domingo, abril 13, 2008

Autuado em R$ 2 milhões, PT responsabiliza ex-dirigentes

Reportagem de Leandro Loyola, para a Revista Época, nos informa que, no caldeirão do mensalão, havia mais ratasanas do que se imaginava.

A força tarefa da Receita Federal que investiga os partidos políticos brasileiros não encontrou irregularidades apenas no PSDB. O Partido dos Trabalhadores (PT) também foi autuado e se defende de uma multa de cerca de R$ 2 milhões, de acordo com o processo nº 10168.003920/2007-13. O PT é acusado de não contabilizar gastos de pouco mais de R$ 3 milhões entre 2002 e 2005. Isso quer dizer que o partido bancou esses gastos com recursos de caixa dois, o que é contra a lei. Entre os gastos estão R$ 1 milhão pela compra de camisetas da Coteminas, a empresa do vice-presidente José Alencar, juros bancários de R$ 351 mil pagos pelo empresário Marcos Valério ao banco BMG, gastos com advogados e o repasse de R$ 620 mil em dinheiro e cheques de Valério do diretório nacional do PT ao diretório do partido no Pará. Valério foi o principal personagem do escândalo do mensalão, esquema de compra de apoio de parlamentares no Congresso pelo governo.

No documento de defesa encaminhado à Receita, os advogados do PT colocam a culpa das irregularidades contábeis nos antigos dirigentes do partido: o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do partido, deputado José Genoíno, o ex-tesoureiro Delúbio Soares e o ex-secretário-geral Sílvio Pereira. No texto, os advogados apóiam-se na denúncia feita pelo Procurador-Geral da República, Antonio Fernando de Souza, e o Código Tributário Nacional, para dizer que os quatro teriam sido responsáveis pelas irregularidades. Procurados por ÉPOCA, os advogados dos quatro ex-dirigentes disseram que seus clientes não conheciam o documento e não tinham nada a dizer. O tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, respondeu em nota que como os processos “tramitam sob segredo de justiça, as informações de mérito não poderão ser divulgadas até a conclusão final dos processos”.

A investigação sobre os partidos políticos começou em setembro de 2005. Na ocasião, a CPI dos Correios investigava o mensalão, um esquema de repasse de R$ 55,8 milhões pelo PT a deputados de partidos aliados em troca de apoio no Congresso. A CPI pediu à Receita Federal que examinasse a movimentação financeira do PT. A Receita estendeu a fiscalização a outros três partidos envolvidos no escândalo: PP, PTB e o PL (hoje PR). Depois, incluiu na lista a oposição: PSDB, PMDB e PFL (hoje DEM).

Mas atenção: não pensem vocês que “eles” irão pagar isto tudo, não. Eles irão criar alguma “armadilha” legal para que o dinheiro saia do bolso da sociedade. Porque no governo destes cretinos, o lucro sempre é privatizado para o chefe da máfia do crime organizado, enquanto o prejuízo é socializado às custas dos que realmente trabalham honestamente e pagam impostos extorsivos, que assim, acabamos sofrendo duplamente: pela omissão e corrupção que eles praticam desviando o dinheiro que deveria retornar para nós em serviços dignos, e depois, quando pegos no delito praticado, pelo achaque no bolso nosso de cada dia para bancar o prejuízo que causaram em suas falcatruas.

E ainda se ofendem quando são chamados de canalhas. Vai ver que canalha é um termo muito pequeno para qualificar a falta de caráter desta gente.