Adelson Elias Vasconcellos
Até poderia analisar a fala do Luiz Ignácio hoje em Delmiro Gouveia, Alagoas, tipo cebola, por camadas. Porém, prefiro que o leitor leia um trecho sem cortes, faça sua primeira análise e, depois, leia nosso comentário. Segue:
“E estão lá nossos amigos do PSDB, que no primeiro momento trabalharam de forma civilizada. Estão lá nossos amigos do DEM, que tiveram tanta vergonha que mudaram o nome do partido de PFL para DEM. Estão lá destilando ódio. Destilando ódio. Ódio que mesmo eu quando era dirigente sindical não conseguia destilar contra meus adversários. Porque aprendei que na política a gente constrói consenso para beneficiar a sociedade".
”E eles governaram esse país desde que Cabral aqui aportou. Fizeram e desfizeram. Mas ontem. [...] Deus escreve certo por linhas tortas. A pesquisa de ontem deve ter deixado eles incomodados."
Eu sei que não é fácil para uma parte da elite política do país compreender porque é que é um torneiro-mecânico retirante e nordestino está aqui nesta tribuna e não eles."
Vocês não precisam aceitar que as denúncias dos nossos adversários virem verdades absolutas. É preciso saber quem está acusando quem".
"É importante lembrar bom lembrar que meu partido só tem 14 senadores. E o senado tem 81. E para mim aprovar qualquer coisa, preciso ter no mínimo 41 senadores."
Quantas vezes vocês leram aqui durante a semana, quando comentávamos os discursos do Luiz Inácio, em sua caravana palanqueira eleitoral pelo Nordeste, o ódio destilado de suas palavras, o tom exageradamente rancoroso que brotavam em cada uma das palavras, das vírgulas, dos dois pontos, ou ao final de cada parágrafo?
Pois bem, tentando reverter o mal-estar provocado, seja pela reportagem da VEJA sobre a existência de um dossiê anti-FHC, quanto na edição de hoje da Folha de São Paulo mostrando que a gaiata que produziu o dossiê é nada mais nada menos do que o braço direito da Dilma, e sua substituta no comando da Casa Civil em eventuais ausências, o que Lula tratou de fazer ? Tratou de ser ele mesmo, ou seja, tentou mirar os outros olhando-se no próprio espelho.
Não, Luiz Inácio, ninguém o odeia tanto quanto você até desejaria que o fosse, para transformar-se em um mártir (era só que faltava), como também se ódio em política brasileira existir, este se caracterizou em seus discursos e ações no tempo em que você era da oposição. Poderia lembra-lo das dezenas de vezes em que, tanto você quanto seu partido, podendo somar, recusaram-se simplesmente em faze-lo. Como também, poderia lhe apontar as dezenas de projetos apresentados pelos governos anteriores e para quais a participação de vossa senhoria como de seu partido eram importantes, ,porém e simplesmente você e seu partido recusaram-se em participar, fosse dos debates, tanto quanto das votações. Questão fechada, e o PT sempre, e inapelavelmente, votaram contra qualquer coisa, para o bem ou para omal. Poderia até trazer dezenas de exemplos em que o País, e não simplesmente os governantes, mas o País, senhor Luiz Inácio, precisou de seu apoio, de suas idéias, de sua colaboração e participação, e você, num arroubo autocrático e arrogante, negou-se em conceder e deu às costas. Repito: você deu às costas ao País e seus milhões de habitantes, e não aos governantes de plantão.
Porém, senhor Luiz Inácio,. acredito que apenas um exemplo é suficientemente forte para demonstrar a verdadeira face deste que hoje, beneficiário político do período mais profícuo de reformas a que este país foi submetido em sua trajetória republicana, que nos devolveu o orgulho de exibirmos uma instituição nacional com valor significativo, que é a nossa moeda, que tirou o país do atraso de 50 anos em que se achava mergulhado, depois da frustração de Sarney e Collor, que se seguiram aos 20 anos de escuridão provocados pela ditadura militar, que soube levar com orgulho o nome do Brasil de volta ao respeito da comunidade internacional, porém sem esquecer a necessária e inadiável implantação de programas sociais para tirar da miséria milhões de brasileiros aflitos e flagelados, e que, não obstante tal herança, jamais teve, de sua parte, um ato de humildade, de grandeza e de dignidade para ser ao menos grato pelo país que lhe foi transmitido, pois bem, o exemplo serve para mostrar o tipo de pessoa rancorosa, egocêntrica, arrogante e, acima de tudo, o péssimo brasileiro que você sempre foi.
