segunda-feira, maio 12, 2008

Colombiano exilado no Brasil é o elo dos bandidos das Farc,

Cláudio Humberto


Padre Medina", homem das Farc no Brasil.


O colombiano Francisco Antonio Cadenas Colazzos, o “padre Medina”, com status de exilado no Brasil desde 2006 por ser casado com uma professora brasileira, é o responsável pela troca de cocaína por armas e recrutamento de simpatizantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, revela hoje El Tiempo, o mais importante jornal da Colômbia, acrescentando que Peru e Brasil são locais de trânsito para milicianos, armas e cocaína, o Equador é bastião financeiro e de refúgio e Venezuela, Costa Rica e México, servem de “lavanderia” de narcodólares e apoio ideológico, segundo apurou o serviço secreto colombiano, após análise dos computadores do vice-bandidão das Farc, Raúl Reyes, morto em março numa operação militar da Colômbia.

O jornal descreve a estratégia dos narcoguerrilheiros em sete países latino-americanos, com quatrocentos grupos envolvendo “revolucionários puros”, ONGS defensoras dos direitos humanos e partidos políticos oficiais.

Um economista argentino, codinome “Bernardo”, com menos de 50 anos e ex- assessor da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) entre 1990 e 1996, é um dos “testas-de-ferro” das Farc no continente – o mesmo papel exercido no Brasil, segundo El Tiempo, por Cadenas Colazzos, o “Camilo”. Outros testas-de-ferro atuam no México, Chile, Venezuela, Equador, Costa Rica e Peru. O jornal espanhol El País, por sua vez, revela na edição de amanhã – a partir dos documentos encontrados no computador de Raúl Reyes – que a Coordenadoria Continental Bolivariana (CCB), com delegações de dezessete países, entre eles Alemanha e Suíça, cria apoios e células clandestinas em congressos e encontros internacionais, como o “Encontro dos Povos” e o “Foro de São Paulo”.

O jornal espanho não cita Lula, presidente honorário do Foro, do qual se afastou nos últimos anos. Mas destaca que, classificada como “terrorista” pela União Européia em 2002, a narcoguerrilha colombiana abriu espaço na América Latina com um “aliado providencial”, o presidente venezuelano Hugo Chávez.


*****COMENTANDO A NOTICIA:
Entenderam por que o governo do Luiz Inácio não condena a FARC? Pois a notícia acima uma vez mais vem comprovar a aliança deles todos no clubinho chamado Foro de São Paulo. E que fique claro: conforme já reproduzimos mataria neste espaço, Lula, já presidente do país, não deixou de comparecer aos congressos que o clubinho realiza. Difícil é entender que parte da mídia brasileira sequer toca no assunto. No território brasileiro se abrigam muitos guerrilheiros e terroristas das FARCs e o casulo preferido destes bandidos se chama “acampamento do MST”.
Por tal motivo, as invasões e depredações que os seguidores de Stédile praticam Brasil afora jamais receberão de parte do governo Lula repressão de espécie. O caminho para eles está livre, assim como os cofres do Tesouro estarão sempre abertos para o financiamento necessário que o terrorismo que eles praticam necessitam. Leiam a propósito o que nos informa o Contas Abertas.

Governo repassa R$ 50 milhões a entidades do MST
Priscilla Mendes, Do Contas Abertas

Entidades ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) receberam quase R$ 50 milhões do governo nos últimos seis anos. A quantia vem caindo desde 2004, quando 327 ocupações ocorreram, maior número de todo o governo Lula. As instituições do movimento que mais receberam dinheiro público por meio de convênio foram o Iterra, a Concrab, a Anara e a Anca, essa sendo responsável por 43% de toda verba repassada pelo governo.

As instituições atuam como receptadoras dos recursos da União porque o MST é um movimento social e não uma pessoa jurídica, condição necessária para o repasse. Apesar de o montante ter caído de 2004 para cá, a média anual de recursos transferidos à Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), à Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária (Concrab), ao Instituto Técnico de Capacitação Pesquisa e Reforma Agrária (Iterra) e à Associação Nacional de Apoio à Reforma Agrária (Anara) passou de R$ 2,4 milhões em valores correntes no segundo governo de Fernando Henrique para R$ 9,4 milhões na primeira gestão petista.

As ocupações de terra, no entanto, cresceram apenas 4% de um mandato para outro. De 1999 – início do segundo mandato de FHC – até 2002, a Ouvidoria do Ministério do Desenvolvimento Agrário contabilizou 999 ocupações e 71 mortes decorrentes de conflitos agrários. Já de 2003 a 2006, foram 1036 ocupações e 88 mortes. Desde que o Incra passou a contabilizar as invasões de terra, no entanto, o recorde de ocupações registradas foi em 1999, ainda no governo tucano (502 no total). Em todas essas ocupações, mais de 20 entidades estiveram envolvidas.

No ano passado, quando o governo passou R$ 1,9 milhão às entidades que financiam o MST, 298 ocupações ocorreram em todo o país, sendo que 72% delas foram coordenadas pelo movimento. As regiões Sudeste e Nordeste foram os maiores alvos de protesto: 116 e 107 ocupações, respectivamente. O Norte é o terceiro mais visado, com 30 ocupações, seguido pela região Sul, com 24, e pelo Centro-oeste, com 21.

De acordo com José Batista de Oliveira, da coordenação nacional do MST, os convênios firmados entre o governo e entidades da reforma agrária beneficiam milhares de trabalhadores sem-terra de diversos movimentos e sindicatos. Os recursos são aplicados em projetos de educação rural, construção de moradias, eletrificação, saúde, cultura, produção e comercialização agrícola. “As parcerias são legítimas e garantem que sejam cumpridos os direitos sociais previstos na Constituição Federal”, diz o representante do movimento.

O especialista em economia agrária Jorge Madeira Nogueira, diretor do Centro Integrado de Ordenamento Territorial, explica que a correlação positiva entre repasses e aumento no número de invasões tem sustentação na lógica de uma economia política de relacionamento entre grupos de pressão e o aparelho estatal. “O MST não é o primeiro, nem o último grupo de pressão que usa sua capacidade de mobilização para colocar o governo contra a parede e, assim, obter vantagens, pecuniárias ou políticas. Isso não é novidade no aparelho estatal brasileiro”, diz.