afortunados. O movimento que está correndo é sim da classe média, a única com enormes razões para reclamar de Lula e seu governo, mas não só deles: eles tem enormes motivos de reprovação para tudo o que instalou no país a partir de Lula. E é bom ficarem atentos: dado o seu preparo, dada a honestidade de seus propósitos, é a única que conta com meios para enlouquecer o país.
São muitos os exemplos que a história nos oferece, mas fico lembrando particularmente de um deles, a da resistência francesa contra a ocupação alemã na Segunda Guerra Mundial. Leiam, pesquisem, e vocês vão identificar muitas coincidências entre aquela resistência, feita inicialmente por meia dúzia de gatos pingados que sequer sabiam pegar em armas.
Outro exemplo, mais nosso e mais atual: o movimento das diretas-já. Ninguém do regime lhe deu a devida importância. E mesmo que Lula e suas quadrilhas de sindicalistas e ongueiros, devidamente financiados pelas verbas públicas, venha para as ruas tentar fazer barulho em defesa de líder cretino, não evitarão a onda que vai tomando forma e se espalhando por todo o país. Primeiro, porque eles não acreditam. Segundo, porque insistirão em se utilizar dos velhos canais de propagando intimidatória, depois os jornalistas alinhados para escreverem qualquer coisa para desqualificar o movimento e depois para endeusar sua excelência, depois colocarão seus soldadinhos de chumbo nas ruas para uma demonstração de força, tudo seguindo o mesmo script de movimentos outros.
Mas atenção: façam o que fizerem, o movimento de resistência já está nas ruas. Detê-lo só vai fazer aumentar sua força. Porque gostem ou não, acreditem ou não, de uma coisa Lula e seus capangas podem ficar convencidos: uma grande parte da sociedade cansou tanto de suas mentiras quanto de seu governo vazio e vagabundo. Não concorda em financiar tanta incompetência e irresponsabilidade, e é ela quem mais banca com impostos esta promiscuidade instalada por Lula. Em resumo: esta importante parcela da sociedade brasileira cansou, definitivamente. Da resposta que Lula vier a dar dependerá, acreditem, o futuro de seu governo e de sua biografia.