Luiz Orlando Carneiro, Jornal do Brasil
O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, considerou "realmente lamentável" a informação corrente de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria em negociações com o PMDB para escolher o substituto de Sepúlveda Pertence, que se aposentou, semana passada, três meses antes de completar a idade-limite de 70 anos. O presidente da República fará, neste início do segundo mandato, o sétimo dos 11 ministros do Supremo.
- O cargo de ministro do Supremo é extremamente importante e pleno de imensas responsabilidades - comentou Marco Aurélio. - Só quem não tem a exata percepção do significado do que representa tal cargo é que poderia estar discutindo esse assunto como se fosse uma simples questão de varejo político. Questões partidárias não devem pesar na indicação de um ministro do Supremo.
Ainda de acordo com Marco Aurélio, "há grandes nomes que estão sendo cogitados, todos altamente qualificados", mas "o que não tem sentido é que haja uma negociação político-partidária para indicar não importa quem seja".
O julgamento pelo STF das denúncias contra os 40 envolvidos no esquema do mensalão, esquema que financiava parlamentares do PT e da base aliada em troca de apoio político, deve acabar apenas na próxima semana.
Ministros do STF deram a entender ontem que o resultado final será proclamado, no mínimo, na segunda-feira. A expectativa é de que o julgamento consuma as demais sessões da semana. Para o ministro Celso de Mello, o ritmo de discussões e da votação é de "maratona".
- É uma maratona física, um torneio intelectual e um exercício de alta responsabilidade - afirmou Mello, referindo-se ao longo julgamento que vai definir se as denúncias encaminhadas pela Procuradoria-Geral da República devem ser aceitas ou não.
De forma semelhante pensa o ministro Marco Aurélio Mello.
- O importante é que marchamos com profunda segurança e sem açodamento.
O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, considerou "realmente lamentável" a informação corrente de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria em negociações com o PMDB para escolher o substituto de Sepúlveda Pertence, que se aposentou, semana passada, três meses antes de completar a idade-limite de 70 anos. O presidente da República fará, neste início do segundo mandato, o sétimo dos 11 ministros do Supremo.
- O cargo de ministro do Supremo é extremamente importante e pleno de imensas responsabilidades - comentou Marco Aurélio. - Só quem não tem a exata percepção do significado do que representa tal cargo é que poderia estar discutindo esse assunto como se fosse uma simples questão de varejo político. Questões partidárias não devem pesar na indicação de um ministro do Supremo.
Ainda de acordo com Marco Aurélio, "há grandes nomes que estão sendo cogitados, todos altamente qualificados", mas "o que não tem sentido é que haja uma negociação político-partidária para indicar não importa quem seja".
O julgamento pelo STF das denúncias contra os 40 envolvidos no esquema do mensalão, esquema que financiava parlamentares do PT e da base aliada em troca de apoio político, deve acabar apenas na próxima semana.
Ministros do STF deram a entender ontem que o resultado final será proclamado, no mínimo, na segunda-feira. A expectativa é de que o julgamento consuma as demais sessões da semana. Para o ministro Celso de Mello, o ritmo de discussões e da votação é de "maratona".
- É uma maratona física, um torneio intelectual e um exercício de alta responsabilidade - afirmou Mello, referindo-se ao longo julgamento que vai definir se as denúncias encaminhadas pela Procuradoria-Geral da República devem ser aceitas ou não.
De forma semelhante pensa o ministro Marco Aurélio Mello.
- O importante é que marchamos com profunda segurança e sem açodamento.
O julgamento do caso mensalão começou na quarta-feira com a leitura do relatório do ministro Joaquim Barbosa e a defesa de cada um dos 27 advogados dos denunciados. Ontem, os ministros iniciaram a sessão de julgamento analisando e votando a denúncia que tratava de gestão fraudulenta envolvendo três dirigentes e uma ex-integrante do Banco Rural. A previsão inicial era que o julgamento duraria, no máximo, três dias. Porém, o prolongamento dos debates em torno das questões levantadas pelos advogados de defesa de alguns dos acusados acabou estendendo as sessões.
A presidente do STF, Ellen Gracie, examina a possibilidade de que, na próxima semana, as sessões ocorram apenas à tarde e não mais o dia inteiro. Uma das possibilidades é de que as sessões sejam iniciadas às 14h a partir de segunda-feira. (Com agências)