Logo após a deposição de Collor da presidência da República, para a qual o PT trabalhou incessante e sofregamente, e tão logo o seu vice-presidente, Itamar Franco assumiu, o político mineiro chamou todos os partidos e pediu-lhes não a submissão, mas o indispensável apoio de todos para a busca de um entendimento nacional, para trazer o país de volta à normalidade, traumatizado pela saída de um presidente legitimamente eleito pela maioria da Nação, e todos se sensibilizaram e se dispuseram a debater a necessidade de se constituir um pacto de entendimento nacional. Todos eu disse ? Não, apenas um, e todos os do seu partido, negaram-se terminantemente em colaborar e em participar: você, Luiz Inácio Lula da Silva, juntou todos os petistas do Congresso e disse um sonoro “N-Ã-O” ao entendimento que a emergência do momento estava a exigir e que Itamar Franco tão humildemente estendeu a mão para pedir. Ou seja, nem no momento mais delicado de nossa ainda incipiente redemocratização, você, Luiz Inácio, se dispôs a colaborar. Queres ação mais anti-brasileira do que esta ? Quem aqui neste país mais destilou ódio, rancor e selvageria política do que você mesmo, Luiz Inácio, contra todos os demais democratas brasileiros? Os arquivos dos jornais não foram destruídos, estão aí como lembranças vivas e históricas daquele malfadado “N-Ã-O”, repulsivamente tão anti-patriótico, tão bárbaro e estupidamente tão anti-brasileiro. Ah, sim: o ex-presidente Itamar Franco ainda vive para testemunhar o quanto você não tem moral para acusar quem quer que seja. E a tal ponto o acuso de anti-patriótico e anti-brasileiro, que o maior exemplo disto é a falta de tua assinatura na Constituição Brasileira de 1988, carta de alforria da nossa redemocratização. Até hoje nunca consegui compreender o por quê da tua recusa em assinar a carta magna do Brasil. Hoje, melhor do que nunca, pude perceber que você não assinou nossa Constituição, da qual, repare bem, você e seus partidários políticos foram constituintes, porque não era democracia que vocês desejavam para o Brasil. O sonho, tantos anos acalentado de todos os petistas, Lula inclusive, era a implantação de um regime de ditadura de esquerda. Como a Constituição restaurava a democracia, você neste fato encontrou as razões para não assiná-la, muito embora, graças ao estado de direito que ela restabeleceu, te foi possível chegar ao poder, sem precisar praticar um golpe de estado.
Assim, fica evidenciado que você, Luiz Inácio Lula da Silva, não têm legitimidade moral e competência de caráter para julgar quem quer que seja, porque o ódio que incendeia tua alma, o faz cego de arrogância e, de tal forma tal sentimento se impregnou e se incrustou na tua personalidade que, nem quando 199 vítimas morreram no acidente fatídico do airbus da TAM em São Paulo, você sequer se fez presente, como agora, com 54 mortes de infectados pela dengue, no Rio de Janeiro, na maioria crianças, muitas das quais morreram não pela picada do mosquito mas pela falta de atendimento médico na rede pública hospitalar, você preferiu fazer campanha política no Nordeste, do que, de forma humana e desprendida, levar sua solidariedade às vítimas. Quem se omite em momentos como esse, com medo de “sofrer prejuízo a sua imagem política”, é indigno de consideração e respeito, e não tem sequer hombridade para dar sua parcela de colaboração no sentimento de fraternidade tão necessário para os que sofrem. E registre-se: tanto num flagelo quanto no outro, muito mais se deve à omissão e incompetência das ações do teu governo.
Fica claro que odiosa é a alma que se omite em participar, porque sua arrogância só lhe permite olhar para o próprio umbigo. É a mente devotada ao crime, ao acusatório, à omissão, a deliberada e vergonhosa ausência de princípios morais e escrúpulos, porque se imagina inimputável, acima de Deus, quando não vai além do mentiroso empedernido que, diante da adversidade política, sua única ação é a de macular a biografia alheia através de dossiês cafajestes montados no submundo da devassidão.
Não, não são os “adversários” que destilam ódio contra você, Luiz Inácio Lula Silva, até porque você entende de destilados muito mais do que qualquer outro neste país. Na verdade, não apenas de ódio a tua alma se reveste, ali juntam-se num único sentimento, impossível até de mensurar, ódio, inveja, rancor e recalque contra aqueles que contigo não se igualam e, que por esforço próprio pessoal, conseguiram sem enlamear-se serem pessoas superiores e que conquistaram respeito sem precisaram apelar ao arsenal de maldades com os quais, e somente por intermédio de tais artifícios, você consegue se fazer notar. Berre, esbraveje e destile o fel que mal consegues conter. Isto não conseguirá fazer de você uma pessoa pior do que a que você, ao longo da vida, acabou se tornando. Para julgares quem quer que seja, o primeiro passo básico é sair de frente do espelho.
A lembrar os versos do poeta que diz: É triste saber que para subir, você precisou descer tanto...
