***** Em mais um dia de desvalorização histórica, Bovespa fecha em queda de 7,34%
Apesar da suposta tranqüilidade que a aprovação do projeto de ajuda ao sistema financeiro por parte do Senado americano deveria proporcionar, a quinta-feira foi de tensão e instabilidade nos mercados de todo o mundo. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou com desvalorização de 7,34%, aos 46.145 pontos.
Apesar da suposta tranqüilidade que a aprovação do projeto de ajuda ao sistema financeiro por parte do Senado americano deveria proporcionar, a quinta-feira foi de tensão e instabilidade nos mercados de todo o mundo. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou com desvalorização de 7,34%, aos 46.145 pontos.
Durante o dia, a bolsa chegou a cair mais de 9 pontos percentuais, aproximando-se de um novo circuit breaker, que interromperia os negócios no pregão durante meia hora caso a queda ultrapassasse os 10%. O dólar também reagiu mal à instabilidade do mercado e fechou o dia acima do patamar de R$ 2, o que não acontecia em mais de um ano.
Na Europa, os principais índices fecharam em queda: Frankfurt (-2,51%), Londres (-1,8%) e Paris (-2,25%) tiveram desvalorizações. Da mesma forma, o mercado asiático não se animou, com a Bolsa de Tóquio fechando em baixa de 1,87%.
Pela primeira vez em um ano, dólar fecha acima dos R$ 2
A cotação do dólar fechou o dia em alta de 4,99%, valendo R$ 2,021. Com isso, é a primeira vez em mais de um ano (desde 22 de agosto de 2007) que a moeda norte-americana fecha em um patamar superior a R$ 2.
Apesar da aprovação pelo Senado dos Estados Unidos do pacote de medidas para aliviar a situação das instituições financeiras, os mercados reagiram com temor durante o dia, devido aos números desfavoráveis da economia. No meio da tarde, o índice Bovespa chegou a se desvalorizar em mais de 9%, o que quase acarretou no acionamento do circuit breaker outra vez em menos de uma semana.
***** Crise já levou meio trilhão em valor de mercado de empresas brasileiras
A crise dos mercados internacionais já levou R$ 513 bilhões em valor de mercado das empresas brasileiras na Bolsa em 2008. O estudo é da consultoria Economática, que também mostra que, entre as 100 empresas mais castigadas pela turbulência nas bolsas dos Estados Unidos e da América Latina, 31 são brasileiras.
O levantamento utilizou como base o período entre 31 de dezembro de 2007 e 30 de setembro de 2008. De acordo com o estudo, uma das explicações para o péssimo desempenho dessas empresas durante a crise é o fato de elas serem estreantes na Bolsa. A maioria lançou ações no mercado a partir de 2006 e foi alvo dos estrangeiros em busca de altos rendimentos.
O campeão de perdas do ranking das 100 maiores foi o Lehman Brothers, com queda de 99,8% no valor de suas ações. O segundo lugar ficou com o Washington Mutual, em uma desvalorização de 98,8%. Entre as brasileiras, o pior desempenho foi verificado nas ações ordinárias da Agrenco, que caíram 97,3%, a quarta maior queda do ranking. A Laep, do setor de alimentação, ficou com a 5º posição. Seus papéis recuaram 96,7%.
***** Após relatório do TCU, Congresso pode cortar verbas de obras irregulares
O presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), quer analisar, na reunião da próxima terça (7), o relatório de auditoria do Tribunal de Contas da União que apontou irregularidades graves em 48 obras públicas de todo o País, dos 153 empreendimentos analisados; entre elas, 13 obras do Programa de Aceleração do Crescimento. Essas obras, que representam cerca de R$ 3 bilhões, poderão ter as verbas do Orçamento para o próximo ano bloqueadas pelo Legislativo. O montante dos recursos fiscalizados foi da ordem de R$ 26,3 bilhões.
***** Superfaturamento do Pan ganha o mundo
Diplomatas brasileiros nos Estados Unidos receberam informação de que o comitê olímpico de Chicago encomendou um minucioso dossiê sobre o escandaloso superfaturamento das obras dos Jogos Pan-americanos de 2007, estimado em mais de 1.500% pelo Tribunal de Contas da União. Chicago é rival do Rio de Janeiro na disputa para sediar as Olimpíadas de 2016. A suspeita de corrupção ganha destaque em todo o mundo.
O TCU mostrou que só em verbas federais, a estimativa inicial era de gastos de R$ 95 milhões. Foram gastos R$ 1,8 bilhão, ou 1.589% a mais.
Publicações especializadas como Sport Intern, da Alemanha, destacam o envolvimento de Carlos Nuzman, presidente do COB, no rombo do Pan.
***** Vento contra...
Cláudio Humberto
Colecionando palpite infeliz sobre a crise internacional e se desdizendo no dia seguinte, Lula é forte candidato ao troféu "Biruta de aeroporto".
...levanta o colete
Lula concorre com o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) que muda de opinião como quem troca de colete.
***** Desperdício, ou a cara do Poder Público brasileiro
O Tribunal de Justiça de SP alugou por R$ 600 mil mensais o velho Hotel Hilton, na Av. Ipiranga, para instalar os gabinetes dos desembargadores. A reforma terminou há um ano e até agora eles não se mudaram.
