MAS MEC MANTÉM LIVRO DE HISTÓRIA QUE FALA DO FOME ZERO
Artigo de Demétrio Weber, em O Globo online, leiam, em seguida comentaremos.
O Ministério da Educação (MEC) proíbe que livros didáticos distribuídos pelo governo às escolas públicas façam propaganda político-partidária, mas, como mostrou artigo do jornalista Ali Kamel na terça-feira no GLOBO, o livro "Projeto Araribá - História - Ensino Fundamental - 8", para estudantes da 8ª série, que será distribuído a escolas públicas, reproduz texto do Instituto de Cidadania, do PT, sobre o Fome Zero - um programa que nem vingou. Para a comissão de avaliadores que orienta as compras do MEC, a obra não está nessa situação.
A proibição de propaganda partidária em obras didáticas consta no edital do Programa Nacional do Livro Didático de 2008, que definiu regras para a compra de 128 milhões de exemplares pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, do MEC, um investimento de R$ 746 milhões em 2007.
Nas páginas 254 e 255 da edição destinada às escolas públicas, num subcapítulo sobre fome, o livro trata do Fome Zero, lançado pelo presidente Lula em 2003. E apresenta quatro parágrafos do documento "Projeto Fome Zero - Uma proposta de política e segurança alimentar para o Brasil", informando que se trata de texto com "propostas elaboradas pelo Partido dos Trabalhadores em 2001".
" Não li e não opino (Ministro da Educação, Fernando Haddad) "
O ministro Fernando Haddad, porém, não quis entrar na polêmica:
- Não li o livro e não vou opinar. Por questão ética, não podemos induzir a escolha do livro didático.
Haddad destacou que os avaliadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, contratada para analisar obras que serão distribuídas em 2008, não viram problema na reprodução do texto sobre o Fome Zero e aprovaram a inclusão da obra no Guia do Livro Didático 2008. O catálogo é enviado às escolas para que os professores e o diretor escolham os títulos que receberão no ano seguinte. A pedido de 13 mil diretores, o MEC adquiriu 1,1 milhão de exemplares, ao custo de R$ 5,6 milhões.
Haddad defendeu o processo de avaliação, que disse ser impessoal. Segundo o ministro, esse modelo garante imparcialidade e evita censuras.
- A tutela do Estado é ante-sala do arbítrio - afirmou.
Artigo de Demétrio Weber, em O Globo online, leiam, em seguida comentaremos.
O Ministério da Educação (MEC) proíbe que livros didáticos distribuídos pelo governo às escolas públicas façam propaganda político-partidária, mas, como mostrou artigo do jornalista Ali Kamel na terça-feira no GLOBO, o livro "Projeto Araribá - História - Ensino Fundamental - 8", para estudantes da 8ª série, que será distribuído a escolas públicas, reproduz texto do Instituto de Cidadania, do PT, sobre o Fome Zero - um programa que nem vingou. Para a comissão de avaliadores que orienta as compras do MEC, a obra não está nessa situação.
A proibição de propaganda partidária em obras didáticas consta no edital do Programa Nacional do Livro Didático de 2008, que definiu regras para a compra de 128 milhões de exemplares pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, do MEC, um investimento de R$ 746 milhões em 2007.
Nas páginas 254 e 255 da edição destinada às escolas públicas, num subcapítulo sobre fome, o livro trata do Fome Zero, lançado pelo presidente Lula em 2003. E apresenta quatro parágrafos do documento "Projeto Fome Zero - Uma proposta de política e segurança alimentar para o Brasil", informando que se trata de texto com "propostas elaboradas pelo Partido dos Trabalhadores em 2001".
" Não li e não opino (Ministro da Educação, Fernando Haddad) "
O ministro Fernando Haddad, porém, não quis entrar na polêmica:
- Não li o livro e não vou opinar. Por questão ética, não podemos induzir a escolha do livro didático.
Haddad destacou que os avaliadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, contratada para analisar obras que serão distribuídas em 2008, não viram problema na reprodução do texto sobre o Fome Zero e aprovaram a inclusão da obra no Guia do Livro Didático 2008. O catálogo é enviado às escolas para que os professores e o diretor escolham os títulos que receberão no ano seguinte. A pedido de 13 mil diretores, o MEC adquiriu 1,1 milhão de exemplares, ao custo de R$ 5,6 milhões.