Até poderia analisar a fala do Luiz Ignácio hoje em Delmiro Gouveia, Alagoas, tipo cebola, por camadas. Porém, prefiro que o leitor leia um trecho sem cortes, faça sua primeira análise e, depois, leia nosso comentário. Segue:
“E estão lá nossos amigos do PSDB, que no primeiro momento trabalharam de forma civilizada. Estão lá nossos amigos do DEM, que tiveram tanta vergonha que mudaram o nome do partido de PFL para DEM. Estão lá destilando ódio. Destilando ódio. Ódio que mesmo eu quando era dirigente sindical não conseguia destilar contra meus adversários. Porque aprendei que na política a gente constrói consenso para beneficiar a sociedade".
”E eles governaram esse país desde que Cabral aqui aportou. Fizeram e desfizeram. Mas ontem. [...] Deus escreve certo por linhas tortas. A pesquisa de ontem deve ter deixado eles incomodados."
Eu sei que não é fácil para uma parte da elite política do país compreender porque é que é um torneiro-mecânico retirante e nordestino está aqui nesta tribuna e não eles."
Vocês não precisam aceitar que as denúncias dos nossos adversários virem verdades absolutas. É preciso saber quem está acusando quem".
"É importante lembrar bom lembrar que meu partido só tem 14 senadores. E o senado tem 81. E para mim aprovar qualquer coisa, preciso ter no mínimo 41 senadores."
Quantas vezes vocês leram aqui durante a semana, quando comentávamos os discursos do Luiz Inácio, em sua caravana palanqueira eleitoral pelo Nordeste, o ódio destilado de suas palavras, o tom exageradamente rancoroso que brotavam em cada uma das palavras, das vírgulas, dos dois pontos, ou ao final de cada parágrafo?
Pois bem, tentando reverter o mal-estar provocado, seja pela reportagem da VEJA sobre a existência de um dossiê anti-FHC, quanto na edição de hoje da Folha de São Paulo mostrando que a gaiata que produziu o dossiê é nada mais nada menos do que o braço direito da Dilma, e sua substituta no comando da Casa Civil em eventuais ausências, o que Lula tratou de fazer ? Tratou de ser ele mesmo, ou seja, tentou mirar os outros olhando-se no próprio espelho.
Não, Luiz Inácio, ninguém o odeia tanto quanto você até desejaria que o fosse, para transformar-se em um mártir (era só que faltava), como também se ódio em política brasileira existir, este se caracterizou em seus discursos e ações no tempo em que você era da oposição. Poderia lembra-lo das dezenas de vezes em que, tanto você quanto seu partido, podendo somar, recusaram-se simplesmente em faze-lo. Como também, poderia lhe apontar as dezenas de projetos apresentados pelos governos anteriores e para quais a participação de vossa senhoria como de seu partido eram importantes, ,porém e simplesmente você e seu partido recusaram-se em participar, fosse dos debates, tanto quanto das votações. Questão fechada, e o PT sempre, e inapelavelmente, votaram contra qualquer coisa, para o bem ou para omal. Poderia até trazer dezenas de exemplos em que o País, e não simplesmente os governantes, mas o País, senhor Luiz Inácio, precisou de seu apoio, de suas idéias, de sua colaboração e participação, e você, num arroubo autocrático e arrogante, negou-se em conceder e deu às costas. Repito: você deu às costas ao País e seus milhões de habitantes, e não aos governantes de plantão.
Porém, senhor Luiz Inácio,. acredito que apenas um exemplo é suficientemente forte para demonstrar a verdadeira face deste que hoje, beneficiário político do período mais profícuo de reformas a que este país foi submetido em sua trajetória republicana, que nos devolveu o orgulho de exibirmos uma instituição nacional com valor significativo, que é a nossa moeda, que tirou o país do atraso de 50 anos em que se achava mergulhado, depois da frustração de Sarney e Collor, que se seguiram aos 20 anos de escuridão provocados pela ditadura militar, que soube levar com orgulho o nome do Brasil de volta ao respeito da comunidade internacional, porém sem esquecer a necessária e inadiável implantação de programas sociais para tirar da miséria milhões de brasileiros aflitos e flagelados, e que, não obstante tal herança, jamais teve, de sua parte, um ato de humildade, de grandeza e de dignidade para ser ao menos grato pelo país que lhe foi transmitido, pois bem, o exemplo serve para mostrar o tipo de pessoa rancorosa, egocêntrica, arrogante e, acima de tudo, o péssimo brasileiro que você sempre foi.
