Marcelo Copelli, Tribuna da Imprensa
Um dia após o Senado absolver o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), a população ainda permanecia envolvida por um misto de incredulidade, indignação e revolta com o cenário político do País. As fatídicas abstenções de seis senadores, o trabalho explícito das bases governistas a favor de Renan e o vexatório jogo de ameaças feitas em plenário, mais uma vez provaram que nem sempre a vontade do povo norteia seu próprio cotidiano. Nem a ação dos seus representantes políticos.
O paradoxo criado entre a expectativa popular e a nudez de sua realidade chegou a provocar em alguns a dúvida sobre o papel desempenhado pelo Senado. A cientista política Maria Victoria Benevides, ex-presidente da Comissão de Ética Pública, fez uma declaração revoltada.
"Minha primeira reação foi de nojo. Depois me senti ofendida quando o senador Almeida Lima (PMDB-SE) disse que a absolvição de Renan é uma vitória do povo. É um insulto, isso sim. Aquilo não foi uma sessão secreta, foi clandestina", afirmou Benevides.
A cientista acrescentou que o Senado é perfeitamente dispensável. "É um clube magnífico. Como cientista política, iniciarei um debate pela extinção do Senado e pregarei o voto nulo para senador em 2010. Apesar de tudo o que passamos neste longo período de democracia, continuamos com uma cultura política calcada no compadrio, coronelismo e clientelismo".
A ex-presidente da Comissão de Ética Pública teve sua opinião compartilhada por muitos brasileiros. Entre as diversas manifestações de repúdio da população ao fato que marcou a história do Senado, palavras como "nojo", "escandaloso" e "falta de decoro" caracterizaram a maior parte dos depoimentos.
O Fale com a Tribuna, da Tribuna da Imprensa On-Line, recebeu ontem centenas de e-mails de indignados brasileiros. De Belo Horizonte (MG), "Canalhas! Imorais! (...) que desgovernam mais e mais esta Nação. Torturada, vilipendiada em seus direitos".
De Alcobaça (BA), "a nação anoiteceu e acordou incrédula, tristonha, envergonhada pela falta de honradez de seus representantes (...) é triste assistir a um vexame desse porte". De Presidente Bernardes (SP), "eles sabem o que fazem. Nós, pobres e mortais é que não sabemos tudo o que eles fazem (...) Eu não creio em ninguém, faz muito tempo".
De Fortaleza (CE), "este Senado é o mais medíocre de toda a história da República", escreveram vários internautas.
Um dia após o Senado absolver o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), a população ainda permanecia envolvida por um misto de incredulidade, indignação e revolta com o cenário político do País. As fatídicas abstenções de seis senadores, o trabalho explícito das bases governistas a favor de Renan e o vexatório jogo de ameaças feitas em plenário, mais uma vez provaram que nem sempre a vontade do povo norteia seu próprio cotidiano. Nem a ação dos seus representantes políticos.
O paradoxo criado entre a expectativa popular e a nudez de sua realidade chegou a provocar em alguns a dúvida sobre o papel desempenhado pelo Senado. A cientista política Maria Victoria Benevides, ex-presidente da Comissão de Ética Pública, fez uma declaração revoltada.
"Minha primeira reação foi de nojo. Depois me senti ofendida quando o senador Almeida Lima (PMDB-SE) disse que a absolvição de Renan é uma vitória do povo. É um insulto, isso sim. Aquilo não foi uma sessão secreta, foi clandestina", afirmou Benevides.
A cientista acrescentou que o Senado é perfeitamente dispensável. "É um clube magnífico. Como cientista política, iniciarei um debate pela extinção do Senado e pregarei o voto nulo para senador em 2010. Apesar de tudo o que passamos neste longo período de democracia, continuamos com uma cultura política calcada no compadrio, coronelismo e clientelismo".
A ex-presidente da Comissão de Ética Pública teve sua opinião compartilhada por muitos brasileiros. Entre as diversas manifestações de repúdio da população ao fato que marcou a história do Senado, palavras como "nojo", "escandaloso" e "falta de decoro" caracterizaram a maior parte dos depoimentos.
O Fale com a Tribuna, da Tribuna da Imprensa On-Line, recebeu ontem centenas de e-mails de indignados brasileiros. De Belo Horizonte (MG), "Canalhas! Imorais! (...) que desgovernam mais e mais esta Nação. Torturada, vilipendiada em seus direitos".
De Alcobaça (BA), "a nação anoiteceu e acordou incrédula, tristonha, envergonhada pela falta de honradez de seus representantes (...) é triste assistir a um vexame desse porte". De Presidente Bernardes (SP), "eles sabem o que fazem. Nós, pobres e mortais é que não sabemos tudo o que eles fazem (...) Eu não creio em ninguém, faz muito tempo".
De Fortaleza (CE), "este Senado é o mais medíocre de toda a história da República", escreveram vários internautas.