sexta-feira, outubro 05, 2007

Senado: é possível descer mais ainda ?

Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia

Sob o título “Senadores Simon e Vasconcelos são expulsos da CCJ”, reportagem de Maria Clara Cabral do Portal Terra, segue a matéria. Depois, comentaremos.
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Os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) foram expulsos da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado pelo líder do PMDB, Valdir Raupp (RO). Os dois, que são da ala independente do partido, serão substituídos por Almeida Lima (SE) e Paulo Duque (RJ), aliados do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL).

Vasconcelos atribui a atitude diretamente a Calheiros e diz que o seu partido passou dos limites. "Estou em uma luta que já pressentia. O real PMDB somos nós, estava preparado para o pior. Não posso me surpreender, passaram dos limites", afirmou.

Pedro Simon também se mostrou indignado com a sua expulsão. "A ditadura não conseguiu me cassar, agora me acontece isso", disse.

Já o presidente da CCJ, senador Marco Maciel (Democratas-PE), disse estar surpreso com a manobra e que, em sua opinião, o procedimento não está em harmonia com a Casa. "Fiquei surpreso com a decisão do líder do PMDB de afastar os ilustres e operosos senadores. Minha estranheza é tanto maior quando se sabe que tal procedimento não está em harmonia com as tradições da Casa, caracterizada pelo respeito com as opinião dos parlamentares", afirmou.

O requerimento de destituição dos senadores foi lido em Plenário em nome do líder Raupp. Na semana passada, um grupo de peemedebistas apelidados como rebelados ajudaram a derrubar a medida provisória que criou a Secretaria de Planejamento a Longo Prazo.
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*** COMENTANDO A NOTÍCIA: A decisão da cúpula do PMDB, e não apenas de Valdir Raupp é bom que se diga, de afastar os senadores Jarbas Vasconcellos, do Pernambuco, e Pedro Simon, do Rio Grande do Sul, da Comissão de Constituição e Justiça, é por todos os lados que se analisar, um ato covarde, mesquinho, imoral e tremendamente injusto, pela própria história dos dois senadores dentro do partido. Nem a ditadura militar conseguiu praticar ato tão ignominioso. Claro que os dois pela grandeza de suas personalidades, pelo caráter íntegro e em respeito aos eleitores que os escolheram para representarem seus estados no senado, não agirão em represália ao partido. Os homens são transitórios, passam, o partido é institucional, permanece.

Os que se arvoram como donos da sigla estão dando ao partido, uma face que se coaduna com sua própria face. Assim, ao invés de lutarem para fincarem uma bandeira de decência, de ética, aqueles que ontem se locupletaram em plena ditadura, e só transpuseram o muro quanto sentiram o cheiro da queda eminente do regime militar, hoje posam de democráticos, quando não passam de esbirros covardes lambuzados no regime do arbítrio, da falta de liberdades, do autoritarismo.

Os jáderes, os sarneysistas, os quercistas, os renansistas, representam a podridão em pessoa de um tempo que envergonha o país e macula a instituição que dizem defender. No fundo, tais pilantras defenderam sempre e apenas seu próprio interesse pessoal. Apenas para lembrar, Sarney e Renan representam há muitos anos os estados do Maranhão e de Alagoas, e não por acaso, dois estados com os piores índices de qualidade de vida de suas populações. É gentalha deprimente, enxovalhada, e que não tem 10% de grandeza moral para comparar-se aos perfis biográficos de Pedro Simon e Jarbas Vasconcellos. São lixo sórdido parido no que de pior este país já produziu no seio de sua classe política. São anões de moral debilóide, que rastejam suas vísceras intestinas na podridão e promiscuidade.

A arrogância do senhor renan (e é assim mesmo que este cretino merece ter seu nome escrito, em minúsculas, do tamanho de sua moral), está tendo como efeito a degradação cada maior de uma casa que deveria respeitar o mandato popular outorgado e conquistado nas urnas legitimamente como legítimas e honradas são e sempre foram suas atuações. Estes anões sórdidos estão convertendo o senado em uma casa de tolerância e promiscuidade. Ao se manter aferrado à cadeira de presidente da casa sem ter condição moral alguma para lá permanecer, não pense este cidadão que esteja mostrando alguma autoridade. O que este camarada está mostrando é estar mais baixo do ordinário, do imoral, donde ele já não pode mais descer. Está engolido pela própria lama que destila de sua alma conspurcado no charco da indecência.

Nesta ação sórdida patrocinado por este senador sem moral, querendo subir mais, desceu ao mais baixo nível que um lacaio trôpego pode descer. E sua leviandade acaba é colocando no pedestal gente que pode estufar o peito e sair de cabeça erguida nas ruas, no meio do povo de qualquer estado do país, e não apenas nos currais e nos antros dos porcos que os expulsam por serem honrados. Simon e Jarbas tem passado, tem presente e sempre terão futuro. Já os canalhas que os traem de forma infame, têm um passado que os condenam, um presente que os desonram e um futuro negro como a cor de suas almas.

E por mais que estes degradados e imbecis atentem contra a ética dos que não admitem chafurdar-se no mesmo charco em que se deliciam, por mais que minta e mistifiquem seus atos nas barganhas do submundo com que se movem, não conseguirão apagar as manchas de um caráter que não possuem, de uma honra que seus atos negam existir, e de uma integridade moral que não conseguirão comprar. A história, no devido tempo, saberá, mais do que os atos imundos com que se banqueteiam no covil de suas pocilgas, mostrar a sordidez das personalidades demoníacas dos traidores da representação popular.

Ao serem eleitos para os seus atuais mandatos, não lhes foi outorgada procuração nem para delinqüir nem para agirem feito canalhas, e que por serem o tanto que são, não merecerão nenhuma condescendência. Para Simon e Jarbas, o amanhã saberá sorrir na devida justeza de suas honras. Para os que os traíram, a história mostrará os canalhas que são e o quanto são.