Logo após a deposição de Collor da presidência da República, para a qual o PT trabalhou incessante e sofregamente, e tão logo o seu vice-presidente, Itamar Franco assumiu, o político mineiro chamou todos os partidos e pediu-lhes não a submissão, mas o indispensável apoio de todos para a busca de um entendimento nacional, para trazer o país de volta à normalidade, traumatizado pela saída de um presidente legitimamente eleito pela maioria da Nação, e todos se sensibilizaram e se dispuseram a debater a necessidade de se constituir um pacto de entendimento nacional. Todos eu disse ? Não, apenas um, e todos os do seu partido, negaram-se terminantemente em colaborar e em participar: você, Luiz Inácio Lula da Silva, juntou todos os petistas do Congresso e disse um sonoro “N-Ã-O” ao entendimento que a emergência do momento estava a exigir e que Itamar Franco tão humildemente estendeu a mão para pedir. Ou seja, nem no momento mais delicado de nossa ainda incipiente redemocratização, você, Luiz Inácio, se dispôs a colaborar. Queres ação mais anti-brasileira do que esta ? Quem aqui neste país mais destilou ódio, rancor e selvageria política do que você mesmo, Luiz Inácio, contra todos os demais democratas brasileiros? Os arquivos dos jornais não foram destruídos, estão aí como lembranças vivas e históricas daquele malfadado “N-Ã-O”, repulsivamente tão anti-patriótico, tão bárbaro e estupidamente tão anti-brasileiro. Ah, sim: o ex-presidente Itamar Franco ainda vive para testemunhar o quanto você não tem moral para acusar quem quer que seja. E a tal ponto o acuso de anti-patriótico e anti-brasileiro, que o maior exemplo disto é a falta de tua assinatura na Constituição Brasileira de 1988, carta de alforria da nossa redemocratização. Até hoje nunca consegui compreender o por quê da tua recusa em assinar a carta magna do Brasil. Hoje, melhor do que nunca, pude perceber que você não assinou nossa Constituição, da qual, repare bem, você e seus partidários políticos foram constituintes, porque não era democracia que vocês desejavam para o Brasil. O sonho, tantos anos acalentado de todos os petistas, Lula inclusive, era a implantação de um regime de ditadura de esquerda. Como a Constituição restaurava a democracia, você neste fato encontrou as razões para não assiná-la, muito embora, graças ao estado de direito que ela restabeleceu, te foi possível chegar ao poder, sem precisar praticar um golpe de estado.
Assim, fica evidenciado que você, Luiz Inácio Lula da Silva, não têm legitimidade moral e competência de caráter para julgar quem quer que seja, porque o ódio que incendeia tua alma, o faz cego de arrogância e, de tal forma tal sentimento se impregnou e se incrustou na tua personalidade que, nem quando 199 vítimas morreram no acidente fatídico do airbus da TAM em São Paulo, você sequer se fez presente, como agora, com 54 mortes de infectados pela dengue, no Rio de Janeiro, na maioria crianças, muitas das quais morreram não pela picada do mosquito mas pela falta de atendimento médico na rede pública hospitalar, você preferiu fazer campanha política no Nordeste, do que, de forma humana e desprendida, levar sua solidariedade às vítimas. Quem se omite em momentos como esse, com medo de “sofrer prejuízo a sua imagem política”, é indigno de consideração e respeito, e não tem sequer hombridade para dar sua parcela de colaboração no sentimento de fraternidade tão necessário para os que sofrem. E registre-se: tanto num flagelo quanto no outro, muito mais se deve à omissão e incompetência das ações do teu governo.
Fica claro que odiosa é a alma que se omite em participar, porque sua arrogância só lhe permite olhar para o próprio umbigo. É a mente devotada ao crime, ao acusatório, à omissão, a deliberada e vergonhosa ausência de princípios morais e escrúpulos, porque se imagina inimputável, acima de Deus, quando não vai além do mentiroso empedernido que, diante da adversidade política, sua única ação é a de macular a biografia alheia através de dossiês cafajestes montados no submundo da devassidão.
Não, não são os “adversários” que destilam ódio contra você, Luiz Inácio Lula Silva, até porque você entende de destilados muito mais do que qualquer outro neste país. Na verdade, não apenas de ódio a tua alma se reveste, ali juntam-se num único sentimento, impossível até de mensurar, ódio, inveja, rancor e recalque contra aqueles que contigo não se igualam e, que por esforço próprio pessoal, conseguiram sem enlamear-se serem pessoas superiores e que conquistaram respeito sem precisaram apelar ao arsenal de maldades com os quais, e somente por intermédio de tais artifícios, você consegue se fazer notar. Berre, esbraveje e destile o fel que mal consegues conter. Isto não conseguirá fazer de você uma pessoa pior do que a que você, ao longo da vida, acabou se tornando. Para julgares quem quer que seja, o primeiro passo básico é sair de frente do espelho.
A lembrar os versos do poeta que diz: É triste saber que para subir, você precisou descer tanto...