Alexandra Bicca , Jornal do Brasil
Brasília. Pelo quarto mês consecutivo, o saldo da balança comercial brasileira ficou abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Apesar de as exportações terem registrado o segundo melhor desempenho da história, as importações, em franco crescimento, também tiveram valores recordes, o terceiro maior. Não é isso, no entanto, que preocupa o governo. De acordo com o secretário de Comércio Exterior, Armando Meziat, se as vendas mantiverem o atual ritmo, poderão esbarrar nos gargalos de infra-estrutura do país, como falta de portos e rodovias.
Em setembro, as vendas para o mercado externo atingiram US$ 14,2 bilhões, com média diária de US$ 745,6 milhões, enquanto as compras no exterior chegaram a US$ 10,7 bilhões e a média diária a US$ 562,9 milhões. Esses números resultaram em saldo de US$ 3,5 bilhões, variação negativa de 22,3% em relação a setembro do ano passado.
No acumulado do ano, as exportações chegaram a US$ 116,6 bilhões, recorde histórico, além de representar mais de 75% da meta para este ano, de R$ 155 bilhões. Por outro lado, as compras no exterior também já atingiram a cifra recorde de R$ 85,6 bilhões, crescimento de 28,3% em relação aos nove primeiros meses do ano passado. Com esse desempenho nas vendas e compras no exterior, o Brasil já acumulou, de janeiro a setembro, um superávit de US$ 30,9 bilhões, o que significa uma queda de 9,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.
De acordo com Meziat, a meta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio é incentivar mais exportações para chegar a US$ 200 bilhões por ano. Ele afirma que isso é possível diante do bom desempenho verificado desde 2003. De lá para cá, o Brasil saiu da marca de US$ 60 bilhões em embarques por ano para os US$ 155 bilhões previstos para este ano.
- Temos que olhar para o futuro e fazer com que as exportações brasileiras possam continuar crescendo. Isso será feito com a implantação da segunda fase da política industrial, que trata especificamente de investimento e desenvolvimento tecnológico - disse Meziat, que na próxima semana deixará de ser o secretário de comércio exterior do ministério, para ocupar a vaga de secretário de Política Industrial.
Além da política industrial, que prevê incentivos para os setores exportadores, o governo conta com as obras de infra-estrutua prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ontem, pela primeira vez, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, admitiu que o saldo comercial deste ano deverá ser menor do que o do ano passado.
Segundo os dados do ministério, os produtos que tiveram melhor desempenho em setembro foram aviões, plataformas de petróleo, automóveis, minério de ferro e soja.
Brasília. Pelo quarto mês consecutivo, o saldo da balança comercial brasileira ficou abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Apesar de as exportações terem registrado o segundo melhor desempenho da história, as importações, em franco crescimento, também tiveram valores recordes, o terceiro maior. Não é isso, no entanto, que preocupa o governo. De acordo com o secretário de Comércio Exterior, Armando Meziat, se as vendas mantiverem o atual ritmo, poderão esbarrar nos gargalos de infra-estrutura do país, como falta de portos e rodovias.
Em setembro, as vendas para o mercado externo atingiram US$ 14,2 bilhões, com média diária de US$ 745,6 milhões, enquanto as compras no exterior chegaram a US$ 10,7 bilhões e a média diária a US$ 562,9 milhões. Esses números resultaram em saldo de US$ 3,5 bilhões, variação negativa de 22,3% em relação a setembro do ano passado.
No acumulado do ano, as exportações chegaram a US$ 116,6 bilhões, recorde histórico, além de representar mais de 75% da meta para este ano, de R$ 155 bilhões. Por outro lado, as compras no exterior também já atingiram a cifra recorde de R$ 85,6 bilhões, crescimento de 28,3% em relação aos nove primeiros meses do ano passado. Com esse desempenho nas vendas e compras no exterior, o Brasil já acumulou, de janeiro a setembro, um superávit de US$ 30,9 bilhões, o que significa uma queda de 9,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.
De acordo com Meziat, a meta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio é incentivar mais exportações para chegar a US$ 200 bilhões por ano. Ele afirma que isso é possível diante do bom desempenho verificado desde 2003. De lá para cá, o Brasil saiu da marca de US$ 60 bilhões em embarques por ano para os US$ 155 bilhões previstos para este ano.
- Temos que olhar para o futuro e fazer com que as exportações brasileiras possam continuar crescendo. Isso será feito com a implantação da segunda fase da política industrial, que trata especificamente de investimento e desenvolvimento tecnológico - disse Meziat, que na próxima semana deixará de ser o secretário de comércio exterior do ministério, para ocupar a vaga de secretário de Política Industrial.
Além da política industrial, que prevê incentivos para os setores exportadores, o governo conta com as obras de infra-estrutua prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ontem, pela primeira vez, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, admitiu que o saldo comercial deste ano deverá ser menor do que o do ano passado.
Segundo os dados do ministério, os produtos que tiveram melhor desempenho em setembro foram aviões, plataformas de petróleo, automóveis, minério de ferro e soja.