Adelson Elias Vasconcellos
Dentro do perfil do Ministro da Saúde do Mosquito, há uma historinha que nos conta o Cláudio Humberto:
"Após demitir o então secretário de Saúde Sérgio Arouca, em 2002, e seu auxiliar José Gomes Temporão, o prefeito César Maia descobriu mais de 9 mil processos empilhados na secretaria. A dupla só acreditava em prevenção, por isso negligenciou doentes e doenças a serem tratados."
Se a história procede ou não, isto é circunstancial. O que importa é ver o resultado. Em sua coluna na Tribuna da Imprensa de hoje, o jornalista Hélio Fernandes nos lembra um fato que foi noticiado também nesta semana, mas que, em razão da gravidade da epidemia da dengue que assola o Rio de Janeiro, ficou quase relegado a um segundo plano. Segue:
Denúncia gravíssima da Folha, em manchete: "54 mil pessoas esperam radioterapia no País". Querem saber apenas o DIAGNÓSTICO, todos recomendam: "Prevenir é a melhor coisa". Como prevenir se ninguém é atendido?
A dengue que é muito mais fácil de descobrir e combater virou epidemia. Que República.
Se a gente quiser fazer um retrospecto da passagem do senhor Temporão pelo Ministério da Saúde, não dá para se carimbá-lo como “eficiente”.
Em 2007, por exemplo, o país voltou a se assustar com a propagação da febre amarela, do mesmo modo como assusta a tuberculose, que há poucos dias noticiamos aqui.
Para quem chegou determinado a impor aborto e descriminalização das drogas, faltou no mínimo, ao ministro, a sensibilidade necessária para administrar coisas bem mais rotineiras, e que fazem o inferno na vida dos brasileiros.
Na questão da dengue mesmo, informamos que o governo em 2007 só investiu cerca de 54% do que estava previsto para a prevenção da doença. Porém, isto é só uma pequena ponta do flagelo que matou cerca de 54pessoas, pelo menos a metade crianças, e sobre a qual há suspeitas de pelo menos mais 50 óbitos provocados. Acredito até que as ‘suspeitas” já se confirmaram, porém só não se divulgou para não colocar a população em pânico maior ainda.
Contudo, em se tratando de saúde pública, é preciso ver qual a real importância lhe dá o governo do Luiz Inácio, uma vez que, se ela não for eficiente, quem padecerá, evidentemente, será a população mais carente do país.
No post abaixo deste, Leandro Kleber do site Contas Abertas no mostra o histórico de como o governo Lula se importa com o problema: nos últimos três anos aplicou-se apenas metade do total previsto para prevenção. Aliás, em comparação com o passado, é justo concluir que o investido real é apenas a metade no governo anterior. Ou seja, de cada R$ 10,00 previstos em orçamento para programas de prevenção, o governo federal fez uso de apenas R$ 5,00, quando comparado a si mesmo, e de apenas R$ 2,50 quando comparado ao governo FHC. E o resto ? Bem o resto é discurso para enconbrir a incompetência além, é claro, da desimportância com que trata a questão da saúde dos brasileiros. Afinal, o que importa são os votos nas urnas...
Neste altura do campeonato, em que se contabilizam além dos mortos, mais de 45 mil casos, em menos de três meses, em que muitos dos que morreram, mais do que a picada do mosquito, a razão do falecimento foi muito mais por falta de atendimento hospitalar, é bom que não se politize a questão, como primeiro pediu Lula e depois seu ministro da Saúde. É lógico que, a politização neste caso, só poderia ser feita se e quando a notícia lhe fosse favorável, porém é justo lembrar que em 2002, não poupou de críticas ao ministro Serra com menor número de casos e mortes comparado com o governo atual, em discurso lá na Mangueira, no período eleitoral! Esqueceu-se quem primeiro politizou, senhor Luiz Ignácio?
Epidemia de dengue no governo dos outros é festa, né ? Ai “pooode” fazer uso político, principalmente quando se está em campanha eleitoral ! Interessante, como o destino consegue ser tão irônico, às vezes...
Mas, o triste é que se a situação atual já é assustadora, o que se dirá se ela puder piorar ? Ah, vocês acham que pior do que está, não vai ficar? Pior é que pode, sim. No post dois abaixo deste, reportagem do Jornal do Brasil nos informa de que a dengue do tipo 4 já chegou ao Brasil, e que ela pode chegar também ao Rio.
