sábado, setembro 15, 2007

O álibi do senhor Silva...

Adelson Elias Vasconcellos, Comentando Notícia
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Pretendia hoje escrever alguma coisa sobre o PIB do trimestre, tão efusivamente comemorado pelo Planalto, leia-se Lula e seus capangas, como também comentar alguns dados “rocambolescos” da pesquisa do IBGE, que um dia foi um instituto de pesquisa do Estado, e agora pouco a pouco está se tornando em uma agência de propaganda institucional político partidária. Os dados hoje divulgados sobre o tal censo, são uma tolice gigantesca pela leitura que se faz da informação deturpada por absoluta má-fé, e a serviço de uma ideologia suicida, porque mata a civilização e o bom senso, e homicida, porque destrói o pensamento, a consciência e o próprio indivíduo que se indispuser ao nefando pensamento único do partidão.

Mas vou deixar de lado estes dois temas para os artigos do final de semana. Vou me ater no clima que se percebe neste Brasil de Lula na Dinamarca, com o Renan liberado nas asas da FAB.

Na medida em que a vamos tomando ciência do que se passou no interior do quarto escuro, surdo e mudo do plenário do Senado, na sessão de polichinelo travada para livrar Renan, na medida em que vamos assistindo gente acusando que tudo não passou de um golpe perdedor da mídia, que por sinal não namorou Mônica Velloso, não pode ser culpada pela paternidade do filho bastardo que Renan sustenta e cujas contas foram bancadas não por ele próprio, como seria o caso de um pai responsável, mesmo que o filho nascesse fora de seu casamento, mas por um lobista de olho gordo em contratos de imensa obesidade com o governo do qual Renan é cúmplice, esta farsa armada vai caindo feito castelo de areia diante da fúria das ondas. Tanto o site do senado foi retirado do ar, quanto os telefones firam mudos. As redações de jornais e revistas nunca receberam tantas cartas de indignação como nos últimos dias. E na internet, são milhares de mensagens e comentários furiosos pela palhaçada que 41 senadores e mais cinco covardes praticaram contra o país. Talvez aí a maior justiça tenha sido feita: na tentativa de livrar o jumento truculento, gigolô elitista da nação, os senadores sórdidos, condenaram Renan diante de todo o país.

Renan, diante do povo, morreu politicamente e recebeu a pior sentença que um homem público poderia receber, a de um canalha, ladrão e safado que não merece estar exercendo mandato algum.

Também me alio a esta indignação nacional. Causa-nos nojo e repugnância ver o país sendo desgovernado da forma como se tem assistido desde 2003. Estamos retrocedendo no tempo. A sensatez está sendo substituída pela estupidez, pela animalidade, pelo primitivo, pela boçalidade. A ética e a honra, estão sendo esmagadas pela usura, pela promiscuidade, pela mentira, pelo descaramento. O país está sendo assaltado em todas as suas instituições por um bando de famélicos brucutus descarados, punguistas e peleguistas, quadrilha de infames que conspurcam a decência, compram consciências, destroem os laços mais sagrados do pensamento elevado e edificante. O esforço de milhões está sendo usado para alimento de belzebus satanizados, gente vinda do esgoto porque não tem dignidade, caráter, honra, que se apropriam dos recursos da nação para implantarem aqui a sua ideologia retrógrada, fundamentalista, regime de atraso, onde a degradação não tem limites para sufocar até o grito de dor e de simples protesto daqueles que ainda reagem e se indignam contra a súcia dos brigadeiros da miopia e do primarismo.

Há cerca de um ano atrás, um pouco mais talvez, publicamos aqui dois artigos que proximamente vamos reedita-los, e cujos títulos dão bem o clima que vive o Brasil de hoje: O luto de uma Nação, e os Gigolôs da Nação, onde mostramos que o país como pátria da ordem, do império da lei, e do pensamento liberto, estava sendo enterrado pelos trambiqueiros no poder. Trambiqueiros que se tornaram os gigolôs de um povo subjugado e sem força para reagir.

Para encerrar, reproduzimos a parte final do artigo “Geração perdida”, do Fausto Wolff, em seu artigo de hoje no Jornal do Brasil:

“(...)O sonho morreu em 1964 e depois disso o pesadelo tomou conta do país.

Quanto às últimas de Brasília: Renão Fiz Nada (agora Renão Entrega Ninguém) foi absolvido por seis pessoas. Cinco delas votariam pela condenação se o voto fosse aberto e o Mercador, réu confesso, se absteria. A excelente comentarista política Lúcia Hipólito resumiu tudo numa frase:

"A absolvição foi construída etapa por etapa no Palácio do Planalto". Não sei alguém levará a sério o álibi do sr. Silva: "Eu estava na Dinamarca" (...)”.