Haddad defendeu o processo de avaliação, que disse ser impessoal. Segundo o ministro, esse modelo garante imparcialidade e evita censuras.
- A tutela do Estado é ante-sala do arbítrio - afirmou.
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A fala do ministro Haddad afirmando que “não li e não comento” é de imbecilidade dolorosa. Quanto mais ainda, se considerarmos que Haddad é ministro da Educação. Ora, se alguém levanta suspeitas sobre um livro pago pelo MEC, a pasta de Haddad, e de que tal livro contém texto de propaganda partidária, o mínimo que a responsabilidade impõem é informar-se da veracidade do que a crítica está apontando ou não. Não é simplesmente dar as costas e dizer “isto não é comigo”. Ora convenhamos, faz o quê então o senhor Haddad, figuração ? Teatro mambembe? Isto, meu caro, em qualquer lugar sério do mundo, é uma atitude omissa e irresponsável da parte de alguém pago pela sociedade para cumprir uma função pública, e se omite diante de suspeitas de irregularidades igualmente bancadas com dinheiro público.
Aliás, demonstramos aqui ontem em depoimentos de professores da rede pública, que o critério que o ministro afirma ser o empregado pelo MEC para o “patrocínio” de livros didáticos não é verdadeiro. Diz Haddad que “não podemos induzir a escolha do livro didático”. Pois, então, meu senhor, poderia fazer a gentileza de ao menos fiscalizar para não se empurrar porcaria com selo de qualidade para os alunos das escolas públicas ?
Quanto a afirmação de que a “tutela é a ante-sala do arbítrio”, melhor seria aplicá-la a si mesmo, quando permite que livro didático seja distribuído com conteúdo mentiroso e mistificador, manipulador de fatos históricos, inclusive reconhecido pelo próprio editor, e mais, com descarada propagando político-partidária. Isto sim é arbítrio puro e genuíno, por que nem na ante-sala se encontra.
A fala do ministro Haddad afirmando que “não li e não comento” é de imbecilidade dolorosa. Quanto mais ainda, se considerarmos que Haddad é ministro da Educação. Ora, se alguém levanta suspeitas sobre um livro pago pelo MEC, a pasta de Haddad, e de que tal livro contém texto de propaganda partidária, o mínimo que a responsabilidade impõem é informar-se da veracidade do que a crítica está apontando ou não. Não é simplesmente dar as costas e dizer “isto não é comigo”. Ora convenhamos, faz o quê então o senhor Haddad, figuração ? Teatro mambembe? Isto, meu caro, em qualquer lugar sério do mundo, é uma atitude omissa e irresponsável da parte de alguém pago pela sociedade para cumprir uma função pública, e se omite diante de suspeitas de irregularidades igualmente bancadas com dinheiro público.
Aliás, demonstramos aqui ontem em depoimentos de professores da rede pública, que o critério que o ministro afirma ser o empregado pelo MEC para o “patrocínio” de livros didáticos não é verdadeiro. Diz Haddad que “não podemos induzir a escolha do livro didático”. Pois, então, meu senhor, poderia fazer a gentileza de ao menos fiscalizar para não se empurrar porcaria com selo de qualidade para os alunos das escolas públicas ?
Quanto a afirmação de que a “tutela é a ante-sala do arbítrio”, melhor seria aplicá-la a si mesmo, quando permite que livro didático seja distribuído com conteúdo mentiroso e mistificador, manipulador de fatos históricos, inclusive reconhecido pelo próprio editor, e mais, com descarada propagando político-partidária. Isto sim é arbítrio puro e genuíno, por que nem na ante-sala se encontra.
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E saiba o senhor Haddad que, com arrogância, não conseguirá infiltrar um processo de imbecilização e idiotia no pensamento dos nossos filhos. Estamos vigilantes porque, afinal, é o nosso dinheiro que está bancando esta farra e esta “esperteza” depravada e indecorosa
E saiba o senhor Haddad que, com arrogância, não conseguirá infiltrar um processo de imbecilização e idiotia no pensamento dos nossos filhos. Estamos vigilantes porque, afinal, é o nosso dinheiro que está bancando esta farra e esta “esperteza” depravada e indecorosa