O que é lamentável, mais do que até a própria omissão do governo federal que contribuiu diretamente para a situação chegar ao descalabro atual, é que, durante este tormento, o Luiz Ignácio promoveu sua caravana eleitoreira no Nordeste, criticando os governos anteriores, fazendo festa e bancando a babá para o aprendiz de ditador Hugo Chavez a quem teve a desfaçatez de alcunhar como “pacificador” na questão Equador-Colômbia, esquecendo que o pacifista deu financiamento e abrigo para terrorista em seu próprio território, além de deslocar tropas e força aérea para a fronteira com a Colômbia.
Pois bem: não se dignou o “vossa excelência”, uma única vez sequer, de se dirigir ao Rio de Janeiro para acompanhar de perto ações públicas de atendimentos às vítimas da epidemia, bem como as medidas necessárias para combate à dengue. Ação covarde e omissa da mesma “pequenez política” que o Luiz Inácio assumiu quando da queda do avião Airbus da TAM com o resultado de 199 mortes.
Neste semana, em artigo do Josias de Souza aqui reproduzido, comprovamos que o governo atual já superou, em cinco anos, o número de mortes por dengue dos oito anos do governo anterior. E ele ainda quer comparar-se! Ridículo.
Chefe de governo só para os momentos de festa, é a única coisa de que o país não precisa. Fico imaginando este cidadão se tivesse sido ele, e não FHC, o sucessor de Itamar Franco, e tido de enfrentar um país economicamente esfacelado, com déficits públicos fugindo ao controle, com hiper-inflação, contas públicas em descalabro, com déficits consecutivos na balança comercial e de pagamentos, além da dívida externa de curto prazo sem dinheiro em caixa para pagar, sem plano Real e sem programas sociais já implementados, e diante deste quadro dos horrores, e ainda precisando enfrentar cinco graves crises internacionais em países emergentes !!!
Se, com todos os ventos a favor, eles conseguem com seus apagões da segurança, aéreo e da saúde, matarem mais do que os americanos mortos em guerra no Iraque durante cinco anos, bem melhor a gente nem pensar no que teria sido o governo deste cidadão diante da turbulência de 1994!!!
Fica patente o estigma que a história irá registrar: este é um governo cuja omissão e incompetência matam muito mais do que qualquer guerra mundo afora. E o Brasil está em paz e sem ameaça terrorista !
Dentro do perfil do Ministro da Saúde do Mosquito, há uma historinha que nos conta o Cláudio Humberto:
"Após demitir o então secretário de Saúde Sérgio Arouca, em 2002, e seu auxiliar José Gomes Temporão, o prefeito César Maia descobriu mais de 9 mil processos empilhados na secretaria. A dupla só acreditava em prevenção, por isso negligenciou doentes e doenças a serem tratados."
Se a história procede ou não, isto é circunstancial. O que importa é ver o resultado. Em sua coluna na Tribuna da Imprensa de hoje, o jornalista Hélio Fernandes nos lembra um fato que foi noticiado também nesta semana, mas que, em razão da gravidade da epidemia da dengue que assola o Rio de Janeiro, ficou quase relegado a um segundo plano. Segue:
Denúncia gravíssima da Folha, em manchete: "54 mil pessoas esperam radioterapia no País". Querem saber apenas o DIAGNÓSTICO, todos recomendam: "Prevenir é a melhor coisa". Como prevenir se ninguém é atendido?
A dengue que é muito mais fácil de descobrir e combater virou epidemia. Que República.
Se a gente quiser fazer um retrospecto da passagem do senhor Temporão pelo Ministério da Saúde, não dá para se carimbá-lo como “eficiente”.
Em 2007, por exemplo, o país voltou a se assustar com a propagação da febre amarela, do mesmo modo como assusta a tuberculose, que há poucos dias noticiamos aqui.
Para quem chegou determinado a impor aborto e descriminalização das drogas, faltou no mínimo, ao ministro, a sensibilidade necessária para administrar coisas bem mais rotineiras, e que fazem o inferno na vida dos brasileiros.
Na questão da dengue mesmo, informamos que o governo em 2007 só investiu cerca de 54% do que estava previsto para a prevenção da doença. Porém, isto é só uma pequena ponta do flagelo que matou cerca de 54pessoas, pelo menos a metade crianças, e sobre a qual há suspeitas de pelo menos mais 50 óbitos provocados. Acredito até que as ‘suspeitas” já se confirmaram, porém só não se divulgou para não colocar a população em pânico maior ainda.
