quarta-feira, maio 28, 2008

E os gigolôs aprontaram de novo!!!

Adelson Elias Vasconcellos

Num golpe baixo e imoral, Câmara cria mais de 8.000 novos vereadores em todo o país.
Não é a toa que falte dinheiro para a saúde.

Quando a gente pensa ou espera que esta turma já não consegue descer mais no fundo da lama indecente em que se locupletam, a tropa consegue se superar e descer mais ainda ao fundo do poço.

Em 2004, uma resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) extingüiu com 8.528 cadeiras de vereadores em todo país.

Pois bem, hoje, em primeiro turno, a Câmara de Deputados resolveu avançar um pouco mais no bolso dos brasileiros que trabalham honestamente, coisa aliás da qual esta turma não quer nem ouvir: seja do trabalho, muito menos de honestidade. O que o sacanas aprontaram? Simples, tornaram nula a resolução do TSE com a reposição de exatos 8.043novos vereadores, praticamente o mesmo número do montante extinto em 2004. É mole ?

E depois Lula ainda quer justificar a recriação da CPMF, alegando precisar de dinheiro para saúde ? Ora, convenhamos, esta gente não tem senso do ridículo e se comporta considerando toda a nação como idiota.

Fica claro, pela PEC aprovada hoje, que o que não falta neste país é dinheiro para os eternos gigolôs da nação. Pode faltar para a saúde, para a educação, para a segurança, para saneamento básico. Porém, quando tratam de seus interesses pessoais, os cretinos não se cansam de apunhalar o país, achacar nossos bolsos, unicamente em seu próprio proveito.

Se houvesse um mínimo de justiça no Brasil, esta camarilha toda deveria era nos indenizar pelos prejuízos que causaram e ainda causam, em seus roubos, corrupção, desvios de toda a sorte, negociatas e malversação. E não se enganem: eles darão um jeito de recriar a CPMF, mesmo que sob outro nome. Afinal, eles precisam inventar novas “desculpas” para continuarem explorando o país da forma mais canalha que se possa imaginar.

Por Renata Giraldi, para a Folha online, segue a matéria.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, em primeiro turno, a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que aumenta de 51.748 para 59.791 o número de vereadores.

Após uma intensa discussão e mudanças de última hora, os deputados aprovaram por 419 votos favoráveis, 8 contrários e 3 abstenções o texto principal cujo relator, deputado Vítor Penido (DEM-MG), fazia alterações a cada nova polêmica.

Nesta quarta-feira deve ser feito um esforço para a realização do segundo turno de votação da PEC dos Vereadores. Aprovada em segundo turno, a proposta será enviada para o Senado, que também deve submetê-la a dois turnos de votação com intervalo de cinco sessões entre elas. Para ser colocada em prática já a partir das eleições de outubro, a emenda tem de ser votada até 30 de junho.

Pelo texto aprovado na Câmara, os municípios terão de gastar no mínimo 2% do orçamento que dispõe com as câmaras de vereadores e, no máximo, 4,5%. Os percentuais variam com base no número de habitantes e do total da receita arrecadada pelos municípios. Na prática, houve um corte de aproximadamente 50% na definição de gastos.

Segundo Penido, a aprovação da emenda poderá garantir uma redução anual de gastos para os municípios. Pelos cálculos do deputado, atualmente o gasto total com as câmaras de vereadores é de cerca de R$ 6 bilhões. A partir da proposta, a despesa deverá ser de R$ 4,8 bilhões.

Reflexos
A proposta interfere basicamente nos municípios que têm de 15 mil a 1 milhão de habitantes. Pelo texto, o número mínimo de vereadores nos municípios com até 15 mil habitantes será de 9 vereadores e o máximo de 55, no caso das cidades com mais de 8 milhões de habitantes. Os cálculos consideraram 24 faixas diferentes para destinar o número de vereadores, de acordo com a quantidade de habitantes.

Para o repasse do orçamento para as câmaras de vereadores, foram consideradas cinco faixas de receita. Os municípios que arrecadam até R$ 30 milhões terão de repassar 4,5% para as câmaras de vereadores; os que estão na faixa de arrecadação acima de R$ 30 milhões até 70 milhões terão de repassar 3,75%; já os que se encaixam entre R$ 70 milhões e 120 milhões terão de repassar 3,5% para as câmaras.

Já os municípios que arrecadam de R$ 120 milhões a R$ 200 milhões deverão repassar 2,75% para as câmaras dos vereadores, enquanto os que têm arrecadação superior a R$ 200 milhões terão de repassar 2% para o legislativo.

Negociações
Desde 2004 a discussão sobre a PEC dos Vereadores tramita na Câmara. Sem consenso, o assunto foi submetido a várias mudanças e muitos debates. Nesta terça-feira, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), comemorou a inclusão do tema na pauta.

Já o vice-líder do PSOL na Casa, Chico Alencar (RJ), disse temer como serão executados os repasses para as câmaras de vereadores. O deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), disse também estar receoso sobre a forma como a votação ocorreu, uma vez que as alterações foram realizadas às pressas.