Diz o Cláudio Humberto: O governo do Rio vai pedir ajuda a Cuba para matar os mosquitos da dengue. Afinal, um país que mantém um ditador congelado deve entender muito de praga.
Contudo, espero que o governador carioca tenha um pingo de equilíbrio, e não cometa esta sandice de convocar médicos cubanos para tratar da epidemia de dengue que assola o Rio de Janeiro. Seria a suprema humilhação para o país. Seria como se passamos em nos mesmos um atestado de incompetência generalizada de parte de nossas autoridades. Mesmo que a incompetência seja verdadeira, não precisamos confessá-la explicitamente para o mundo inteiro,,;
Há outros meios de se conseguir fazer frente ao que resultou da omissão, desídia e irresponsabilidade de governantes municipais, estadual e federal. Tivesse, por exemplo, o governo federal, que agora quer repartir sua culpa com os outros, investido o que estava previsto para programa sde prevenção, e por certo, se teria evitado o colapso que se tem agora.
E, mesmo assim, é possível sim superar as dificuldades. Existem muitos profissionais que possa, temporariamente, serem deslocados para atendimento à população. Recorrer ao exterior, para trazer médicos quando os temos em boa e razoável, quantidade só em desesperador último caso. Até, que se esgotem todos os recursos que estiverem a mão. O que não pode continuar acontecendo, são pessoas morrendo por absoluta falta de atendimento médico a tempo de combater a doença. Como também, e esta não é a primeira vez que o sistema de saúde pública entra em colapso, a última por exemplo ocorreu no Nordeste recentemente, é as autoridades continuarem dando às costas para o problema, desviando investimentos para outras despesas totalmente inúteis, despesas que classifico de pura ostentação. No Brasil, nossas autoridades e classe política precisa se dar conta que, fazendo o simples, o feijão com arroz dos deveres do Estado para com a Sociedade já se estará fazendo mais do que a soma de todos juntos, com raríssimas e honrosas exceções.
Contudo, e pelo conjunto da obra do Luiz Inácio, já começo a me preocupar em saber qual será o próximo apagão de seu governo ?
A reportagem é de Luisa Belchior, em Colaboração para a Folha Online
O governo do Rio estuda pedir médicos de Cuba para ajudar no atendimento a pessoas com dengue na cidade do Rio, declarou o governador Sérgio Cabral. Em entrevista na manhã desta terça-feira, o governador afirmou que faltam médicos no Estado. Ele disse que vai decidir, até domingo, se fará o pedido de profissionais ao governo cubano, que já passou por epidemias de dengue.
"Cuba tem uma excelente tradição na área de saúde pública", disse.
Cabral afirmou ainda que há três tendas de hidratação --espaços montados pelo governo do Estado próximo a hospitais do Rio para auxiliar o atendimento a pacientes com dengue-- sem funcionamento por causa da falta de médicos no Estado.
"Temos carência de médicos. As tendas da Gávea [zona sul], da Penha [zona norte] e do Méier [zona norte] estão prontas esperando por profissionais", declarou.
Já no hospital de campanha montado pela Aeronáutica na Barra da Tijuca (na zona oeste, região mais afetada pela doença), o movimento é grande.
Até as 12h30 desta quarta-feira, a tenda, que tem capacidade para atender 400 pessoas, já havia atendido 159 pacientes, 121 deles com dengue diagnosticada, segundo a assessoria de imprensa da Aeronáutica. Outras 323 pessoas aguardam para ser atendidas no local.
Já no Hospital Municipal Lourenço Jorge, também na Barra, perto de onde a tenda foi montada, há menos pacientes, segundo a Aeronáutica. A Secretaria Municipal de Saúde não soube dizer o número de pessoas com suspeita de dengue atendidas hoje no Lourenço Jorge. Ontem, de acordo com o órgão, foram atendidos 309 adultos e 104 crianças com dengue.
"Guerra perdida"
O ministro José Gomes Temporão (Saúde) afirmou nesta quarta-feira que o combate à dengue em ano eleitoral é guerra perdida. Segundo ele, com a politização do tema, quem sai prejudicada é a população, porque são "desmobilizados os programas e demitidos os servidores que atuam na área".
O ministro advertiu ainda que além do Rio de Janeiro, outros cinco Estados estão em estado de alerta por causa do mosquito da dengue. "Todos os anos quando há disputa eleitoral nos municípios, a guerra contra a dengue perde. Se desmobilizam programas, se demitem servidores e se faz politicagem com uma coisa tão grave."
Temporão afirmou que além do Rio, Amazonas, Rondônia, Pará, Rio Grande do Norte e Bahia estão em estado de alerta por causa da dengue. "É preciso que se evite nesse locais que ocorra uma situação semelhante à que acontece no Rio. Estamos trabalhando para isso."
Gaúchos
Entre 15 e 20 pediatras da rede estadual do Rio Grande do Sul serão enviados ao Rio de Janeiro para ajudar no atendimento a pacientes com dengue. O governo gaúcho foi o primeiro a atender ao pedido feito pelo secretário estadual de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes, para que médicos de outros Estados auxiliem no atendimento aos doentes.
Os médicos, que pertencem a hospitais estaduais e federais gaúchos, embarcarão para o Rio no próximo domingo (6), e ficarão em unidades de saúde do Estado por cerca de duas semanas, informou a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul.