Contudo, em se tratando de saúde pública, é preciso ver qual a real importância lhe dá o governo do Luiz Inácio, uma vez que, se ela não for eficiente, quem padecerá, evidentemente, será a população mais carente do país.
No post abaixo deste, Leandro Kleber do site Contas Abertas no mostra o histórico de como o governo Lula se importa com o problema: nos últimos três anos aplicou-se apenas metade do total previsto para prevenção. Aliás, em comparação com o passado, é justo concluir que o investido real é apenas a metade no governo anterior. Ou seja, de cada R$ 10,00 previstos em orçamento para programas de prevenção, o governo federal fez uso de apenas R$ 5,00, quando comparado a si mesmo, e de apenas R$ 2,50 quando comparado ao governo FHC. E o resto ? Bem o resto é discurso para enconbrir a incompetência além, é claro, da desimportância com que trata a questão da saúde dos brasileiros. Afinal, o que importa são os votos nas urnas...
Neste altura do campeonato, em que se contabilizam além dos mortos, mais de 45 mil casos, em menos de três meses, em que muitos dos que morreram, mais do que a picada do mosquito, a razão do falecimento foi muito mais por falta de atendimento hospitalar, é bom que não se politize a questão, como primeiro pediu Lula e depois seu ministro da Saúde. É lógico que, a politização neste caso, só poderia ser feita se e quando a notícia lhe fosse favorável, porém é justo lembrar que em 2002, não poupou de críticas ao ministro Serra com menor número de casos e mortes comparado com o governo atual, em discurso lá na Mangueira, no período eleitoral! Esqueceu-se quem primeiro politizou, senhor Luiz Ignácio?
Epidemia de dengue no governo dos outros é festa, né ? Ai “pooode” fazer uso político, principalmente quando se está em campanha eleitoral ! Interessante, como o destino consegue ser tão irônico, às vezes...
Mas, o triste é que se a situação atual já é assustadora, o que se dirá se ela puder piorar ? Ah, vocês acham que pior do que está, não vai ficar? Pior é que pode, sim. No post dois abaixo deste, reportagem do Jornal do Brasil nos informa de que a dengue do tipo 4 já chegou ao Brasil, e que ela pode chegar também ao Rio.
O que é lamentável, mais do que até a própria omissão do governo federal que contribuiu diretamente para a situação chegar ao descalabro atual, é que, durante este tormento, o Luiz Ignácio promoveu sua caravana eleitoreira no Nordeste, criticando os governos anteriores, fazendo festa e bancando a babá para o aprendiz de ditador Hugo Chavez a quem teve a desfaçatez de alcunhar como “pacificador” na questão Equador-Colômbia, esquecendo que o pacifista deu financiamento e abrigo para terrorista em seu próprio território, além de deslocar tropas e força aérea para a fronteira com a Colômbia.
Pois bem: não se dignou o “vossa excelência”, uma única vez sequer, de se dirigir ao Rio de Janeiro para acompanhar de perto ações públicas de atendimentos às vítimas da epidemia, bem como as medidas necessárias para combate à dengue. Ação covarde e omissa da mesma “pequenez política” que o Luiz Inácio assumiu quando da queda do avião Airbus da TAM com o resultado de 199 mortes.
Neste semana, em artigo do Josias de Souza aqui reproduzido, comprovamos que o governo atual já superou, em cinco anos, o número de mortes por dengue dos oito anos do governo anterior. E ele ainda quer comparar-se! Ridículo.
Chefe de governo só para os momentos de festa, é a única coisa de que o país não precisa. Fico imaginando este cidadão se tivesse sido ele, e não FHC, o sucessor de Itamar Franco, e tido de enfrentar um país economicamente esfacelado, com déficits públicos fugindo ao controle, com hiper-inflação, contas públicas em descalabro, com déficits consecutivos na balança comercial e de pagamentos, além da dívida externa de curto prazo sem dinheiro em caixa para pagar, sem plano Real e sem programas sociais já implementados, e diante deste quadro dos horrores, e ainda precisando enfrentar cinco graves crises internacionais em países emergentes !!!
Se, com todos os ventos a favor, eles conseguem com seus apagões da segurança, aéreo e da saúde, matarem mais do que os americanos mortos em guerra no Iraque durante cinco anos, bem melhor a gente nem pensar no que teria sido o governo deste cidadão diante da turbulência de 1994!!!
Fica patente o estigma que a história irá registrar: este é um governo cuja omissão e incompetência matam muito mais do que qualquer guerra mundo afora. E o Brasil está em paz e sem ameaça terrorista !