***** Da série - Nunca antes neste país...
Blog do Noblat
Ato da Subsecretária-Geral do Serviço Exterior do Ministério das Relações Exteriores publicado na edição do Diário Oficial da União do último dia 30:
A SUBSECRETÁRIA - GERAL DO SERVIÇO EXTERIOR, no uso de sua competência,estabelecida no art. 161 do Regimento Interno da Secretaria de Estado das Relações Exteriores, e com fulcro no art. 15 da Lei n. 8.666, de 21 de junho de 1993, resolve:
I - Criar Comissão de Padronização de Porcelanas Finas de Mesa, material de uso exclusivo das sedes das Missões Diplomáticas brasileiras, composta por três servidores do Quadro Permanente do Ministério das Relações Exteriores.
II - Designar para a Comissão de Comissão de Padronização de Porcelanas Finas de Mesa os servidores:
CONSELHEIRO PAULINO FRANCO DE CARVALHO NETO - Chefe de Gabinete da Subsecretaria-Geral do Serviço Exterior;
OFICIAL DE CHANCELARIA VANESSA SOUTO MAIOR DE MEDEIROS TORRES- lotada no Consulado-Geral do Brasil em Roma;
- OFICIAL DE CHANCELARIA SANDRA MYRIAM AMORIM DANTAS - lotada no Departamento de Administração.
Assina: Maria Stela Pompeu Brasil Frota
***** Eis aqui o cabo eleitoral mais eficiente do Brasil
http://br.youtube.com/watch?v=Oxvh5wplK54
***** Carga tributária impede competitividade no Brasil, revela ranking
Com a 38ª colocação entre 43 países, o Brasil mantém uma das últimas posições no ranking do Índice de Competitividade das Nações (IC-Fiesp), divulgado hoje. Com a nota 20,2, o país fica atrás do México (27,2), da Venezuela (27,9) e da Tailândia (31,4). Mesmo com a crise financeira, os Estados Unidos continuam liderando, com 91 pontos, ainda bastante longe do segundo colocado, a Noruega, com 76,9.
Segundo o diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decontec) da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, a balança de conta corrente e a alta carga tributária continuam sendo empecilhos para o ganho de competitividade. "A alta carga tributária brasileira não condiz com sua renda per capita. Ela tira condições de competitividade", explica.
***** Para Dieese, salário mínimo deveria ser quase 5 vezes maior
O salário mínimo do trabalhador brasileiro deveria ser de R$ 1.971,55 para suprir as necessidades básicas e da família, de acordo com estudo divulgado hoje pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O cálculo foi feito a partir da Pesquisa Nacional da Cesta Básica com os valores do mês de setembro, que levou em conta o custo de R$ 234,68 da cesta básica em São Paulo.
Levando em consideração o direito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ser 4,75 vezes maior que o piso vigente, de R$ 415,00.
***** Para MP, grampo contra Gilmar foi feito no Senado
Jailton de Carvalho, O Globo
É investigada também possível escuta na operadora de celular
O Ministério Público Federal investiga a possibilidade de a conversa entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) ter sido grampeada a partir da central telefônica do Senado. A tese ganhou força depois da conclusão de perícias nos equipamentos de Polícia Federal, Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Senado. Está praticamente descartada a possibilidade de o grampo ter sido feito com maletas de gravação.
Os autos do inquérito sobre o grampo, conduzido pelos delegados Rômulo Berredo e William Morad, devem chegar hoje à Justiça Federal. Os dois delegados pediram a prorrogação das investigações. Segundo o diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, será necessário aprofundar a apuração. A outra possibilidade é que o grampo tenha sido feito na operadora de celular de Gilmar Mendes. Mas, pelas informações obtidas até agora, o Ministério Público considera mais provável que o grampo tenha surgido a partir de uma guerra entre empresas interessadas na disputa pela presidência do Senado. A briga pelo comando da Casa mexe com o milionário mercado de prestação de serviços no Congresso.
Uma varredura foi feita pela Polícia do Senado no sistema de telefonia da Casa, não indicando a existência de grampos nos telefones dos gabinetes dos senadores. Mas a PF decidiu fazer laudos próprios.
***** PF investiga se "marginal infiltrado" grampeou STF
O ministro Tarso Genro (Justiça) não descartou ontem a hipótese de que agentes da Polícia Federal tenham grampeado por iniciativa própria conversas telefônicas de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Tarso informou que a denúncia feita pelo presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, está sendo apurada pela instituição.
***** Incra vai continuar no topo da lista de desmatadores, mas não pagará multa. Nenhuma surpresa, né?
da Folha Online
O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) não será excluído do topo da lista de maiores desmatadores da Amazônia, mas não pagará as multas no valor total de R$ 265,6 milhões aplicadas pelo abate de árvores em assentamentos da reforma agrária.
Segundo a reportagem, são esses os desdobramentos previstos para a crise deflagrada com a divulgação da lista dos cem maiores desmatadores da floresta, liderada pelos assentamentos do Incra.
A Folha informa que o procurador-geral federal, Marcelo Siqueira, adiantou ontem que, nos casos em que o Incra é apontado como responsável por grandes áreas de desmatamento, a cobrança da multa não será levada à Justiça pela Advocacia Geral da União. Em vez disso, será aberto um processo de conciliação, que estabelecerá uma forma de reparar o dano ambiental.
"É uma questão financeira e não política: não faz sentido uma entidade usar recursos públicos para pagar outra entidade."