Contudo, espero que o governador carioca tenha um pingo de equilíbrio, e não cometa esta sandice de convocar médicos cubanos para tratar da epidemia de dengue que assola o Rio de Janeiro. Seria a suprema humilhação para o país. Seria como se passamos em nos mesmos um atestado de incompetência generalizada de parte de nossas autoridades. Mesmo que a incompetência seja verdadeira, não precisamos confessá-la explicitamente para o mundo inteiro,,;
Há outros meios de se conseguir fazer frente ao que resultou da omissão, desídia e irresponsabilidade de governantes municipais, estadual e federal. Tivesse, por exemplo, o governo federal, que agora quer repartir sua culpa com os outros, investido o que estava previsto para programa sde prevenção, e por certo, se teria evitado o colapso que se tem agora.
E, mesmo assim, é possível sim superar as dificuldades. Existem muitos profissionais que possa, temporariamente, serem deslocados para atendimento à população. Recorrer ao exterior, para trazer médicos quando os temos em boa e razoável, quantidade só em desesperador último caso. Até, que se esgotem todos os recursos que estiverem a mão. O que não pode continuar acontecendo, são pessoas morrendo por absoluta falta de atendimento médico a tempo de combater a doença. Como também, e esta não é a primeira vez que o sistema de saúde pública entra em colapso, a última por exemplo ocorreu no Nordeste recentemente, é as autoridades continuarem dando às costas para o problema, desviando investimentos para outras despesas totalmente inúteis, despesas que classifico de pura ostentação. No Brasil, nossas autoridades e classe política precisa se dar conta que, fazendo o simples, o feijão com arroz dos deveres do Estado para com a Sociedade já se estará fazendo mais do que a soma de todos juntos, com raríssimas e honrosas exceções.
Contudo, e pelo conjunto da obra do Luiz Inácio, já começo a me preocupar em saber qual será o próximo apagão de seu governo ?
A reportagem é de Luisa Belchior, em Colaboração para a Folha Online
O governo do Rio estuda pedir médicos de Cuba para ajudar no atendimento a pessoas com dengue na cidade do Rio, declarou o governador Sérgio Cabral. Em entrevista na manhã desta terça-feira, o governador afirmou que faltam médicos no Estado. Ele disse que vai decidir, até domingo, se fará o pedido de profissionais ao governo cubano, que já passou por epidemias de dengue.
"Cuba tem uma excelente tradição na área de saúde pública", disse.
Cabral afirmou ainda que há três tendas de hidratação --espaços montados pelo governo do Estado próximo a hospitais do Rio para auxiliar o atendimento a pacientes com dengue-- sem funcionamento por causa da falta de médicos no Estado.
"Temos carência de médicos. As tendas da Gávea [zona sul], da Penha [zona norte] e do Méier [zona norte] estão prontas esperando por profissionais", declarou.
Já no hospital de campanha montado pela Aeronáutica na Barra da Tijuca (na zona oeste, região mais afetada pela doença), o movimento é grande.
Até as 12h30 desta quarta-feira, a tenda, que tem capacidade para atender 400 pessoas, já havia atendido 159 pacientes, 121 deles com dengue diagnosticada, segundo a assessoria de imprensa da Aeronáutica. Outras 323 pessoas aguardam para ser atendidas no local.
Já no Hospital Municipal Lourenço Jorge, também na Barra, perto de onde a tenda foi montada, há menos pacientes, segundo a Aeronáutica. A Secretaria Municipal de Saúde não soube dizer o número de pessoas com suspeita de dengue atendidas hoje no Lourenço Jorge. Ontem, de acordo com o órgão, foram atendidos 309 adultos e 104 crianças com dengue.
"Guerra perdida"
O ministro José Gomes Temporão (Saúde) afirmou nesta quarta-feira que o combate à dengue em ano eleitoral é guerra perdida. Segundo ele, com a politização do tema, quem sai prejudicada é a população, porque são "desmobilizados os programas e demitidos os servidores que atuam na área".
O ministro advertiu ainda que além do Rio de Janeiro, outros cinco Estados estão em estado de alerta por causa do mosquito da dengue. "Todos os anos quando há disputa eleitoral nos municípios, a guerra contra a dengue perde. Se desmobilizam programas, se demitem servidores e se faz politicagem com uma coisa tão grave."
Temporão afirmou que além do Rio, Amazonas, Rondônia, Pará, Rio Grande do Norte e Bahia estão em estado de alerta por causa da dengue. "É preciso que se evite nesse locais que ocorra uma situação semelhante à que acontece no Rio. Estamos trabalhando para isso."
Gaúchos
Entre 15 e 20 pediatras da rede estadual do Rio Grande do Sul serão enviados ao Rio de Janeiro para ajudar no atendimento a pacientes com dengue. O governo gaúcho foi o primeiro a atender ao pedido feito pelo secretário estadual de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes, para que médicos de outros Estados auxiliem no atendimento aos doentes.
Os médicos, que pertencem a hospitais estaduais e federais gaúchos, embarcarão para o Rio no próximo domingo (6), e ficarão em unidades de saúde do Estado por cerca de duas semanas, informou a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul.