Tribuna da Imprensa
BOA VISTA - Os protestos contra a desocupação da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, chegaram à fronteira do Brasil com a Venezuela. Ontem, os arrozeiros bloquearam a BR-174, na sede do município de Pacaraima, que divide os dois países. A barricada, feita com pneus velhos e madeira, foi incendiada quase em frente ao posto que a Polícia Federal mantém no local. Uma pessoa foi presa.
A manifestação começou às 13h e até o final da noite de ontem ainda não havia terminado. Homens da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar tentam negociar a liberação da rodovia. Há congestionamento dos dois lados da pista e mais pessoas estão chegando para reforçar o protesto, que reúne cerca de 150 manifestantes liderados pelos produtores de arroz.
No Surumu, principal foco da resistência contra a operação Upatakon 3, que a Polícia Federal realiza para retirar os arrozeiros de terras indígenas, foram feitas mais barricadas para impedir o acesso de veículos.
As estratégias de ação da PF são comandadas pelo delegado Fernando Segóvia, coordenador da operação, que chegou ontem a Boa Vista. A primeira medida tomada ontem foi a transferência de todo o armamento do auditório da Superintendência da PF para outro depósito, cujo endereço não foi divulgado por questões de segurança.
Temendo que o conflito se transforme em "derramamento de sangue", o governador Anchieta Júnior (PSDB) pediu a suspensão da operação no Supremo Tribunal Federal (STF). "Queremos acabar com esse clima de tensão para evitar a perda de vidas", disse.
A ação judicial foi protocolada depois de esgotadas as tentativas de suspender a ação de retirada na via administrativa. Na semana passada, Anchieta Júnior foi informado pelo Ministério da Justiça que, desta vez, a União vai proceder à retirada dos não-índios da Raposa Serra do Sol.
A ação cautelar com pedido de liminar solicita que o julgamento seja conduzido pelo ministro Carlos Ayres Brito, relator dos processos que envolvem litígios na terra indígena.
Índios bloqueiam BR contra mudança na Funai
Cerca de 200 índios de diversas etnias ocupam desde as 5h45 de ontem a BR-364, que liga Mato Grosso aos estados do Centro-Oeste e do Sudeste do País. Os índios não concordam com as mudanças administrativas na sede da Fundação Nacional do Índio (Funai), que retiraram a autonomia financeira da unidade de Cuiabá, transferindo-a para Juína, ao norte do estado.
Havia no final da tarde de ontem congestionamentos de pelo menos 10 quilômetros nos dois sentidos da pista, sendo permitido apenas a passagem de ambulâncias, informou a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Os protestos dos índios em Mato Grosso já duram uma semana. O cacique terena Milton Rondon, que lidera o movimento, disse que os índios ficarão na estrada por tempo indeterminado.
No final da tarde de ontem, a Funai revogou a portaria propondo as mudanças que revoltaram os índios. Mesmo assim, até o começo da noite, a rodovia continuava interditada. Pelo menos 400 índios das etnias bakairi, umutina, chiquitano, bororo e terena ocupam o prédio da Funai em Cuiabá desde o dia 31 de março.
BOA VISTA - Os protestos contra a desocupação da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, chegaram à fronteira do Brasil com a Venezuela. Ontem, os arrozeiros bloquearam a BR-174, na sede do município de Pacaraima, que divide os dois países. A barricada, feita com pneus velhos e madeira, foi incendiada quase em frente ao posto que a Polícia Federal mantém no local. Uma pessoa foi presa.
A manifestação começou às 13h e até o final da noite de ontem ainda não havia terminado. Homens da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar tentam negociar a liberação da rodovia. Há congestionamento dos dois lados da pista e mais pessoas estão chegando para reforçar o protesto, que reúne cerca de 150 manifestantes liderados pelos produtores de arroz.
No Surumu, principal foco da resistência contra a operação Upatakon 3, que a Polícia Federal realiza para retirar os arrozeiros de terras indígenas, foram feitas mais barricadas para impedir o acesso de veículos.
As estratégias de ação da PF são comandadas pelo delegado Fernando Segóvia, coordenador da operação, que chegou ontem a Boa Vista. A primeira medida tomada ontem foi a transferência de todo o armamento do auditório da Superintendência da PF para outro depósito, cujo endereço não foi divulgado por questões de segurança.
Temendo que o conflito se transforme em "derramamento de sangue", o governador Anchieta Júnior (PSDB) pediu a suspensão da operação no Supremo Tribunal Federal (STF). "Queremos acabar com esse clima de tensão para evitar a perda de vidas", disse.
A ação judicial foi protocolada depois de esgotadas as tentativas de suspender a ação de retirada na via administrativa. Na semana passada, Anchieta Júnior foi informado pelo Ministério da Justiça que, desta vez, a União vai proceder à retirada dos não-índios da Raposa Serra do Sol.
A ação cautelar com pedido de liminar solicita que o julgamento seja conduzido pelo ministro Carlos Ayres Brito, relator dos processos que envolvem litígios na terra indígena.
Índios bloqueiam BR contra mudança na Funai
Cerca de 200 índios de diversas etnias ocupam desde as 5h45 de ontem a BR-364, que liga Mato Grosso aos estados do Centro-Oeste e do Sudeste do País. Os índios não concordam com as mudanças administrativas na sede da Fundação Nacional do Índio (Funai), que retiraram a autonomia financeira da unidade de Cuiabá, transferindo-a para Juína, ao norte do estado.
Havia no final da tarde de ontem congestionamentos de pelo menos 10 quilômetros nos dois sentidos da pista, sendo permitido apenas a passagem de ambulâncias, informou a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Os protestos dos índios em Mato Grosso já duram uma semana. O cacique terena Milton Rondon, que lidera o movimento, disse que os índios ficarão na estrada por tempo indeterminado.
No final da tarde de ontem, a Funai revogou a portaria propondo as mudanças que revoltaram os índios. Mesmo assim, até o começo da noite, a rodovia continuava interditada. Pelo menos 400 índios das etnias bakairi, umutina, chiquitano, bororo e terena ocupam o prédio da Funai em Cuiabá desde o dia 31 de março.